Lula defende mandato para ministros do STF e conselho para indicar nomes
3 veículos de esquerda · 3 veículos de centro · 3 veículos de direita

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Veículos de esquerda apresentaram as falas de Lula como parte de um projeto de aprofundar as transformações do país: reforma política contra a fragmentação partidária, reforma do Judiciário com mandato para ministros do Supremo Tribunal Federal e fim da indicação concentrada no presidente. No jantar com empresários, o destaque foi a defesa de salários maiores como motor do crescimento, aliada à responsabilidade fiscal e social.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, defendeu em 25 de setembro, num jantar com centenas de empresários em São Paulo, uma reforma do Judiciário que inclua a discussão de mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal.
Veículos de direita leram a proposta de Lula para o Supremo Tribunal Federal à luz da eleição apertada contra Flávio Bolsonaro e da crise da Corte com o caso Banco Master. Destacaram que o presidente critica um modelo que lhe dá a caneta das indicações e que ele mesmo indicou ministros que o julgaram na Lava Jato, e trataram a reforma como promessa condicionada à reeleição.
9 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
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Duração dos mandatos, composição do conselho e se a mudança exigiria emenda constitucional não foram definidos.
Em jantar com empresários em São Paulo e depois em entrevista à televisão, o presidente Lula defendeu reformar o Judiciário, discutir mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal e criar um conselho da sociedade civil para as indicações, em meio à crise da Corte com o caso Banco Master.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, colocou a reforma do Supremo Tribunal Federal no centro da reta final da campanha. Em 25 de setembro, num jantar com centenas de empresários em São Paulo, afirmou que o país precisará fazer uma reforma política e uma reforma do Judiciário, e admitiu discutir mandatos com prazo para os ministros da Corte. Dois dias depois, em entrevista à televisão, detalhou a ideia: criar um conselho da sociedade civil para participar da escolha dos indicados, hoje prerrogativa exclusiva do presidente da República, com sabatina no Senado.
O jantar foi organizado pelos grupos Esfera e Prerrogativas. Previsto inicialmente para cerca de 200 convidados, teve procura muito acima do esperado e precisou mudar de local. Estiveram presentes controladores de grandes empresas, dirigentes de bancos e ministros do governo. Lula fez um balanço de seus mandatos, disse que austeridade fiscal é obrigatória e citou a passagem de um déficit herdado para um superávit neste ano. Sobre o Judiciário, afirmou que quem quiser discutir se o ministro terá mandato vitalício ou com duração determinada precisa reelegê-lo. Também chamou o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, de malandro que teria corrompido pessoas com dinheiro ou com orgia.
Na entrevista, o presidente classificou o modelo atual de indicação como muito vulnerável. Sugeriu que o conselho reúna entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, associações de juristas, sindicatos e organizações empresariais. Defendeu investigar os ministros citados no caso Master e criticou a exposição dos magistrados na imprensa e nas transmissões da TV Justiça.
A cobertura de centro relatou o jantar como um esforço do governo para responder à desconfiança do mercado sobre as contas públicas. Registrou que parte dos empresários foi ao evento em busca de diretrizes econômicas concretas, sem que a presença significasse apoio à candidatura, e descreveu a proposta de mandato como uma ideia ainda sem modelo fechado.
Veículos de esquerda destacaram a defesa de salários maiores como motor do crescimento, a soberania sobre terras raras e a crítica ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Apresentaram as reformas como aprofundamento necessário das mudanças, com ênfase no fim de indicações que obrigariam o ministro a votar com quem o nomeou, e deram espaço à proposta de emenda constitucional da segurança pública.
Veículos de direita enfatizaram o momento eleitoral, a nove dias do primeiro turno e numa disputa apertada com o senador Flávio Bolsonaro, do PL. Lembraram que Lula indicou ministros que depois o julgaram na Operação Lava Jato e contextualizaram o ataque a Vorcaro com as investigações que apontam contatos do banqueiro com ao menos cinco ministros ou familiares, que negam irregularidades. Citaram ainda a reprovação recorde do Supremo em pesquisa recente.
Ainda não se sabe qual seria a duração dos mandatos, como o conselho seria composto na prática nem se a mudança viria por emenda constitucional. Também não está claro como a proposta seria recebida pelo Congresso e pela própria Corte.
O presidente disse que o funcionamento da Corte deveria ser discutido no âmbito de uma reforma do Judiciário

Presidente critica a perda de credibilidade da Corte, propõe conselho para selecionar nomes e sugere mandatos fixos

Presidente afirma que critério atual de escolha é vulnerável e diz que pretende discutir mudança com juristas e sociedade civil. Leia no Poder360.

Presidente afirma que atual modelo é “muito vulnerável” e defende participação da sociedade na indicação ao Supremo. Leia na Gazeta do Povo.

Durante jantar promovido pelo grupo Esfera e Prerrogativas, presidente disse que se os presentes quiserem discutir se o ministro vai ter mandato vitalício ou se haverá mandato têm de reelegê-lo

Presidente defende reestruturação política, mudança nas regras do Judiciário e PEC para integrar ações no combate ao crime

A nove dias da eleição, presidente fala em reforma política e critica banqueiro diante de representantes do setor privado

Lula diz querer um país de classe média, pede apoio à reeleição e defende que riquezas brasileiras sejam industrializadas no país.


Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de centro.