Índia Armelau lidera e três mulheres ficam entre os quatro mais votados da Alerj
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Três mulheres ficaram entre os quatro candidatos mais votados para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) na eleição de 2026, e cinco estão entre os dez primeiros. Índia Armelau (PL) teve 248.504 votos e se tornou a deputada estadual mais votada da história fluminense; Renata Souza (PSOL) ficou em terceiro, com 176.871, e Dani Balbi (PCdoB) em quarto, com 169.474. Ainda assim, as mulheres ocuparão só 16 das 70 cadeiras a partir de 2027.
Índia Armelau (PL) quebrou o recorde histórico de votos para deputada estadual no Rio, com 248.504 eleitores, impulsionada pela força do PL e por forte atuação nas redes sociais. Conservadora, ela rejeita discursos baseados em identidade e atribui o resultado à competitividade e ao trabalho legislativo, com 62 leis aprovadas. A eleição mostra que mulheres de direita também lideram as urnas fluminenses.
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Três mulheres ficaram entre os quatro mais votados para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro em 2026, lideradas pelo recorde de Índia Armelau (PL). O desempenho no topo do ranking, porém, não se reflete na composição: apenas 16 das 70 cadeiras serão ocupadas por deputadas a partir de 2027.
Três mulheres ficaram entre os quatro candidatos mais votados para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, a Alerj, na eleição de 2026. A deputada Índia Armelau, do PL, recebeu 248.504 votos e se tornou a deputada estadual mais votada da história fluminense. Renata Souza, do PSOL, ficou em terceiro lugar, com 176.871 votos, e Dani Balbi, do PCdoB, em quarto, com 169.474. As três foram reeleitas.
O destaque no topo do ranking não se repete no conjunto da Casa. Das 70 cadeiras, apenas 16 serão ocupadas por mulheres a partir de 1º de fevereiro de 2027, o que corresponde a cerca de 23% da Assembleia. Entre os dez mais votados, porém, metade são mulheres: além das três primeiras, aparecem Elika Takimoto, do PT, em sétimo lugar, com 135.271 votos, e Dra. Gabriela, do PL, em décimo, com 96.267. As eleitas se distribuem principalmente entre PT, com quatro, e PL, PSD e PSOL, com três cada. PCdoB, PDT e Republicanos terão uma parlamentar cada.
Índia Armelau, de 39 anos, é formada em Educação Física, foi nadadora pelo Vasco da Gama e chegou à Alerj em 2022. Nesta eleição, multiplicou por mais de quatro a votação anterior. Ela atribui o resultado à força do partido, que elegeu 21 deputados estaduais, e à atuação nas redes sociais. Com ideais conservadores, afirma que reforçar a origem indígena ou o fato de ser mulher é vitimização. Renata Souza está no terceiro mandato e preside a Comissão da Mulher da Alerj. Dani Balbi, professora universitária, foi a primeira mulher trans a ocupar uma cadeira na Casa e preside a Comissão de Trabalho.
Até o momento, a cobertura do resultado veio de veículos de centro, com tom descritivo. Não houve cobertura com enquadramento próprio de esquerda ou de direita. A cobertura de centro deu espaço equivalente às eleitas dos dois campos. Uma das reportagens ouviu as três mais votadas e registrou o contraste ideológico entre elas: Renata Souza prometeu combater a escala de trabalho 6x1, que, segundo ela, pesa sobre mulheres pobres e negras, e Dani Balbi chamou o resultado de avanço tímido, criticando eleitas de direita que, na sua avaliação, não têm compromisso com o combate à misoginia. Outra reportagem preferiu perfis curtos das cinco mais votadas, com suas bandeiras e apoios na corrida presidencial: Índia Armelau declara apoio a Flávio Bolsonaro, e Dani Balbi, a Lula.
Ainda há pontos em aberto. As reportagens divergem sobre a comparação com 2022: uma afirma que o número de mulheres eleitas se repete, outra que subiu de 15 para 16. As eleitas também não detalharam prioridades para o próximo mandato. Índia Armelau disse que ainda não tem propostas definidas.
Apesar do feito, presença feminina é pequena na Assembleia Legislativa

Representatividade cai para menos de um quarto, porém, quando se considera todos os 70 parlamentares eleitos
