Binance perde US$ 6,3 bilhões em ataque que analistas ligam à Coreia do Norte
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A cobertura de centro relatou que hackers desviaram cerca de US$ 6,3 bilhões da Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, em 29 de outubro, a maior parte em cerca de 20 minutos. Empresas de análise de blockchain ligaram o ataque ao grupo norte-coreano TraderTraitor, e Donald Trump disse que os Estados Unidos investigam essa possibilidade. A Binance suspendeu saques, prometeu cobrir as perdas e não confirmou a autoria. Parte dos textos registrou o perdão de Trump a Changpeng Zhao e a falta de demonstrações financeiras públicas da empresa.
O único veículo de esquerda do conjunto publicou um relato factual do roubo de US$ 6,3 bilhões da Binance, com a suspeita sobre a Coreia do Norte atribuída a análises de blockchain. O texto destacou a colaboração da corretora com o FBI e o Serviço Secreto dos Estados Unidos, a participação da World Liberty Financial, ligada à família Trump, no bloqueio de valores, e observou que o fundo de emergência da empresa é bem menor que o valor desviado.
Veículos de direita deram mais espaço ao regime norte-coreano. Um texto chamou Kim Jong Un de ditador comunista, comparou o valor desviado a quase 25% do PIB da Coreia do Norte e situou o caso na busca da indústria cripto por legitimidade.
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Os três lados relatam o desvio de cerca de US$ 6,3 bilhões da Binance, a promessa da corretora de cobrir todas as perdas e a atribuição do ataque, por empresas de análise de blockchain, a hackers ligados à Coreia do Norte.
A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, perdeu cerca de US$ 6,3 bilhões em um ataque hacker em 29 de outubro. Empresas de análise de blockchain ligam o roubo ao grupo TraderTraitor, da Coreia do Norte, e Donald Trump disse que os Estados Unidos investigam. A corretora suspendeu saques e promete cobrir as perdas.
Hackers desviaram cerca de US$ 6,3 bilhões da Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo, na quinta-feira, 29 de outubro de 2026, no que empresas de análise de blockchain classificam como o maior roubo da história do setor. Segundo registros das transações, a maior parte da retirada ocorreu em cerca de 20 minutos, por volta das 17h no horário de Brasília. A Binance suspendeu os saques, afirmou que os depósitos não foram afetados e prometeu cobrir todas as perdas dos usuários.
Na sexta-feira, 30, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a jornalistas no Salão Oval que o país investiga se hackers da Coreia do Norte estão por trás do ataque. As empresas americanas TRM Labs e Chainalysis atribuíram a ação ao TraderTraitor, unidade de hackers ligada ao regime norte-coreano. A Binance não confirmou a autoria e disse trabalhar com autoridades para identificar os criminosos.
A cobertura de centro relatou que a investigação preliminar da corretora aponta o laptop comprometido de um engenheiro como porta de entrada, e que a empresa depois encontrou outros pontos de violação. O co-CEO Richard Teng afirmou que não havia evidência de vazamento das chaves privadas das carteiras. Emissoras de stablecoins, moedas digitais atreladas ao dólar, congelaram parte dos recursos: a Tether bloqueou cerca de US$ 1,6 bilhão e a Circle, mais de US$ 800 milhões. A World Liberty Financial, empresa de criptomoedas ligada à família Trump, também participou dos bloqueios. Segundo a TRM Labs, cerca de US$ 2,4 bilhões em Bitcoin e Ether ficaram fora do alcance imediato desse tipo de bloqueio.
Os textos convergem no valor, na promessa de ressarcimento e na semelhança com o ataque de US$ 1,5 bilhão contra a corretora Bybit em 2025, atribuído pelo FBI, a polícia federal americana, a hackers norte-coreanos. A Binance informou ter reservado mais de US$ 6,34 bilhões para cobrir o incidente, dos quais US$ 5 bilhões nos mesmos ativos afetados. O Bitcoin caiu abaixo de US$ 80 mil depois do ataque.
As diferenças estão no enfoque. A cobertura de centro registrou que Changpeng Zhao, fundador da Binance, recebeu perdão presidencial de Trump em 2025, e que a empresa não publica demonstrações financeiras, o que dificulta verificar suas alegações de receita. Veículos de direita deram mais espaço ao regime norte-coreano: um texto descreveu Kim Jong Un como ditador comunista e comparou o valor desviado a quase 25% do PIB da Coreia do Norte; outro dedicou a matéria ao histórico do Grupo Lazarus e ao uso do dinheiro roubado no programa nuclear. Esse mesmo texto de direita que citou o PIB mencionou, sem fonte nomeada, a suspeita de uso de inteligência artificial no ataque. O único veículo de esquerda do conjunto publicou um relato factual, que destacou a colaboração da Binance com o FBI e o Serviço Secreto e observou que o fundo de emergência da corretora, de cerca de US$ 1 bilhão em Bitcoin, é bem menor que o valor desviado.
Até a manhã de 31 de outubro, quando saíram as matérias analisadas, a autoria não tinha confirmação oficial, a Coreia do Norte não havia se pronunciado sobre o caso e não estava claro o destino de cerca de US$ 3,3 bilhões. A volta dos saques era apenas uma previsão da empresa, e a Binance ainda não havia divulgado o relatório técnico sobre como os controles de aprovação de transações foram contornados.
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que envolvimento dos norte-coreanos é investigado; roubo foi de US$ 6,3 bilhões, o maior da história


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Nesta matéria: falácia identificada.