Candidatos ao Senado em São Paulo divergem sobre impeachment de ministros do STF
4 veículos de centro · 3 veículos de direita

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Sete candidatos ao Senado por São Paulo participaram de debate na TV na noite de 9 de setembro. Ricardo Salles (Novo) atacou André do Prado (PL) por apoios passados ao PT, enquanto Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), apoiadas por Lula, fizeram dobradinha pelo fim da escala 6x1. A crise no Supremo Tribunal Federal só apareceu no segundo bloco: Salles declarou voto a favor do impeachment de ministros, e os demais defenderam punição condicionada a crime de responsabilidade.
A direita chegou ao debate dividida: Ricardo Salles questionou as credenciais de André do Prado e foi o único a se comprometer com o impeachment de ministros do Supremo. Guilherme Derrite e Salles se uniram para cobrar do PT a expansão do crime organizado e expor a oposição de Marina Silva à redução da maioridade penal. A pauta de controle do STF pelo Senado, porém, ficou em segundo plano.
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Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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Todas as coberturas registram a briga entre Ricardo Salles e André do Prado pelo eleitorado de direita, a dobradinha de Marina Silva e Simone Tebet pelo fim da escala 6x1 e a troca de acusações entre Tebet e Guilherme Derrite sobre segurança pública.
O debate entre sete candidatos ao Senado por São Paulo teve briga dentro da direita, dobradinha entre Marina Silva e Simone Tebet e embate sobre segurança pública. A crise no Supremo Tribunal Federal só apareceu no segundo bloco, e apenas Ricardo Salles declarou voto a favor do impeachment de ministros.
Sete candidatos ao Senado por São Paulo se enfrentaram em debate na televisão na noite de 9 de setembro. Participaram Ricardo Salles, do Novo, André do Prado, do PL, Guilherme Derrite, do Progressistas, Simone Tebet, do PSB, Marina Silva, da Rede, Soninha Francine, do Cidadania, e Geraldo Rufino, do Podemos. Neste ano, cada eleitor escolhe dois nomes, e a estratégia dominante foi a dobradinha.
O debate abriu com briga dentro da direita. Salles acusou Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, de ter apoiado candidatos do PT no passado. Prado respondeu que sempre esteve contra o partido e citou um processo contra Salles por contrabando de madeira. Do outro lado, Marina e Tebet, apoiadas pelo presidente Lula, fizeram uma tabelinha a favor do fim da escala de trabalho 6x1. Derrite e Salles também se aliaram para criticar a segurança pública sob o PT e a posição das duas candidatas sobre a redução da maioridade penal. Tebet disse admitir a redução para 16 anos em crimes graves e acusou Derrite, ex-secretário da Segurança Pública, de ter indicado um comandante da Polícia Militar suspeito de ligação com o crime organizado. Derrite respondeu que não havia indício na época da nomeação.
A crise no Supremo Tribunal Federal, ligada às mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes, só apareceu no segundo bloco. Prado e Marina disseram que ministro que cometer crime de responsabilidade deve ser julgado pelo Senado. Tebet pediu investigação doa a quem doer. Soninha classificou as mensagens como indevidas.
Não houve cobertura de veículos de esquerda sobre o debate até o momento. A cobertura de centro destacou os ataques entre bolsonaristas, a dobradinha das candidatas apoiadas por Lula e a fala de Tebet de que, se o Supremo não fizer nada, o Senado precisa fazer. Esses textos também contextualizaram a acusação de Derrite sobre um ato de Lula na Favela do Moinho. O veículo de direita que cobriu o debate enfatizou que o tema do Supremo ficou em segundo plano. Destacou ainda que só Salles declarou voto a favor do impeachment e que Prado, candidato do partido que tem essa pauta como bandeira, evitou se comprometer.
Na pesquisa Quaest divulgada em 8 de setembro, Marina e Derrite aparecem com 14%, empatados tecnicamente com Tebet, que tem 12%. Prado tem 7% e Salles, 3%. O primeiro turno será em 4 de outubro.
Ainda não se sabe como os candidatos eleitos votariam num processo concreto contra ministros do Supremo, já que a maioria condicionou a posição à comprovação de crime. Também segue em aberto o desfecho das investigações sobre o ex-comandante da Polícia Militar citado no debate.
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