Edson Fachin pode dar voto de desempate no STF em caso de Alexandre de Moraes
Resumo da cobertura
O Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal prevê que o presidente da Corte, Edson Fachin, dê um voto de qualidade em certos empates no plenário, mas juristas divergem sobre a aplicação da regra ao julgamento que discute unir o procedimento sobre Alexandre de Moraes, citado em mensagens de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ao pedido de investigação contra André Mendonça. Na sessão de terça-feira (15), o placar proclamado foi de 4 a 3 contra a união, mas Flávio Dino havia sinalizado voto favorável antes de pedir vista, o que levaria a um empate de 4 a 4.
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Alguém precisa ver os dois lados disso?

Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
- ICL NotíciasRegimento do STF prevê voto de desempate de Fachin; há dúvida em aplicação no caso Moraes(Folhapress) - Um dispositivo do regimento do STF (Supremo Tribunal Federal) estabelece que o presidente da corte, Edson Fachin, poderá decidir sobre o pedidoMatéria: Centro
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Análise editorial
Texto de agência reproduzido pelo veículo, factual: descreve o placar de 4 a 3, o pedido de vista de Flávio Dino e ouve duas juristas com posições opostas (Vera Chemim e Ana Laura Barbosa). O enquadramento de crise vem só dos links de leitura relacionada, não do corpo, por isso o artigo fica no centro apesar do publisher de esquerda.
- Qualidade argumentativa
- 66/100
- Manipulação emocional
- 15/100
- Clickbait
- 15/100
- Fontes citadas
- 2
Perspectivas omitidas
- Não detalha que o artigo 13 condiciona o voto de qualidade a empate por impedimento, suspeição, vaga ou licença
- Não menciona a regra do artigo 146 sobre empates que exigem maioria absoluta
Veículos com viés ao centro
- O GloboRegimento prevê desempate de julgamentos por Fachin, mas especialistas veem brecha para interpretação em caso de MoraesNorma interna indica
Análise editorial
Explica os artigos 13 e 146 do regimento, traz precedentes (mensalão em 2012 e extradição em 2023) e ouve três professores de direito com leituras distintas (Oscar Vilhena Vieira, Conrado Hübner Mendes e Thiago Varela). Linguagem neutra, sem tomada de posição.
- Qualidade argumentativa
- 77/100
- Manipulação emocional
- 5/100
- Clickbait
- 10/100
- Fontes citadas
- 4
Perspectivas omitidas
- Não detalha o conteúdo das mensagens de Daniel Vorcaro atribuídas a Moraes que motivam o pedido de investigação
Veículos com viés à direita
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O placar sobre unir os procedimentos de Alexandre de Moraes e André Mendonça ficou em 4 a 3, mas pode virar 4 a 4 com o voto de Flávio Dino, que pediu vista. O regimento do Supremo Tribunal Federal dá ao presidente Edson Fachin um voto de qualidade em certos empates, e especialistas discordam se a regra vale neste caso.
O Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal prevê que o presidente da Corte, Edson Fachin, profira um voto de qualidade para desempatar certas decisões do plenário. A regra virou centro de uma disputa depois da sessão desta terça-feira, 15 de setembro, em que os ministros discutiram se o procedimento sobre Alexandre de Moraes, citado em mensagens de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, deveria ser analisado junto com o pedido de investigação contra André Mendonça por sua atuação no caso.
A proposta de unir os processos foi apresentada pelo decano Gilmar Mendes, que queria deixar tudo para o dia 23, data já marcada para o julgamento de Mendonça. Fachin, relator do caso de Moraes, votou contra e foi acompanhado por Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Gilmar, Moraes e Cristiano Zanin votaram a favor. Flávio Dino também se manifestou pela união, mas pediu vista, o que suspendeu a sessão. Na proclamação, Fachin registrou quatro votos a três, sem contar Dino. Se o voto dele for computado, o placar fica empatado em quatro a quatro. A vista dá até 90 dias para a devolução dos autos.
O empate só é possível porque dois ministros ficaram de fora. Kassio Nunes Marques se declarou impedido, por presidir o Tribunal Superior Eleitoral, e Dias Toffoli se declarou suspeito por motivo de foro íntimo. O artigo 13 do regimento concede o voto de qualidade ao presidente justamente quando o empate decorre de impedimento ou suspeição e não há outra solução prevista. O artigo 146, porém, diz que, quando a decisão depende de maioria absoluta, vale a solução contrária à proposta, e em habeas corpus prevalece a decisão mais favorável ao paciente.
A cobertura de centro relatou que os especialistas não chegam a uma resposta única. Para Oscar Vilhena Vieira, da Fundação Getulio Vargas, o empate apenas mantém o encaminhamento de Fachin, sem necessidade de voto de desempate. Conrado Hübner Mendes, da Universidade de São Paulo, afirma que tudo depende de a questão ser tratada como administrativa, caso em que vale o voto de minerva, ou como penal, caso em que o empate favorece o investigado. Thiago Varela, da PUC do Rio de Janeiro, diz que o próprio plenário terá de resolver a dúvida. A mesma cobertura lembrou que, no mensalão, em 2012, a Corte decidiu que empates em matéria penal beneficiam os réus.
Veículos de esquerda destacaram a divisão interna do tribunal. Ouviram a advogada Vera Chemim, para quem haverá excepcionalmente um voto duplo de Fachin, já que Moraes não é réu, e sim suspeito, e a professora Ana Laura Barbosa, que nega haver voto duplo e considera o desempate uma solução natural do regimento. Esses veículos também registraram a avaliação de uma ala da Corte de que o desempate daria peso dobrado ao presidente, e lembraram que mensagens extraídas pela Polícia Federal apontam contatos de Vorcaro com o filho de Kassio. Até o momento, veículos de direita não publicaram cobertura própria sobre a controvérsia regimental.
Ainda não se sabe se Dino manterá o voto ao devolver o processo, nem qual regra o plenário aplicará se o empate se confirmar. O julgamento também não entrou no mérito sobre abrir investigação contra Moraes.
Briefing
O que importa para você
- Se houver empate, Edson Fachin pode decidir se os casos de Moraes e Mendonça seguem separados.
- O caso de André Mendonça está marcado para o dia 23.
- Dino tem até 90 dias para devolver o processo, o que pode atrasar a decisão sobre investigar Moraes.
Onde os lados concordam
As duas coberturas concordam que o artigo 13 do regimento prevê voto de qualidade do presidente do Supremo Tribunal Federal e que especialistas divergem sobre sua aplicação ao caso de Alexandre de Moraes, com placar de 4 a 3 que pode virar 4 a 4 com o voto de Flávio Dino.
O que ainda está incerto
- Se Dino manterá o voto pela união dos processos.
- Qual regra de desempate o plenário aplicará: voto de qualidade, artigo 146 ou empate a favor do investigado.
- Quando o mérito da investigação contra Moraes será analisado.
Fontes

(Folhapress) - Um dispositivo do regimento do STF (Supremo Tribunal Federal) estabelece que o presidente da corte, Edson Fachin, poderá decidir sobre o pedido




