Cláudio Castro perde foro no STJ e inquérito dos respiradores vai ao TJ-RJ
Resumo da cobertura
A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça enviou ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro o inquérito que apura se o ex-governador Cláudio Castro participou de desvios de recursos em 2020, quando era vice de Wilson Witzel. A decisão, de 16 de setembro, partiu da ministra Isabel Gallotti, que assumiu a relatoria após a suspeição do ministro Benedito Gonçalves, e se apoia no entendimento do Supremo Tribunal Federal de que a competência é definida pelo cargo exercido na época dos fatos.
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro
Alguém precisa ver os dois lados disso?

Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
- CartaCapitalSTJ decide mandar processo de Cláudio Castro para o TJ-RJA investigação trata da suposta compra de respiradores e outros equipamentos médicos superfaturados destinados ao combate à pandemia de covid-19Matéria: Centro
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Análise editorial
O corpo da matéria descreve de forma factual a decisão da ministra Isabel Gallotti, o histórico de maio de 2023 e a renúncia de Castro em 23 de março. O enquadramento ideológico aparece só no bloco institucional de assinatura do veículo, não no texto noticioso, por isso o artigo é classificado como centro.
- Qualidade argumentativa
- 54/100
- Manipulação emocional
- 10/100
- Clickbait
- 5/100
- Fontes citadas
- 2
Perspectivas omitidas
- Não ouve a defesa de Cláudio Castro
- Não informa valores dos supostos desvios
Veículos com viés ao centro
- Consultor JurídicoSTJ encerra foro especial de Cláudio Castro e manda processo para o TJ-RJSTJ mandou para o TJ-RJ o inquérito que apura se o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, participou de desvios enquanto vice de Witzel.
Análise editorial
Relato técnico da questão de ordem levantada pela ministra Isabel Gallotti na Corte Especial, com fundamentação jurídica explicada sem vocabulário valorativo. A manchete sobre fim do foro especial é sustentada pelo corpo.
- Qualidade argumentativa
- 57/100
- Manipulação emocional
- 5/100
- Clickbait
- 5/100
- Fontes citadas
- 2
Perspectivas omitidas
- Não ouve a defesa de Cláudio Castro
- Não detalha o objeto dos desvios, como a compra de respiradores
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
O Superior Tribunal de Justiça enviou ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro o inquérito que apura se Cláudio Castro participou de desvios na compra de respiradores em 2020. A ministra Isabel Gallotti aplicou o entendimento do Supremo de que o foro depende do cargo exercido na época dos fatos.
A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça decidiu, na quarta-feira, 16 de setembro, enviar ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro o inquérito que investiga o ex-governador Cláudio Castro. A apuração busca saber se ele participou de desvios de recursos públicos em 2020, quando era vice-governador na gestão de Wilson Witzel.
A mudança partiu de uma questão de ordem levantada pela ministra Isabel Gallotti. Ela assumiu a relatoria do caso depois que o ministro Benedito Gonçalves se declarou suspeito para continuar à frente da investigação.
Os fatos apurados são os mesmos que levaram ao afastamento, à denúncia e ao impeachment de Witzel, eleito em 2018. A suspeita envolve a compra de respiradores e outros equipamentos médicos superfaturados, destinados ao combate à pandemia de covid-19.
O caminho do processo foi longo. Benedito Gonçalves chegou a remeter o caso para a primeira instância. Em maio de 2023, porém, a Corte Especial decidiu manter Castro sob a competência do tribunal, porque ele havia assumido o governo do estado. Mesmo que os atos tivessem ocorrido quando ele era vice, a nova função garantia o foro no tribunal superior.
Esse cenário mudou em 23 de março, quando Castro renunciou ao cargo de governador. Na ocasião, ele estava perto de ser cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Em seu voto, Isabel Gallotti lembrou que, quando o tribunal decidiu ficar com o caso, o Supremo Tribunal Federal ainda não havia fixado a tese de que o foro se mantém após a saída do cargo nos crimes cometidos no exercício da função e em razão dela. Com base nessa jurisprudência, a relatora afirmou que a competência é definida pelo cargo ocupado no momento dos fatos. Como Castro era vice-governador, a posterior chegada ao governo não altera a natureza dos atos. Pela Constituição do Rio de Janeiro, cabe ao Tribunal de Justiça do estado julgar o caso.
A cobertura de centro relatou a decisão em tom técnico, com ênfase na questão de ordem, no histórico de competência e no fundamento constitucional estadual. O veículo de perfil editorial de esquerda que tratou do tema também adotou relato factual no corpo da matéria, e deu mais destaque ao objeto da investigação, a compra superfaturada de respiradores durante a pandemia. Até o momento, nenhum veículo de direita cobriu a decisão, o que deixa esse lado sem enquadramento próprio sobre o caso.
O que ainda não se sabe é como o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro vai conduzir o inquérito a partir de agora, nem qual será o prazo para eventuais novos passos da investigação. A defesa de Cláudio Castro não foi ouvida nas reportagens, e os valores dos supostos desvios atribuídos ao período em que ele era vice não foram detalhados.
Briefing
O que importa para você
- O inquérito sobre suposta compra superfaturada de respiradores em 2020 sai do STJ e passa ao TJ-RJ.
- A regra aplicada: o foro depende do cargo exercido quando os fatos ocorreram, não do cargo ocupado depois.
Onde os lados concordam
Toda a cobertura concorda que o Superior Tribunal de Justiça enviou o inquérito de Cláudio Castro ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro por decisão da ministra Isabel Gallotti, com base na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre foro.
O que ainda está incerto
- Como e em que prazo o TJ-RJ vai conduzir a investigação.
- A posição da defesa de Cláudio Castro, que não aparece na cobertura.
- Os valores dos supostos desvios.
Fontes

A investigação trata da suposta compra de respiradores e outros equipamentos médicos superfaturados destinados ao combate à pandemia de covid-19

STJ mandou para o TJ-RJ o inquérito que apura se o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, participou de desvios enquanto vice de Witzel.



