Flávio Dino pede vista e suspende por até 90 dias julgamento de Moraes no STF
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
10 fontes políticas
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O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu em 15 de setembro, sem decisão, o julgamento que definiria se os casos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça seriam analisados juntos ou separados. O ministro Flávio Dino pediu vista quando o placar estava em 4 a 3 pela separação, e tem até 90 dias para devolver o processo. A sessão sobre a conduta de Mendonça, marcada para 23 de setembro, ficou sem definição.
A leitura à esquerda destaca que a sessão do Supremo Tribunal Federal expôs acusações graves contra a condução da investigação pelo ministro André Mendonça, que teria liberado provas de forma seletiva e mandado produzir relatório sem pedido da Procuradoria-Geral da República. O pedido de vista de Flávio Dino congelou o placar e deixou em aberto tanto a situação de Alexandre de Moraes quanto a de Mendonça.
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Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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O Supremo Tribunal Federal terminou sem decisão a sessão que discutia investigar Alexandre de Moraes. Flávio Dino pediu vista com placar de 4 a 3 pela análise separada dos casos de Moraes e André Mendonça, e o processo pode ficar parado por até 90 dias, enquanto a sessão sobre Mendonça segue sem definição.
O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou na terça-feira, 15 de setembro, sem decisão, a sessão que discutiu pela primeira vez a possibilidade de abrir investigação contra um de seus próprios integrantes, o ministro Alexandre de Moraes. O ministro Flávio Dino pediu vista, ou seja, mais tempo para analisar o processo, e suspendeu o julgamento por até 90 dias. Com isso, o caso pode ficar parado até dezembro.
O plenário não chegou ao mérito. Os ministros discutiam uma questão de ordem apresentada pelo decano Gilmar Mendes, que propunha julgar em conjunto o caso de Moraes e o procedimento sobre a conduta do ministro André Mendonça, antigo relator das investigações do Banco Master, além de sortear um novo relator. O placar estava em 4 a 3 pela separação. Votaram assim o presidente da Corte, Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Pela análise conjunta votaram Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e o próprio Moraes. Dino chegou a acompanhar essa corrente, mas converteu a posição em pedido de vista e seu voto não foi computado. Kassio Nunes Marques se declarou impedido, citando a presidência do Tribunal Superior Eleitoral, e Dias Toffoli alegou suspeição por foro íntimo.
Toda a cobertura converge sobre a origem da crise. Um relatório da Polícia Federal, produzido por ordem de Mendonça a partir do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, aponta 52 mensagens com Moraes e um contrato de R$ 130 milhões entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. Moraes nega irregularidades. A Procuradoria-Geral da República questiona a validade do relatório, por ter sido feito sem pedido do Ministério Público nem autorização do plenário. A sessão foi marcada por bate-boca entre Moraes e Mendonça, com acusações de parcialidade e de mentira. No dia seguinte, o tribunal retomou a pauta regular sem mencionar o episódio.
As ênfases variaram. Veículos de esquerda destacaram as acusações contra Mendonça, descritas como liberação seletiva de provas e condução irregular da apuração, embora tenham registrado que ele nega e que as acusações dependem de comprovação. A cobertura de centro detalhou o placar, o rito e os efeitos práticos da vista, e parte dela descreveu a questão de ordem como iniciativa da ala favorável a Moraes para retardar a decisão sobre a investigação. Juristas ouvidos apontaram denúncias graves dos dois lados e desgaste da imagem da Corte. Entre as fontes reunidas não houve cobertura de veículos de direita; por essa ótica, o foco provável recairia sobre a responsabilização de Moraes e sobre o risco de a decisão ficar para depois da eleição.
Ainda não se sabe se a sessão de 23 de setembro sobre a conduta de Mendonça será mantida ou adiada, decisão que cabe a Fachin. Também está em aberto quem conduzirá as investigações do Banco Master e das fraudes no INSS, e qual regra valerá em caso de empate: o voto de qualidade do presidente ou o entendimento de que o empate favorece o investigado.
A suspensão do julgamento de terça-feira (15) sobre o relatório da PF que cita o ministro Alexandre de Moraes deixou o STF diante de novos impasses. Um deles é se está mantida para a semana que vem a análise da conduta do ministro André Mendonça no caso.

A sessão do STF sobre Alexandre de Moraes terminou sem decisão após pedido de vista de Flávio Dino e fortes embates entre os ministros sobre a Polícia Federal.

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Nesta matéria: perspectiva omitida.