André Mendonça abre 4 mil arquivos do caso Master, mas mantém sigilo parcial
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Para veículos de esquerda, a liberação do caso Master veio só depois de pressão da Procuradoria-Geral da República, de ministros do Supremo e da presidência da Corte, e ainda assim ficou incompleta. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro, de soltar apenas o que lhe interessa e cobrou a abertura integral do celular de Daniel Vorcaro, para que todos os envolvidos sejam investigados sem distinção.
O Supremo Tribunal Federal disponibilizou cerca de 4 mil arquivos das investigações sobre o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro depois que o ministro André Mendonça retirou o sigilo de parte dos processos, a pedido do presidente da Corte, Edson Fachin.
Na leitura de direita, o dado central é a dimensão da abertura: cerca de 4 mil arquivos e mais de 25 gigabytes de documentos do caso Master passaram a ser de acesso público por decisão do relator, André Mendonça.
5 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
Todas as coberturas registram que o Supremo Tribunal Federal liberou um grande volume de documentos do caso Master depois que André Mendonça retirou parte do sigilo por determinação de Edson Fachin.
O Supremo Tribunal Federal liberou cerca de 4 mil arquivos das investigações sobre o Banco Master e Daniel Vorcaro. O relator André Mendonça tornou públicos 53 dos 180 processos e manteve o restante sob sigilo, o que gerou cobranças da Procuradoria-Geral da República, dos ministros Moraes e Zanin e do presidente Lula.
O Supremo Tribunal Federal disponibilizou na sexta-feira, 11 de setembro, cerca de 4 mil arquivos das investigações sobre o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso. O material soma aproximadamente 25,3 gigabytes, entre documentos, peças processuais, vídeos e áudios. A liberação veio um dia depois de o ministro André Mendonça, relator de parte dos processos, retirar o sigilo de parte das investigações, atendendo a uma determinação do presidente da Corte, Edson Fachin.
A abertura, porém, não foi total. Dos 180 processos ligados ao Banco Master que tramitam no tribunal, 53 se tornaram públicos. Entre eles estão casos que envolvem o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, o senador Ciro Nogueira, do PP do Piauí, o ex-governador Cláudio Castro e o senador Jaques Wagner, do PT da Bahia. Seguiram sob sigilo outras frentes, como a apuração sobre o financiamento do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em manifestação a Fachin, Mendonça negou ter feito uma retirada seletiva do sigilo. O ministro afirmou ter divulgado tudo o que podia ser publicado naquele momento e citou investigações ainda em curso, a proteção de dados pessoais e procedimentos de quebra de sigilo bancário e fiscal. A Procuradoria-Geral da República, por meio do vice-procurador-geral Hindenburgo Chateaubriand Filho, havia pedido acesso amplo e argumentado que a divulgação parcial poderia transmitir uma percepção equivocada de transparência sobre a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.
A disputa se estendeu ao plenário. O ministro Alexandre de Moraes defendeu a retirada integral do sigilo, criticou o que chamou de liberação seletiva e afirmou que 180 documentos e arquivos digitais ficaram fora do material entregue aos ministros. Ele também pediu que duas petições fossem analisadas em conjunto: uma sobre mensagens entre ele e Vorcaro, outra sobre a atuação de Mendonça. O ministro Cristiano Zanin solicitou acesso a uma mídia específica para analisar pedidos da Procuradoria.
A cobertura de centro concentrou-se nos números da liberação e na sequência de decisões, com detalhamento dos argumentos de cada lado. Veículos de esquerda destacaram que a abertura só veio depois de pressão e deram espaço às críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista na terça-feira, 15 de setembro, Lula afirmou que Mendonça guardava o material como segredo de Estado e soltava apenas o que lhe interessava, cobrou a abertura do celular de Vorcaro e defendeu investigar todos, sem distinção. Veículos de direita, na cobertura disponível, enfatizaram o volume de dados liberados como ampliação do acesso público e não entraram na disputa sobre o que permaneceu fechado.
Ainda não se sabe quando, nem se, os procedimentos mantidos sob sigilo serão abertos, nem qual será a posição do plenário sobre os pedidos de Moraes e de Zanin. Também não está claro o conteúdo dos arquivos que ficaram de fora do material entregue aos ministros.

Flávio Dino pede apuração sobre encontro com Vorcaro, contratos do Instituto Iter e atuação do ministro em processo sobre cemitérios de São Paulo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou nesta terça-feira (15) a abertura integral dos dados relacionados ao celular de Daniel Vorcaro e fez críticas

Ministro afirma ter liberado todos os procedimentos que poderiam ser tornados públicos e diz que preservou investigações em andamento e dados de investigados

O Supremo Tribunal Federal (STF) disponibilizou nesta sexta-feira (11) cerca de 4 mil arquivos relacionados às investigações envolvendo o Banco
