Romeu Zema leva celular à urna em Araxá e TRE-MG abre apuração sobre o caso
3 veículos de esquerda · 5 veículos de centro · 2 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
10 fontes políticas
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O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) vai apurar o uso de celular pelo candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) dentro da cabine de votação, no domingo, em Araxá (MG). O presidente do tribunal, desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga, disse que a conduta é irregular e pode caracterizar crime, mas que as circunstâncias precisam ser apuradas. Zema afirmou que levou o aparelho por hábito, que ninguém o alertou e que não fotografou nada.
Para a cobertura de esquerda, Romeu Zema descumpriu uma regra básica que vale para todo eleitor: entrou na cabine com dois celulares e ficou com um deles na mão enquanto votava. A proibição existe para proteger o sigilo do voto e impedir que imagens sirvam de comprovante em esquemas de compra de votos. O episódio coroa uma campanha que não decolou, com o candidato zerado nas últimas pesquisas.
Na cobertura de direita, o uso do celular aparece ao lado do discurso de Zema contra o Judiciário. No mesmo dia em que o TRE-MG anunciou a apuração, o candidato acusou a Justiça de estar 'capturada pelo PT' e citou o vaivém sobre a candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado no Paraná.
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
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O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) votou com o celular na mão em Araxá (MG), o que a Lei das Eleições proíbe. O presidente do TRE-MG, Carlos Henrique Perpétuo Braga, disse que a conduta pode configurar crime e será apurada. Zema alegou hábito e falta de aviso dos mesários.
O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, o TRE-MG, vai apurar o uso de celular pelo candidato à Presidência Romeu Zema, do partido Novo, dentro da cabine de votação. O episódio ocorreu na manhã de domingo, 4 de outubro, em Araxá, no Triângulo Mineiro, onde Zema votou numa escola estadual. Imagens gravadas pela imprensa mostraram o ex-governador de Minas Gerais com o aparelho na mão diante da urna eletrônica.
O presidente do TRE-MG, desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga, comentou o caso numa entrevista coletiva em Belo Horizonte. Ele afirmou que as regras proíbem o celular na cabine, que a conduta é irregular, caracteriza crime e pode gerar pena de detenção. Disse também que os mesários tinham sido instruídos e que, se o fato se confirmou, houve uma sucessão de equívocos a ser apurada pelo juiz eleitoral.
Todos os veículos registraram a base legal. A Lei das Eleições, de 1997, proíbe portar celular, câmera ou filmadora na cabine. O Código Eleitoral prevê detenção de até dois anos para quem violar o sigilo do voto. A cobertura de centro explicou que uma eventual punição depende de denúncia formal do Ministério Público, e um dos relatos informou que a Procuradoria Regional Eleitoral ajuizou uma ação sobre o caso ainda na tarde de domingo.
Zema deu a mesma versão a todos os repórteres. Disse que anda com o celular o dia inteiro, que o aparelho é quase como um dedo e que ninguém o lembrou de deixá-lo com os mesários. Negou ter fotografado ou gravado qualquer coisa, contou que levou a cola com os números em papel e afirmou que teria entregado o telefone se tivesse sido avisado.
As diferenças apareceram no enquadramento. Veículos de esquerda destacaram que o candidato descumpriu a regra e entrou com dois celulares, lembraram que a proibição serve para impedir que imagens comprovem compra de votos e associaram o episódio a uma campanha que terminou com 0% nas últimas pesquisas, depois de acenos a Flávio Bolsonaro. A cobertura de centro concentrou-se no rito: a fala do presidente do tribunal, o papel do Ministério Público e a defesa do candidato, com espaço equivalente para cada parte. Veículos de direita deram peso ao discurso que Zema fez no mesmo dia contra o Judiciário, que ele disse estar capturado pelo PT, e à sua crítica ao vaivém de decisões sobre a candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado no Paraná.
Ainda não se sabe qual será o desfecho da apuração do juiz eleitoral, nem o teor exato da ação apresentada pela Procuradoria. Também não está esclarecido se os mesários de Araxá falharam na orientação, como sustenta o candidato, nem se houve algum registro feito com o aparelho dentro da cabine.
Segundo o presidente do TRE-MG, o uso de celular na cabine é proibido e o episódio envolveu uma série de falhas que também deverão ser apuradas

Presidente do Tribunal Eleitoral de Minas Gerais cita sucessão de erros durante voto de candidato. Leia no Poder360.

Em coletiva de imprensa na manhã deste domingo (4), o presidente do TRE-MG lembrou que usar celular na cabine de votação é um crime eleitoral.
Presidente do tribunal afirma que conduta é proibida e pode configurar crime eleitoral; candidato alega ter levado o aparelho apenas por hábito

A prática é proibida pela Justiça Eleitoral; candidato ao Planalto afirma que não usou o aparelho na cabina de votação. Leia no Poder360.

Candidato à presidência da República justificou ato como um hábito do dia a dia, mas que não utilizou o aparelho em frente à urna. Leia na Gazeta do Povo.

Romeu Zema é flagrado com celular na urna em MG: 'Ninguém me alertou' UOL Notícias
Segundo a Justiça Eleitoral, a violação do sigilo do voto é crime previsto no Código Eleitoral, mas eventual punição depende de denúncia formal do Ministério Público.
O candidato do Novo à presidência disse que não foi alertado pelos mesários sobre a proibição

Presidente do TRE de Minas afirma que é preciso analisar especificamente o caso, mas conduta caracteriza irregularidade; candidato do Novo disse que não foi alertado

Nesta matéria: perspectiva omitida.