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O presidente Lula (PT) anunciou em 25 de junho de 2026 a senadora Teresa Leitão (PT-PE) como nova líder do governo no Senado, no lugar de Jaques Wagner (PT-BA), que deixou o cargo após ser alvo da operação Compliance Zero da Polícia Federal no caso Banco Master. Aos 74 anos e em primeiro mandato, Teresa é a primeira mulher a ocupar o posto desde sua criação, em 1990. Sua missão é destravar pautas como o fim da escala 6x1 e a PEC da Segurança Pública, conter projetos de alto impacto fiscal e recompor a relação do Planalto com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, em 25 de junho de 2026, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) como nova líder do governo no Senado. Ela assume o lugar de Jaques Wagner (PT-BA), que deixou o cargo um dia antes, depois de se tornar alvo da operação Compliance Zero, da Polícia Federal, ligada às investigações sobre o Banco Master. Aos 74 anos, professora e sindicalista, Teresa é a primeira mulher a ocupar o posto desde sua criação, em 1990.
A cobertura de centro relatou que o cargo de líder do governo torna seu ocupante representante do presidente junto aos demais senadores, responsável por costurar acordos em nome do Planalto durante as votações. A Folha de S.Paulo detalhou que, antes de Teresa, nomes como Camilo Santana e Otto Alencar foram cogitados, e que a escolha recaiu sobre a senadora pernambucana por seu perfil conciliador e pelo fato de ela não disputar a eleição deste ano, o que permitiria dedicação integral à articulação. O Congresso em Foco destacou o ineditismo histórico: nenhuma mulher havia liderado o governo no Senado em 36 anos.
Todos os lados convergem nos fatos centrais. A saída de Wagner decorreu da operação da PF, que apura suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master. Segundo a investigação, houve um pagamento de R$ 3,5 milhões ao núcleo familiar do senador, além de um apartamento em Salvador e viagens em jatinhos. Wagner nega as acusações e afirma que provará sua inocência. As pautas prioritárias do governo também são consenso: o fim da escala de trabalho 6x1 e a PEC da Segurança Pública.
É no enquadramento que as coberturas divergem. Veículos de esquerda, como o Brasil 247 e a nota oficial da Secretaria de Relações Institucionais, ressaltaram o gesto político de Lula ao escolher uma mulher de trajetória ligada à educação pública e aos direitos sociais, e trataram a saída de Wagner como um acordo amistoso para proteger a campanha de reeleição do presidente. Apresentaram a agenda do governo como de interesse do povo brasileiro. Já veículos de direita, como a Veja, enfatizaram a fragilidade da escolha: a nova líder está em primeiro mandato, tem pouca interlocução com os pares e relação apenas cordial com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A Veja também leu a nomeação como tentativa de Lula de responder à crítica sobre o predomínio masculino em sua equipe, omitindo o escândalo que motivou a troca.
Um ponto sensível atravessa todas as análises: a relação estremecida entre Lula e Alcolumbre, agravada após a rejeição, pelo Senado, da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. A reportagem de centro detalhou ainda o cenário fiscal: o Planalto enfrenta pautas-bomba que, segundo cálculos do governo, podem gerar impacto de cerca de R$ 300 bilhões, e a equipe econômica cogita recorrer ao Supremo para barrar propostas consideradas incompatíveis com a responsabilidade fiscal.
O que ainda não se sabe é se Teresa Leitão conseguirá reconstruir a ponte entre o Planalto e a cúpula do Senado a tempo de aprovar as pautas prioritárias antes do recesso parlamentar, marcado para 18 de julho. Tampouco está definido o desfecho das investigações contra Jaques Wagner, que seguem em curso no STF sob relatoria do ministro André Mendonça.
Todos os lados reconhecem que Lula nomeou Teresa Leitão líder do governo no Senado, que ela é a primeira mulher no cargo, e que a troca decorreu da operação da PF contra Jaques Wagner no caso Banco Master.
5 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Brasil 247 enquadra a saída de Wagner de forma favorável ao governo: destaca a mensagem de apoio, o 'perfil equilibrado' de Teresa e a defesa de Wagner ('provará sua inocência'). Trata o afastamento como gesto para proteger a campanha de Lula, viés à esquerda.
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Agência Brasil (EBC), embora ligada ao governo, cobre o fato de forma factual e padrão agência: anuncia a nomeação, cita as pautas prioritárias e descreve a operação da PF com a negativa de Wagner. Vocabulário neutro, sem framing valorativo.
Veículo de esquerda (Brasil 247), mas o texto é majoritariamente factual e descritivo, com foco nos desafios do governo Lula no Senado. Enquadra a agenda do Planalto como 'de interesse da população' e trata as pautas-bomba pelo prisma do risco fiscal para o governo, sinal de viés à esquerda sutil.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Folha de S.Paulo entrega cobertura factual e detalhada: explica o cargo, lista nomes cogitados (Camilo Santana, Otto Alencar), detalha a operação Compliance Zero e as evidências da PF (R$ 3,5 milhões, apartamento, jatinhos) e dá espaço ao recurso da defesa de Wagner. Equilibrada e densa.
Veículos com viés à direita
Veja, veículo de direita, enquadra a nomeação pelo prisma da 'crítica frequente' a Lula por equipe masculina e da fragilidade política (primeiro mandato, pouca interlocução). O tom é de accountability sobre o governo, e omite o escândalo que motivou a troca, focando no cálculo político de Lula.
Perspectivas omitidas

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