
Alexandre de Moraes acusa André Mendonça de vingança em defesa de 44 páginas ao STF
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), entregou ao presidente da Corte, Edson Fachin, uma manifestação de 44 páginas e 121 tópicos em que nega ter favorecido o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e acusa o relator do caso, André Mendonça, de conduzir uma investigação ilegal e com motivação político-eleitoral. O documento foi apresentado na véspera da sessão extraordinária de 15 de setembro, em que o plenário analisaria o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para extinguir a apuração. Moraes contesta a existência de um segundo contrato entre o escritório da família e empresas ligadas a Vorcaro, mas não respondeu diretamente sobre a revisão da minuta do primeiro contrato.
Esquerda
Veículos de esquerda trataram a manifestação de Alexandre de Moraes como um contra-ataque documentado contra André Mendonça. Com base em relatórios de inteligência da própria Polícia Federal, Moraes sustenta que o relator pressionou investigadores a pedir medidas contra ele, adotou critérios diferentes para ministros e políticos conforme o espectro político e esperou a véspera dos atos de 7 de Setembro para tornar o caso público.
Centro
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), entregou ao presidente da Corte, Edson Fachin, uma manifestação de 44 páginas e 121 tópicos em que nega ter favorecido o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e acusa o relator do caso, André Mendonça, de conduzir uma investigação ilegal e com motivação político-eleitoral.
Direita
Veículos de direita destacaram que a defesa de Alexandre de Moraes ataca o relator, mas deixa sem resposta pontos centrais da relação com o Banco Master. Moraes defende o contrato de cerca de R$ 130 milhões do escritório da família, os cartões de crédito oferecidos aos filhos e nega um segundo contrato, mas não comenta ter revisado a minuta do acordo, fato admitido pelo escritório.
6 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Estrutura a matéria como contra-ataque de Moraes, vincula a apuração à tentativa de golpe e privilegia relatórios da PF que apontam enviesamento de Mendonça, sem abordar os fatos que motivaram a investigação.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés ao centro
Reproduz a defesa de Moraes, mas contrapõe com os números do relatório da PF (segundo contrato de até R$ 50 milhões, R$ 80,2 milhões recebidos) e aponta que ele não respondeu sobre a revisão da minuta. Equilíbrio de agência.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Foca nos contratos e cartões de crédito da família, com comentários do autor como 'banqueiro enrolado em fraudes' e 'ignorando a existência de mensagens', que contestam a defesa de Moraes.
Perspectivas omitidas
Em manifestação de 44 páginas enviada a Edson Fachin, o ministro Alexandre de Moraes nega favorecimento ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, contesta o segundo contrato apontado pela Polícia Federal e acusa André Mendonça de conduzir investigação ilegal e com motivação político-eleitoral.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), entregou ao presidente da Corte, Edson Fachin, uma manifestação de 44 páginas e 121 tópicos em que rebate as suspeitas de ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e acusa o relator do caso, ministro André Mendonça, de conduzir uma investigação ilegal e com motivação político-eleitoral. O documento chegou na véspera da sessão extraordinária de terça-feira, 15 de setembro, marcada para analisar o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) de extinguir a apuração.
Toda a cobertura converge nos pontos principais da defesa. Moraes afirma que nunca julgou processo do Banco Master ou de Vorcaro e que o escritório Barci de Moraes, comandado por sua mulher, Viviane Barci de Moraes, jamais atuou para o banco no STF. Ele reconhece o contrato entre o escritório e o Master, de fevereiro de 2024 a novembro de 2025, mas nega a existência de um segundo contrato, que o relatório da Polícia Federal estima em até 50 milhões de reais. Sustenta ainda que Mendonça determinou atos de investigação de ofício, sem pedido da PF, da PGR ou autorização do plenário, e que o relatório policial não é laudo pericial e tem falhas na cadeia de custódia. Em parecer de 1º de setembro, a PGR também apontou dupla nulidade da apuração.
A cobertura de centro relatou a defesa e confrontou-a com os dados da investigação: segundo a Receita Federal, o escritório recebeu 80,2 milhões de reais do Master entre 2024 e 2025, e Moraes não respondeu diretamente sobre ter revisado a minuta do primeiro contrato, estimado em 131 milhões de reais. O próprio escritório confirmou que o ministro analisou o documento a pedido do setor de compliance.
Veículos de esquerda destacaram o contra-ataque documental. Com base em relatórios de inteligência da própria PF, Moraes afirma que Mendonça pediu mais de uma vez que investigadores provocassem a abertura de apuração contra ele, adotou critérios distintos para outros ministros e para políticos conforme o espectro político, e esperou a véspera dos atos de 7 de Setembro para divulgar o caso. Esses veículos enfatizaram a frase em que Moraes atribui a ofensiva à vingança de aliados dos condenados pela tentativa de golpe e o anúncio de que pedirá a oitiva de testemunhas sobre pedidos de medidas contra ele e contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Veículos de direita enfatizaram o que a defesa não explica. Ressaltaram que a alegação de monitoramento desde maio veio sem provas, que Moraes defende os cartões de crédito com limite de 300 mil reais oferecidos pelo banco aos filhos e que silencia sobre a edição do contrato da mulher. Parte dessa cobertura descreveu uma estratégia de ministros aliados, como Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Flávio Dino, para levantar questões preliminares e barrar o julgamento, e comparou os argumentos de Moraes aos das defesas dos réus da trama golpista, que ele próprio rejeitou.
Ainda não se sabe se as testemunhas citadas por Moraes serão ouvidas, qual será o quórum exigido para autorizar uma investigação contra um ministro da Corte, nem se a PF ou Mendonça apresentarão resposta formal às acusações de direcionamento.

Ministro defendeu direito de família advogar e não menciona revisão de minuta de acordo de R$ 131 milhões

'Minha mulher e meus dois filhos são advogados e têm direito, como todos os demais advogados, a exercer a profissão', diz o ministro

O ministro Alexandre de Moraes acusou o ministro André Mendonça de conduzir uma investigação contra ele por “vingança” ligada à atuação do Supremo Tribunal

A manifestação foi encaminhada nesta segunda-feira, 14, ao presidente do STF, Luiz Edson Fachin, às vésperas da sessão extraordinária

Ministro afirma que apuração conduzida por André Mendonça é “inconstitucional e ilegal” e nega favorecimento a Daniel Vorcaro

Diante da possibilidade de uma inédita abertura de investigação contra um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes
Relata os quatro eixos da defesa, mas intercala ressalvas valorativas contra Moraes, como 'embora não apresente provas' e 'embora tenha editado o contrato da esposa', e a manchete destaca a alegação de monitoramento para desacreditá-la.
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Descreve em tom neutro os argumentos da manifestação (nulidade, cadeia de custódia, 7.742 documentos, prisão em Guarulhos), sem adjetivação própria, embora fique restrita à versão de Moraes.
Perspectivas omitidas



