
Zanin manda Polícia Federal enviar dados de celular de Vorcaro ao STF
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O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, determinou no domingo, 13 de setembro, que a Polícia Federal entregue até as 23h daquele dia, a todos os ministros que solicitaram, a íntegra dos dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master. A decisão veio depois de a própria corporação informar que tem condições técnicas de gerar cópia idêntica da extração e de o relator, André Mendonça, dizer que não liberaria a íntegra antes do julgamento marcado para terça-feira, 15. Na sexta-feira, 11, Mendonça afirmou que seu gabinete guarda um HD criptografado com a extração, entregue pela Polícia Federal em 8 de março, lacrado sob o número B0003311945 e nunca aberto. O diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, disse no domingo que o envio ocorreu a pedido do próprio gabinete do ministro.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, determinou no domingo, 13 de setembro, que a Polícia Federal entregue até as 23h daquele dia, a todos os ministros que solicitaram, a íntegra dos dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master.
Direita
Veículos de direita trataram o episódio como um problema de controle institucional dentro do próprio Supremo Tribunal Federal. O foco recaiu sobre a divergência entre a versão de André Mendonça, que descreveu a chegada do HD criptografado como entrega 'voluntária e espontânea' da Polícia Federal, e a afirmação do diretor-geral Andrei Rodrigues de que o material saiu a pedido do gabinete do ministro.
3 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Texto expositivo que reproduz a resposta de André Mendonça com aspas literais ('Referida cópia de segurança permanece lacrada e intocada'), cita a decisão de 19 de fevereiro, o Código de Processo Penal e o número do lacre, sem vocabulário valorativo nem enquadramento ideológico. A concentração na versão do ministro decorre do recorte factual, não de framing.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
O corpo é factual e reproduz a decisão de Cristiano Zanin com aspas ('não se pode opor aos julgadores qualquer restrição ao acesso a informações'), sem adjetivação de lado. A sinalização editorial aparece na embalagem: título em caixa alta e destaque para as conversas entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes. Como o julgamento se dá pelo conteúdo, e não pelo veículo, a classificação fica em CENTER com confiança moderada.
A disputa sobre quem tem acesso aos dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro chegou ao Plenário do Supremo Tribunal Federal. Cristiano Zanin deu prazo à Polícia Federal, André Mendonça afirmou manter a cópia lacrada e o diretor-geral da corporação apresentou outra versão sobre como o material chegou ao gabinete do relator.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, determinou na tarde de domingo, 13 de setembro, que a Polícia Federal entregasse até as 23h daquele mesmo dia, aos ministros da Corte que haviam solicitado, a íntegra dos dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso do Banco Master. A ordem saiu depois de a própria corporação informar ao tribunal que tinha condições técnicas de produzir uma cópia idêntica da extração e enviá-la imediatamente aos gabinetes, observadas as medidas de sigilo já fixadas. Na decisão, Zanin escreveu que não se pode opor aos julgadores qualquer restrição ao acesso a informações, porque todos estão submetidos ao dever de sigilo e à obrigação de decidir com imparcialidade e independência.
O pano de fundo é a sessão do Plenário marcada para terça-feira, 15, em que o Supremo vai analisar a validade de um relatório da Polícia Federal que reúne conversas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Antes dela, os ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e o próprio Moraes passaram a defender o compartilhamento integral do conteúdo do aparelho, enquanto o relator dos processos, André Mendonça, afirmou que não liberaria a íntegra do material antes do julgamento.
A cobertura de centro concentrou-se na resposta que Mendonça deu ao tribunal na sexta-feira, 11. Nela, o ministro sustentou que o celular original não está em seu gabinete e sim sob custódia da Polícia Federal, e que o que recebeu foi um HD criptografado com a extração dos dados, encaminhado em envelope lacrado no dia 8 de março. Mendonça informou o número do lacre, B0003311945, e afirmou que a cópia permanece lacrada e intocada. Também lembrou que, ao assumir a relatoria, autorizou em decisão de 19 de fevereiro que a corporação seguisse seu fluxo ordinário de trabalho e determinou que os materiais originais permanecessem nos depósitos da própria instituição, citando o Código de Processo Penal para justificar a preservação da cadeia de custódia.
Os três relatos convergem em pontos essenciais. O aparelho apreendido e a extração original nunca saíram das dependências da Polícia Federal. Uma cópia de segurança chegou ao gabinete de Mendonça em 8 de março. A corporação afirma ter capacidade técnica de replicar o material para todos os ministros. E o presidente do Supremo, Edson Fachin, deu prazo de 24 horas no sábado, 12, para que a polícia esclarecesse as condições de armazenamento do celular e do seu conteúdo.
A divergência de cobertura aparece no enquadramento. Veículos de direita destacaram o choque entre versões sobre a origem daquele envio: enquanto Mendonça descreveu a entrega como voluntária e espontânea, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou no domingo que a cópia foi encaminhada após pedido do próprio gabinete do ministro. Essa cobertura tratou o episódio como questão de controle institucional sobre o Supremo, sublinhando que ministros precisaram de prazos e decisões expressas para alcançar uma prova já extraída, e mantendo em primeiro plano o fato de o julgamento tratar de conversas envolvendo Alexandre de Moraes. A cobertura de centro seguiu caminho diferente, expondo a distinção técnica entre aparelho original e cópia de dados e reproduzindo a fundamentação jurídica apresentada pelo relator, sem atribuir intenção a nenhum dos envolvidos. Até o momento, veículos de esquerda não publicaram sobre o episódio, de modo que não há enquadramento desse lado a relatar.
Permanecem em aberto pontos relevantes. Não se sabe se a Polícia Federal cumpriu o prazo das 23h nem em que formato os demais gabinetes receberam o material. Não há detalhamento público sobre o conteúdo do relatório que será julgado, nem sobre a extensão das conversas atribuídas a Vorcaro e a Moraes. Também não foi esclarecido, pelas duas versões em disputa, qual registro documenta o pedido ou a oferta que resultou no envio do HD criptografado em março, nem qual será o efeito prático da decisão do Plenário sobre a investigação do caso Banco Master.
As duas frentes de cobertura registram os mesmos fatos: o celular de Daniel Vorcaro e a extração original permanecem na Polícia Federal, uma cópia de segurança em HD criptografado chegou ao gabinete de André Mendonça em 8 de março, a corporação diz ter condições técnicas de replicar o material para todos os ministros e Cristiano Zanin fixou prazo até as 23h de domingo, 13, para essa entrega.

Ministro afirma que aparelho original está sob custódia da Polícia Federal e que HD com dados extraídos foi entregue espontaneamente pela corporação ao gabinete, mas nunca teria sido aberto.

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, na tarde deste domingo (13), que a Polícia Federal (PF)

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou neste domingo (13) que o envio de uma cópia dos dados
Perspectivas omitidas
O corpo é informativo, mas o recorte é de accountability institucional dirigido a um ministro do Supremo: o título isola o trecho 'ele pediu' de Andrei Rodrigues e o texto organiza a cronologia de modo a expor a divergência entre a versão do gabinete e a da Polícia Federal. A escolha de tratar Daniel Vorcaro como 'ex-banqueiro' e o foco na cadeia de custódia reforçam o enquadramento de fiscalização sobre a Corte, característico da cobertura de direita.
Perspectivas omitidas



