PL rejeita acordão com o STF e mira impeachment de Moraes em 2027
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O avanço do PL no Senado nas eleições de 2026 fez parte do Supremo Tribunal Federal avaliar diálogo com setores do bolsonarismo. O PL, porém, rejeita o acordão e planeja pedir o impeachment de Alexandre de Moraes em 2027.
A cobertura de direita enfatiza que o PL rejeita acordão e mantém a defesa de responsabilização de ministros, tratando o fortalecimento da bancada no Senado como mandato das urnas para cobrar o Supremo.
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As fontes disponíveis convergem que o PL rejeitou o acordão, que mira o impeachment de Moraes em 2027 e que a conta de 49 votos é estimativa do partido, sem votação.
O crescimento da bancada do PL no Senado levou parte do Supremo Tribunal Federal a avaliar diálogo com setores do bolsonarismo. O partido, porém, recusa qualquer acordão e planeja pedir o impeachment de Alexandre de Moraes em 2027.
Uma ala do Supremo Tribunal Federal passou a avaliar a abertura de diálogo com setores do bolsonarismo, depois que as eleições de 2026 ampliaram a bancada do Partido Liberal, o PL, e de senadores alinhados à direita. O Partido Liberal, por sua vez, rejeita qualquer acordão e mantém o plano de pedir, em 2027, o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
A cobertura de centro relatou, com base na apuração de dois analistas de política, que a reação dos ministros ainda é discreta. Eles consideram que será muito difícil conter a tramitação de um pedido de impeachment no novo Congresso e, por isso, aguardam o desfecho da eleição presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Segundo o relato, há uma linha de corte: a permanência de Moraes não seria negociável para o novo Congresso nem para Flávio Bolsonaro, caso eleito.
O coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho, procurou o decano Gilmar Mendes e o ministro Cristiano Zanin. Na terça-feira, 6 de outubro, reuniu-se com o presidente da Corte, Edson Fachin. Depois do encontro, afirmou que não haverá vingança nem omissão e defendeu a responsabilização de integrantes do tribunal caso sejam identificados crimes de responsabilidade.
O entorno de Flávio teria identificado acenos de um grupo do Supremo em favor de um acordo. Em tese, ele pouparia ministros em troca da revisão da prisão de Jair Bolsonaro e da aprovação, por unanimidade, da anistia aos condenados pelo 8 de janeiro. Os relatos tratam isso como cenário, e não como acordo formal. A defesa de Jair Bolsonaro apresentou um novo pedido de revisão criminal, e o relator, Kássio Nunes Marques, sinalizou que pretende pautá-lo após o segundo turno.
O PL rejeitou o acordão. Pelas contas do partido, já haveria cerca de 49 votos no Senado para o impeachment de Moraes, e seriam necessários 54. A estimativa é política, não uma votação. A preferência do partido seria que o próprio Supremo abrisse investigação sobre a ligação de Moraes com o empresário Daniel Vorcaro, o que levaria a seu afastamento durante as apurações. Flávio Dino também está no radar, caso avance em investigações sobre interferência estrangeira nas eleições ou mantenha sigilosas apurações sobre emendas parlamentares.
A cobertura de direita enfatizou que as urnas fortaleceram o grupo bolsonarista e que o partido mantém a defesa de responsabilização de ministros. Destacou também que a nova bancada não é homogênea, o que abriria espaço de conversa com setores moderados. Até o momento, não foi localizada cobertura própria de veículos de esquerda sobre o tema. Uma leitura provável desse campo veria na ofensiva uma pressão sobre a independência do Judiciário e um eventual acordo como recuo diante da responsabilização do 8 de janeiro, mas isso não está registrado nas fontes disponíveis.
Um dos analistas alertou que impeachment de ministros durante um possível governo Flávio criaria um ambiente institucional político muito ruim, com dificuldade para reformas econômicas e corte de gastos.
O que ainda não se sabe: se o Supremo tem posição coletiva sobre o diálogo, se haverá negociação formal, quem seriam os 49 senadores, qual será o resultado do segundo turno e se Nunes Marques levará mesmo a revisão criminal a julgamento.
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