Flávio Dino pede vista e STF suspende por até 90 dias julgamento sobre Moraes
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista na sessão extraordinária de 15 de setembro e suspendeu por até 90 dias o julgamento que decide se o ministro Alexandre de Moraes será investigado por sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A sessão não chegou ao mérito: parou numa questão de ordem de Gilmar Mendes para unir os casos de Moraes e de André Mendonça, com placar provisório de 4 a 3 pela separação.
O pedido de vista de Flávio Dino, integrante do grupo alinhado a Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal, travou por até 90 dias a análise sobre a abertura de investigação contra Moraes pela relação com Daniel Vorcaro, e pode empurrar a decisão para depois das eleições. Antes da sessão, parte da Corte avaliava haver maioria para autorizar a apuração.
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O ministro Flávio Dino pediu vista na sessão de 15 de setembro e suspendeu o julgamento sobre investigar Alexandre de Moraes por sua relação com Daniel Vorcaro, do Banco Master. O placar provisório está em 4 a 3 pela separação dos casos. Abaixo, a análise compara como a cobertura de centro e a de direita trataram o adiamento.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista na sessão extraordinária de terça-feira, 15 de setembro, e suspendeu o julgamento que deveria decidir se o ministro Alexandre de Moraes será investigado por sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Pelas regras internas da Corte, Dino tem até 90 dias corridos, contados da publicação da ata, para devolver o processo. O prazo vence em dezembro.
A sessão não chegou ao mérito. O plenário ficou preso a uma questão de ordem apresentada pelo decano Gilmar Mendes, que propôs julgar em conjunto o caso de Moraes e o pedido de investigação feito por Moraes contra o ministro André Mendonça, relator dos inquéritos do Banco Master e das fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Gilmar também questionou a decisão do presidente do tribunal, Edson Fachin, de assumir a relatoria. Fachin votou por manter os casos separados e foi acompanhado por Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Gilmar, Cristiano Zanin e Moraes votaram pela análise conjunta. Dino se manifestou no mesmo sentido, mas pediu vista, e o placar provisório foi proclamado em 4 a 3 pela separação. Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli não votaram.
A cobertura converge no pano de fundo. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a nulidade do relatório da Polícia Federal que identificou Moraes como interlocutor de mensagens de Vorcaro, alegando que um ministro só pode ser investigado com aval do plenário. Mendonça sustenta que apenas pediu a identificação do destinatário das mensagens. Moraes nega irregularidades. A sessão foi marcada por bate-boca entre Gilmar e Mendonça, e Dino afirmou que não havia condições de deliberar.
A cobertura de centro concentrou-se no rito: explicou o que é pedido de vista, a regra criada em 2022, a dúvida sobre o voto de qualidade de Fachin em caso de empate e a possibilidade de o caso só voltar depois das eleições, ou até em 2027, por causa do recesso que começa em 20 de dezembro. Parte dessa cobertura levantou a hipótese de o julgamento ser retomado já com um novo ministro indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a cadeira vaga.
Veículos de direita enfatizaram, antes da sessão, que uma ala do tribunal previa maioria pela abertura da investigação e que a vista impediria esse desfecho imediato, descrevendo Dino como integrante do grupo alinhado a Moraes. Depois da sessão, destacaram a pressão de parte dos ministros para retirar da pauta de 23 de setembro o pedido de Moraes contra Mendonça e o acúmulo de pendências, como a paralisação das investigações do Master e do INSS após Fachin requisitar os autos. Até o momento, não foi identificada cobertura de veículos de esquerda sobre este desdobramento.
O que ainda não se sabe é quando Dino devolverá o processo, se a sessão de 23 de setembro sobre Mendonça será mantida, quem assumirá a relatoria das investigações do Master e do INSS e se Fachin poderá desempatar uma questão em que já votou.

Flávio Dino, que pediu prazo para analisar o caso, pode autorizar a continuidade do julgamento antes do prazo, que vence em dezembro, mas isso é considerado improvável nos bastidores.

Parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) defende que seja retirado da pauta do dia 23 de setembro o

O ministro Flávio Dino pediu 'vista' na sessão plenária desta terça-feira (15/09), que avalia se o ministro Alexandre de Moraes será investigado por sua relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Confira o que significa esse e outros termos usados na Corte, como 'Loman' e 'PET'.

Após pedir vista, Dino tem 90 dias para devolver caso sobre questão de ordem apresentada por Gilmar; plenário tem 4 votos a 3 para julgar casos de Moraes e Mendonça separadamente

Pedido de vista de Flávio Dino interrompeu a análise quando o placar estava em 4 a 3 pela separação dos casos de Moraes e Mendonça; sessão teve bate-bocas entre ministros.

Vista de Dino pode levar questão de ordem para depois das eleições; posição já antecipada pelo ministro aponta para empate de 4 a 4.

Com o pedido de vista de Flávio Dino, o STF deve adiar a análise da conduta de André Mendonça no caso Master e a disputa envolvendo Alexandre de Moraes.

Ministros ainda vão decidir sobre conduta de Mendonça, afastamento de Andrei e relatoria de Master e INSS

O pedido ocorreu durante uma sessão extraordinária do STF, após Dino afirmar que não havia condições de continuar a deliberação diante do clima no plenário.

Após pedir vista, Flávio Dino tem até 90 dias para devolver o processo para análise. Prazo se encerra em dezembro deste ano. Sessão foi interrompida nesta terça sem definir se junta ou mantém separados casos de Moraes e Mendonça.

Solicitação é um instrumento pelo qual o ministro pode solicitar mais tempo para estudar um caso

Procedimento interrompe julgamento por três meses. Judiciário terá recesso a partir do dia 20 de dezembro

Corte iniciou nesta quarta-feira, 14, análise de relatório da PF que pode resultar na investigação contra Moraes; sessão foi interrompida por pedido de vista

Relator do caso, Edson Fachin conduz análise nesta terça; outros ministros podem pedir mais tempo para examinar processo

Integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmam, em conversas reservadas, que um eventual pedido de vista no julgamento marcado para

Nesta matéria: viés de centro.