Eleição para governador do Rio fica sem data após Edson Fachin retirar ação de pauta
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O adiamento deixa o Rio de Janeiro sem definição sobre quem escolherá o governador que ocupará o mandato-tampão, e a leitura de veículos alinhados à esquerda enfatiza que a maioria formada até agora aponta para a solução que exclui o eleitor: a escolha pelos deputados estaduais. O cargo ficou vago por decisão eleitoral contra Cláudio Castro, condenado por abuso de poder político e econômico, e a preferência pela via indireta transfere para a Assembleia Legislativa a decisão sobre quem governa 17 milhões de pessoas. A prioridade dada no mesmo dia ao julgamento sobre a Lei Maria da Penha é lida como avanço na proteção de mulheres vítimas de violência fora do ambiente doméstico.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, retirou da pauta de 19 de agosto de 2026 a ação que decide se o novo governador do Rio de Janeiro será escolhido por eleição direta ou por votação indireta na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.
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Todas as coberturas registram os mesmos fatos: o processo foi retirado da pauta de 19 de agosto sem nova data, o placar está em 4 votos a 1 pela eleição indireta via Assembleia Legislativa, o caso da Lei Maria da Penha entrou no lugar e o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro segue como governador interino.
O julgamento que define como o Rio de Janeiro escolherá o governador do mandato-tampão saiu da pauta do Supremo Tribunal Federal em 19 de agosto de 2026, sem nova data. O placar está em 4 votos a 1 pela eleição indireta na Assembleia Legislativa, e o presidente do Tribunal de Justiça do estado segue no comando interino.
O Supremo Tribunal Federal adiou, sem nova data, o julgamento que vai definir como será escolhido o próximo governador do Rio de Janeiro. O presidente da corte, ministro Edson Fachin, retirou da pauta da sessão de 19 de agosto de 2026 a Reclamação 92.644, que discute se o comando interino do estado caberá a uma eleição direta, com voto popular, ou a uma votação indireta entre os deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. No lugar do caso, os ministros passaram a analisar se as medidas protetivas da Lei Maria da Penha alcançam episódios de violência de gênero em espaços públicos ou profissionais, sem vínculo familiar ou afetivo.
O cargo está vago por uma sequência de decisões eleitorais. Em março, o Tribunal Superior Eleitoral cassou o diploma do ex-governador Cláudio Castro e o declarou inelegível, determinando a realização de eleição indireta. O ex-vice-governador Thiago Pampolha havia deixado o posto em 2025 para assumir vaga no Tribunal de Contas do estado, e o então presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, foi cassado na mesma decisão que atingiu Castro. Com a linha sucessória desfalcada, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto de Castro, exerce interinamente o governo do estado.
No tribunal, o placar está em 4 votos a 1 pela eleição indireta. O relator, ministro Cristiano Zanin, votou pela eleição direta, ao entender que a vacância decorre de causa eleitoral e que a renúncia apresentada por Castro durante o julgamento não produz efeitos, já que o Tribunal Superior Eleitoral reconheceu as condutas vedadas. A divergência foi aberta pelo ministro Luiz Fux e acompanhada por Nunes Marques, André Mendonça e Cármen Lúcia. Para Fux, não cabe ao Supremo alterar por reclamação o entendimento do tribunal eleitoral, e convocar a população fluminense a duas eleições em seis meses custaria cerca de R$ 100 milhões, além da dificuldade operacional. O julgamento começou em abril e ficou parado por pedido de vista do ministro Flávio Dino, devolvido em 3 de julho, quando o caso voltou a ser pautado.
As coberturas convergem no essencial: a retirada de pauta, o placar de 4 a 1, a substituição pelo caso da Lei Maria da Penha e a interinidade do desembargador. As ênfases mudam. Veículos de esquerda destacaram a origem do caso, a ação do diretório estadual do PSD em defesa do voto popular e a prioridade dada ao julgamento sobre violência contra a mulher. A cobertura de centro detalhou os votos e as citações diretas dos ministros e acrescentou a avaliação de bastidores de que o processo teria perdido sentido diante da proximidade das eleições gerais de outubro, além de reproduzir o argumento de custo apresentado pela corrente vencedora. Veículos de direita não trataram do mandato-tampão nesta rodada: a cobertura desse campo sobre a Justiça Eleitoral no mesmo período ficou restrita a uma reunião no Tribunal Superior Eleitoral sobre o uso de inteligência artificial nas eleições, sem entrar no mérito da sucessão fluminense.
O que ainda não se sabe é o principal. Não há data marcada para a retomada do julgamento, nem indicação de que ele ocorrerá antes das eleições gerais de outubro. Também não está definido se, mantida a maioria pela via indireta, a Assembleia Legislativa será convocada para votar e em que prazo, nem por quanto tempo o presidente do Tribunal de Justiça seguirá no comando do Executivo estadual. Nenhuma das coberturas registrou manifestação da corte sobre o motivo formal da retirada de pauta além da prioridade dada ao outro processo.
Ministros deram prioridade sobre a validade da Lei Maria da Penha

O processo que definirá os moldes da eleição para mandato-tampão no Rio foi retirado de pauta. Ação sobre Lei Maria da Penha entra no lugar
