Gleisi Hoffmann pede ao TSE remoção de posts que atacam o voto feminino
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Para a cobertura mais à esquerda, a ação de Gleisi Hoffmann no Tribunal Superior Eleitoral é uma resposta a ataques diretos a um direito conquistado pelas mulheres, promovidos por influenciadores do campo bolsonarista e pelo partido Missão, que defende trocar o voto individual pelo chamado voto familiar.
A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), candidata ao Senado pelo Paraná, apresentou representação ao Tribunal Superior Eleitoral pedindo a retirada de publicações que defendem suprimir, reduzir ou subordinar o voto feminino. A ação pede preservação de dados das postagens, remoção após análise individualizada e suspensão temporária de perfis em caso de reiteração.
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As duas coberturas relatam os mesmos pedidos: preservação de dados das postagens, remoção após análise individualizada e suspensão temporária de perfis reincidentes, com Paulo Figueiredo e o partido Missão entre os alvos.
A deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral a retirada de postagens que defendem suprimir ou subordinar o voto feminino, citando Paulo Figueiredo e o partido Missão. A análise mostra como veículos de esquerda e de centro cobriram a ação e o que ainda falta saber.
A deputada federal Gleisi Hoffmann, do PT do Paraná e candidata ao Senado nas eleições deste ano, apresentou nesta quarta-feira, 16 de setembro, uma representação ao Tribunal Superior Eleitoral, o TSE. Ela pede a retirada de publicações nas redes sociais, em podcasts e em programas digitais que defendem suprimir, reduzir ou subordinar o voto feminino no Brasil.
A ação cita os influenciadores Paulo Figueiredo, Renato Amoedo, Junior Masters, Fernanda Guardian e Pietra Bertolazzi, além do partido Missão, que propõe substituir o sufrágio universal pelo chamado voto familiar. Nesse modelo, a unidade de decisão eleitoral deixa de ser o indivíduo e passa a ser a família.
Os pedidos seguem uma ordem. Primeiro, as plataformas devem preservar os dados das postagens, como alcance, impulsionamento e monetização. Depois, os conteúdos que, após análise individualizada, defendam diretamente a supressão do voto feminino seriam retirados do ar. Nos casos de repetição da conduta, Gleisi pede a suspensão temporária dos perfis. O fundamento central é que a proteção contra a violência política de gênero não vale só para candidatas e parlamentares, mas também para as mulheres como eleitoras. A deputada invoca ainda a garantia constitucional do voto individual, secreto e de igual valor.
A cobertura de centro detalhou a arquitetura jurídica da petição. Relatou que o próprio documento afirma não pedir um controle abstrato sobre ideias e rejeita decisões baseadas em palavras isoladas. Registrou também o argumento de urgência: com o primeiro turno próximo, uma decisão posterior à eleição dificilmente neutralizaria os efeitos das publicações, que podem ser apagadas pelos autores e reproduzidas por outras contas.
Veículos de esquerda destacaram o perfil político dos alvos. Apresentaram Paulo Figueiredo como influenciador bolsonarista e lembraram que, em junho, ele afirmou que mulheres votam estatisticamente muito mal, sobretudo as solteiras. Essa cobertura associou a fala à crise familiar entre o senador Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Também enfatizou o pedido para que o partido Missão entregue ao TSE a íntegra do sexto fascículo do chamado Livro Amarelo, informe quem o elaborou e esclareça se o material foi usado na campanha de Renan Santos à Presidência.
Não houve, até o momento, cobertura de veículos de direita sobre a representação. Nenhum dos dois textos trouxe a resposta dos influenciadores ou do partido citados.
O que ainda não se sabe é como o TSE vai decidir, se haverá liminar antes do primeiro turno e qual critério o tribunal usará para separar opinião política de violência política contra a mulher. Também não está claro se o Livro Amarelo foi de fato utilizado em atividades de campanha.
Entre os nomes citados estão o influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo e o partido Missão

Deputada argumenta que conteúdos contra a autonomia do voto feminino podem configurar violência política e pede ação urgente do TSE.
