Trump diz que aprovaria entrada de Flávio Bolsonaro nos EUA após ida à Argentina
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Resumo da cobertura
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que aprovaria a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL) em território americano e afirmou ter ouvido que ele estava na Argentina. A Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmou que Flávio entrou no país às 22h50 de terça-feira, com a mulher e as duas filhas, e embarcou 40 minutos depois num voo privado para Guayaquil, no Equador. A saída ocorreu depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, mandou o senador entregar os passaportes, o que não aconteceu. A Polícia Federal cancelou os documentos.
Flávio Bolsonaro deixou o Brasil pela Argentina com a mulher e as filhas, todos com documentos válidos e sem impedimento legal no país vizinho, e seguiu para o Equador. Donald Trump afirmou que aprovaria a entrada do senador nos EUA, e a Casa Branca confirmou que o Departamento de Estado emitirá vistos à família.
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Derrotado no segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro entrou na Argentina com a família e embarcou para o Equador depois de não entregar os passaportes exigidos por Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Donald Trump disse que aprovaria a entrada dele nos Estados Unidos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que aprovaria a entrada do senador Flávio Bolsonaro, do PL, em território americano. Questionado por um repórter, afirmou não saber onde o senador estava, mas que tinha ouvido dizer que ele estava na Argentina. Trump acrescentou que considera a família boa gente e voltou a criticar a eleição brasileira, que chamou de muito estranha e terrível.
A declaração veio enquanto o paradeiro de Flávio era confirmado. A Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que o senador entrou no país às 22h50 de terça-feira, 27 de outubro, pela ponte que liga Foz do Iguaçu a Puerto Iguazú. Ele estava com a mulher, Fernanda, e as duas filhas. Cerca de 40 minutos depois, a família embarcou num voo privado com destino a Guayaquil, no Equador. Mais cedo, o Departamento de Estado dos Estados Unidos já havia informado que concederia vistos ao senador e aos familiares.
Os fatos centrais aparecem em toda a cobertura. Flávio foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição presidencial, no domingo, 25 de outubro. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que ele entregasse os passaportes à Polícia Federal e proibiu viagens internacionais. O prazo venceu na terça-feira sem a entrega, e a Polícia Federal cancelou o passaporte comum e o diplomático. A decisão faz parte da investigação em que Flávio e o advogado Willer Tomaz são suspeitos de lavagem de dinheiro.
A cobertura de centro relatou o episódio como fuga e detalhou o caminho do avião, com horários oficiais e dados de rastreamento de voo. Um dos relatos lembrou que o irmão, Eduardo Bolsonaro, havia defendido a saída do senador em caso de derrota, fato que pesou no receio dos investigadores. Outro reuniu as reações políticas: Lula afirmou que quem não deve não teme e chamou a saída de vergonhosa; o coordenador da campanha, Rogério Marinho, disse não ter sido avisado; o vice da chapa, o deputado Alfredo Gaspar, falou em perseguição implacável; e o ex-candidato Renan Santos criticou a decisão como postura de quem foge.
Veículos de direita enfatizaram que a família apresentou documentos válidos e não tinha impedimento para entrar na Argentina, e trataram o deslocamento como viagem. Também apresentaram a ordem de Moraes com distanciamento, atribuindo os detalhes a terceiros, e destacaram a acolhida do governo americano. Não houve, neste conjunto, cobertura de veículos de esquerda; a crítica mais dura à saída do senador chegou pela fala de Lula, reproduzida pela cobertura de centro.
Ainda não se sabe se Flávio chegou aos Estados Unidos nem quando. Fontes citadas pela cobertura apontam o país como destino final, mas o plano de voo registrava o Equador. Também há versões diferentes sobre quantas pessoas estavam a bordo. Especialistas ouvidos pela imprensa avaliam que a saída pode motivar um pedido de prisão preventiva, e nenhuma decisão nesse sentido havia sido anunciada.
Senador embarcou para o Equador após cruzar a fronteira argentina, em meio a medidas da PF para impedir uma possível fuga do país

Aliados e opositores de Flávio Bolsonaro, incluindo o presidente Lula, manifestaram-se publicamente sobre a falta de paradeiro do senador. Confira as reações do mundo político.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira (27) que aprovaria a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
