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A Polícia Federal deflagrou em 25 de junho de 2026 a segunda fase da Operação Disclosure, em conjunto com o Ministério Público Federal, para apurar a fraude contábil nas Lojas Americanas, cujo prejuízo é estimado em cerca de R$ 54 bilhões. Entre os alvos estão os acionistas de referência Carlos Alberto Sicupira e Jorge Paulo Lemann, além de Paulo Alberto Lemann, Eduardo Saggioro Garcia e outros nomes ligados a instituições financeiras. Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão no Rio e em São Paulo, e a Justiça Federal determinou o sequestro de bens até o limite do prejuízo. As Americanas afirmaram que não foram alvo da operação e que seguirão colaborando.
A Polícia Federal deflagrou em 25 de junho de 2026, em conjunto com o Ministério Público Federal, a segunda fase da Operação Disclosure, que investiga a fraude contábil nas Lojas Americanas. Segundo laudos técnicos periciais, a estimativa é que o prejuízo já alcance cerca de R$ 54 bilhões. A ação cumpriu nove mandados de busca e apreensão, incluindo buscas pessoais, no Rio de Janeiro e em São Paulo, e a 10ª Vara Federal Criminal do Rio determinou o sequestro de bens e valores dos investigados até o limite desse valor.
A cobertura de centro relatou que, entre os alvos, estão os acionistas de referência da varejista, Carlos Alberto da Veiga Sicupira e Jorge Paulo Lemann, além de Paulo Alberto Lemann, filho do bilionário, e de Eduardo Saggioro Garcia, ao lado de outros nomes ligados a instituições financeiras que mantinham relação com a companhia. A mesma cobertura registrou que, em nota, as Americanas afirmaram não ter sido alvo da operação e que seguirão colaborando com as investigações.
Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, antigos dirigentes da empresa teriam estruturado um esquema para aumentar artificialmente lucros e disponibilidade de caixa, escondendo passivos e adulterando demonstrações financeiras com o objetivo de elevar o valor das ações negociadas no mercado. As apurações apontam que os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada contabilizados sem lastro econômico. Os crimes investigados, em tese, são manipulação de mercado e associação criminosa.
Veículos de esquerda enfatizaram a dimensão de responsabilização do poder econômico concentrado. Destacaram que os suspeitos teriam recebido bônus milionários vinculados a resultados financeiros e obtido ganhos com a venda de ações artificialmente valorizadas, e levantaram a tese de que o Tesouro Nacional, ou seja, a sociedade, pode terminar pagando a conta. Nessa moldura, a fraude é apresentada como exemplo da corrupção real do mercado, com referência ao histórico de impunidade de executivos.
Uma leitura pela ótica da ordem institucional, por sua vez, tende a sublinhar que a investigação ainda está em fase de apuração e que as imputações são feitas apenas em tese, o que reforça a presunção de inocência dos investigados. Sob esse ângulo, o sequestro de bens é medida cautelar, não condenação, e a apuração de fraude contábil integra o funcionamento esperado dos mecanismos de fiscalização do mercado de capitais, com a empresa buscando preservar a confiança de acionistas ao se colocar à disposição das autoridades.
O que ainda não se sabe é o detalhamento das condutas atribuídas individualmente a cada alvo, a posição formal de defesa dos acionistas citados e o cronograma do processo na Justiça Federal. Também permanece em aberto qual parcela do prejuízo de R$ 54 bilhões poderá ser efetivamente recuperada com o sequestro de bens e quem, ao final, arcará com o passivo.
Os lados convergem nos fatos centrais: a PF e o MPF deflagraram a 2ª fase da Operação Disclosure, o prejuízo é estimado em cerca de R$ 54 bilhões, os crimes investigados são manipulação de mercado e associação criminosa, e a Justiça determinou o sequestro de bens dos investigados.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O corpo da notícia é factual e bem fundamentado (mandados, sequestro de bens, crimes de manipulação de mercado e associação criminosa). O viés de esquerda aparece no enquadramento editorial do entorno: chamadas relacionadas com títulos como 'IMPUNIDADE', 'Sobre a corrupção real do Brasil: o mercado e a fraude' e a tese de que o Tesouro Nacional (a sociedade) pagará a conta, alinhando a cobertura à crítica do poder econômico concentrado.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto factual e neutro: relata a 2ª fase da Operação Disclosure, cita o prejuízo estimado em R$ 54 bilhões, nomeia os alvos e inclui a nota das Americanas afirmando que não foi alvo. Vocabulário sem carga ideológica; dá espaço à manifestação da empresa.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (25/6), em conjunto com o Ministério Público Federal, a segunda fase da Operação Disclosure, que busca aprofundar as investigações sobre supostas fraudes contábeis nas Lojas Americanas estimadas em, aproximadamente, R$ 54 bilhões. Os alvos são Jorge Paulo Lemann e Carlos Alberto Sicupira, bilionários acionistas da empresa.

Lista ainda conta com nomes de executivos de grandes bancos.
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