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O presidente Lula anunciou a senadora Teresa Leitão (PT-PE) como nova líder do governo no Senado, em 25 de junho de 2026, no lugar de Jaques Wagner (PT-BA). Wagner deixou o cargo após ser alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro ligadas ao caso Banco Master. Teresa é a primeira mulher a ocupar a liderança do governo no Senado desde a criação do posto, em 1990, e não disputa as eleições deste ano. Entre suas missões estão destravar pautas do Planalto, como a PEC do fim da escala 6x1 e a PEC da Segurança Pública, e recompor a relação desgastada entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, em 25 de junho de 2026, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) como nova líder do governo no Senado. Ela ocupa o lugar de Jaques Wagner (PT-BA), que deixou a função um dia antes, após ser alvo de uma fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro ligadas ao caso do Banco Master. Wagner nega irregularidades e afirma que provará sua inocência.
A escolha foi definida após conversas diretas entre Lula e a parlamentar. A cobertura de centro relatou que o cargo torna quem o ocupa representante do presidente da República junto aos senadores, responsável por costurar acordos em nome do Planalto durante votações. Antes de Teresa, nomes como o do senador Camilo Santana e o de Otto Alencar foram cogitados nos bastidores. A senadora, de 74 anos, é professora e sindicalista, foi deputada estadual por cinco mandatos e, eleita em 2022, tornou-se a primeira mulher a representar Pernambuco no Senado. Seu mandato vai até 2031, de modo que ela não disputa a eleição deste ano, fator considerado relevante pelo governo para garantir dedicação à articulação parlamentar.
Um ponto reúne a maior parte da cobertura: o ineditismo da nomeação. Veículos de esquerda destacaram que a escolha tem peso histórico, pois nenhuma mulher havia ocupado a liderança do governo no Senado desde a criação do posto, em 1990. Com Teresa, as mulheres passam a ocupar quatro das dez posições do Colégio de Líderes, o equivalente a 40% da composição, o dobro da presença feminina na Casa. Para a esquerda e para o entorno do Planalto, a senadora reúne perfil conciliador e compromisso com pautas sociais, como o fim da escala de trabalho 6x1 e a PEC da Segurança Pública, ambas tratadas como bandeiras da gestão. O ministro José Guimarães, da Secretaria de Relações Institucionais, elogiou a capacidade de diálogo da senadora e sua defesa da educação pública e dos direitos sociais.
Veículos de direita enfatizaram outra leitura. Para eles, a troca expõe a fragilidade da articulação do governo no Congresso e a escolha de uma mulher seria, sobretudo, uma resposta às críticas frequentes de que Lula mantém uma equipe majoritariamente masculina. Esses veículos ressaltaram que Teresa está em primeiro mandato, tem pouca interlocução entre os pares e mantém com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, uma relação descrita por aliados como apenas cordial. O pano de fundo é uma sequência de derrotas do Planalto no Congresso, entre elas a rejeição da indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, revés atribuído ao papel de Alcolumbre.
O maior obstáculo apontado por todos os lados é a relação estremecida entre Lula e Alcolumbre, em crise desde o fim do ano passado. Interlocutores como José Guimarães, Hugo Motta, José Múcio e Randolfe Rodrigues foram mobilizados para reconstruir pontes, mas, até o momento, sem avanço concreto. A reportagem de centro detalhou ainda os elementos da investigação contra Wagner: segundo a apuração da PF e o relator do caso no STF, ministro André Mendonça, houve um pagamento de R$ 3,5 milhões de uma empresa ligada a Augusto Lima ao núcleo familiar do senador, além de um apartamento em Salvador, indícios de proximidade entre o parlamentar e o ex-sócio do Master.
O que ainda não se sabe é se Teresa Leitão conseguirá, de fato, recompor o diálogo com Alcolumbre e destravar as pautas prioritárias do governo no calendário apertado que antecede as eleições. Também permanece em aberto o desfecho da investigação sobre Jaques Wagner, que segue negando as acusações, e o efeito do episódio sobre a campanha de reeleição de Lula.
Todos os lados reconhecem que Teresa Leitão é a primeira mulher a liderar o governo no Senado desde 1990, que ela não disputa a eleição deste ano e que a relação estremecida entre Lula e Alcolumbre é o principal obstáculo à agenda do Planalto.
Como cada lado cobriu
Veículos com viés à esquerda
Veículo de viés à esquerda; o texto é majoritariamente factual, mas centra a narrativa nos desafios e na agenda do Planalto (PEC 6x1, PEC da Segurança) com enquadramento favorável às pautas do governo Lula.
Perspectivas omitidas
Veículo de viés à esquerda; o ângulo é o gesto de apoio de Jaques Wagner e o enquadramento mostra a defesa do senador ('negar irregularidades', 'provar inocência'), reforçando a versão governista sobre o caso Master.
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Padrão de agência factual: descreve o anúncio, a missão de Teresa, a saída de Wagner e a acusação da PF, com a negativa do senador, em tom neutro.
Veículos com viés ao centro
Cobertura factual e detalhada: explica a função do cargo, os nomes cogitados (Camilo Santana, Otto Alencar), o motivo da saída de Wagner e os detalhes da Operação Compliance Zero, incluindo valores e o relator no STF, com paridade de fontes.
Veículos com viés à direita
Veículo de viés à direita; o texto enfatiza a leitura crítica de que Lula tem equipe majoritariamente masculina e trata a escolha como manobra para 'calar críticos', com tom de análise de bastidor do Planalto.
Perspectivas omitidas

Nova líder do governo no Senado terá de destravar pautas de Lula, conter projetos de impacto fiscal e reconstruir diálogo com Alcolumbre

Considerado uma das posições mais estratégicas do governo no Congresso, o cargo nunca foi ocupado por uma mulher desde sua criação, em 1990.

Para aliados do presidente, ele acertou em cheio ao designar uma parlamentar mulher para o lugar até então ocupado por Jaques Wagner

Senador afirmou que a parlamentar reúne preparo, dedicação e compromisso para exercer a função

Com a escolha, o governo busca reforçar a articulação política na Casa e ampliar o diálogo com partidos aliados

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou nesta quinta-feira (25) a senadora Teresa Leitão como nova líder do governo no Senado
Jaques Wagner deixou a liderança do governo nesta quarta-feira

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