Alexandre de Moraes rebate André Mendonça em defesa de 44 páginas e alega vingança
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Veículos de direita enfatizaram o que a defesa de Alexandre de Moraes deixa sem resposta: a revisão da minuta do contrato de cerca de R$ 130 milhões entre o escritório de sua mulher e o Banco Master, os cartões de crédito oferecidos aos filhos e a suspeita de um segundo contrato. A cobertura também apontou que acusações de monitoramento e de participação de órgão estrangeiro vieram sem prova, e descreveu aliados do ministro articulando questões preliminares para barrar o julgamento, como fizeram os réus que ele condenou.
Veículos de esquerda trataram a manifestação de Alexandre de Moraes como resposta a uma ofensiva de aliados dos condenados pela trama golpista contra o Supremo Tribunal Federal. O destaque ficou para relatórios de inteligência da própria Polícia Federal que registram interesse de André Mendonça em abrir investigação contra Moraes, critérios distintos conforme o espectro político e a escolha do momento eleitoral para divulgar o caso, reforçando a tese de que a apuração nasceu viciada.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), entregou ao presidente da Corte, Edson Fachin, uma manifestação de 44 páginas e 121 tópicos na véspera da sessão extraordinária que analisaria a investigação sobre suas relações com o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro.
8 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
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Na véspera do julgamento no Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes enviou a Edson Fachin uma defesa de 44 páginas. Ele acusa André Mendonça de conduzir investigação ilegal com fins eleitorais, nega ter favorecido Daniel Vorcaro e contesta um segundo contrato do escritório da família com o Banco Master.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, entregou na noite de 14 de setembro ao presidente da Corte, Edson Fachin, uma manifestação de 44 páginas e 121 tópicos. O documento responde à investigação sobre sua relação com o Banco Master e com o banqueiro Daniel Vorcaro, e chegou horas antes da sessão extraordinária em que o plenário analisaria a validade dessa apuração.
Na peça, Moraes acusa o ministro André Mendonça, relator do caso Master, de conduzir uma investigação ilegal com motivação político-eleitoral. Ele fala em vingança de aliados dos condenados pela tentativa de golpe e afirma que essa tentativa não terminou em 8 de janeiro de 2023, apenas mudou de método. O ministro sustenta que Mendonça ordenou atos de investigação por iniciativa própria, sem pedido da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República ou autorização do plenário. A Procuradoria-Geral da República já havia defendido, em parecer de 1º de setembro, que a investigação sofre de dupla nulidade.
Toda a cobertura registra os mesmos pontos centrais da defesa. Moraes nega ter julgado qualquer processo do Banco Master ou de Vorcaro. Diz que o relatório da Polícia Federal não é laudo pericial, foi feito com fragmentos selecionados e que 47 das 52 anotações do celular do banqueiro não aparecem em conversas de WhatsApp. Ele reconhece o contrato entre o escritório Barci de Moraes, de sua mulher, Viviane Barci de Moraes, e o banco, mas nega um segundo contrato.
A cobertura de centro relatou a defesa e a confrontou com dados da investigação. Segundo o relatório policial, um segundo contrato de até R$ 50 milhões foi assinado com a Viking Participações, empresa representada por Vorcaro. Dados da Receita Federal indicam que o escritório recebeu R$ 80,2 milhões do banco entre 2024 e 2025. Essa cobertura também notou que Moraes não respondeu diretamente à informação de que revisou a minuta do primeiro contrato, algo que o próprio escritório confirmou.
Veículos de esquerda destacaram o contra-ataque do ministro. Deram peso a relatórios de inteligência da própria Polícia Federal, anexados à peça, que registram interesse de Mendonça em abrir investigação formal contra Moraes e o uso de critérios diferentes conforme o espectro político. Lembraram ainda que Mendonça foi indicado por Jair Bolsonaro, condenado no processo da trama golpista, e que Moraes pretende pedir a oitiva de testemunhas de reuniões com a polícia.
Veículos de direita enfatizaram as lacunas da defesa. Apontaram que a hipótese de participação de um órgão estrangeiro na produção do relatório veio sem prova, que os filhos do ministro receberam cartões de crédito do banco e que a peça tem erros de português. Parte dessa cobertura descreveu ministros vistos como aliados, entre eles Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Flávio Dino, preparando questões preliminares para barrar o julgamento, e comparou a estratégia à dos réus que Moraes condenou.
Ainda não se sabe se o plenário reconhecerá a nulidade defendida por Moraes e pela Procuradoria-Geral da República. Também não foram apresentadas as provas da suposta interferência estrangeira nem a identidade das testemunhas que o ministro promete indicar contra Mendonça.
Nesta terça-feira 15, o STF vai julgar o pedido para abrir uma investigação contra Moraes

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'Minha mulher e meus dois filhos são advogados e têm direito, como todos os demais advogados, a exercer a profissão', diz o ministro

O ministro Alexandre de Moraes acusou o ministro André Mendonça de conduzir uma investigação contra ele por “vingança” ligada à atuação do Supremo Tribunal

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Diante da possibilidade de uma inédita abertura de investigação contra um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes

Nesta matéria: perspectiva omitida.