Trump prevê conversa com Putin após morte em instituto antipeste russo
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na terça-feira, 6 de outubro, que tem uma ligação agendada com o presidente russo, Vladimir Putin, sobre a morte de uma funcionária de um instituto antipeste na Sibéria. A Rússia nega restrições sanitárias e a Organização Mundial da Saúde avalia o risco fora do país como muito baixo.
Sob o prisma da direita, o caso reforça a cobrança de responsabilidade do governo russo e a atuação firme do presidente americano. Ênfase em transparência do Estado, controle institucional de laboratórios e liderança dos Estados Unidos na resposta.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que fará uma ligação a Vladimir Putin sobre a morte de uma funcionária de um instituto antipeste na Sibéria. A Rússia nega restrições sanitárias e a Organização Mundial da Saúde considera muito baixo o risco fora do país.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira, 6 de outubro, que tem uma ligação agendada com o presidente russo, Vladimir Putin, para tratar de uma suspeita de peste pneumônica na Sibéria. A conversa ocorre depois da morte de uma funcionária do Instituto de Pesquisa Antipeste de Irkutsk, na semana passada. Trump falou com repórteres na Casa Branca e disse que falaria com Putin muito em breve.
A cobertura de centro relatou que, perguntado sobre o que as agências de inteligência americanas apuraram, Trump respondeu que o governo mantém discussões muito profundas e que provavelmente poderia falar sobre o assunto no dia seguinte. Na segunda-feira, ele já havia dito que os Estados Unidos estariam dispostos a ajudar a Rússia. Segundo Trump, trata-se de uma doença complicada, que antes era possível controlar, mas cujos micróbios teriam ficado mais fortes.
Os veículos concordam nos fatos principais. A mulher que morreu foi identificada como Daria Shipilova, de 28 anos. O governador regional de Irkutsk, Igor Kobzev, disse que uma comissão de especialistas concluiu que a causa da morte foi uma pneumonia de etiologia indeterminada, e que nenhum funcionário do instituto procurou atendimento médico desde então. O serviço russo de controle sanitário, o Rospotrebnadzor, reiterou que é falso um documento que circula na internet sobre reforço de medidas e restrições na região, e disse que a situação segue estável.
A Organização Mundial da Saúde informou que o risco do episódio fora da Rússia é muito baixo e que está em contato com as autoridades russas. Seu diretor-geral, Tedros Ghebreyesus, pediu uma troca de informações oportuna, completa e transparente, nos termos do Regulamento Sanitário Internacional, para esclarecer os relatos contraditórios. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, também pediu que a Rússia seja transparente e compartilhe mais informações com o mundo.
A peste pneumônica é uma infecção pulmonar altamente contagiosa e potencialmente fatal, transmitida por gotículas, segundo a Organização Mundial da Saúde. Difere da peste bubônica, que afeta os gânglios linfáticos e é transmitida por pulgas infectadas.
Veículos de direita enfatizaram o ângulo diplomático e a cobrança sobre Moscou. Destacaram que o Departamento de Estado enviou à Rússia uma comunicação confidencial, segundo um jornal americano, avisando que não revelar detalhes contraria suas obrigações sanitárias internacionais. Deram espaço às hipóteses de que a funcionária teria contraído a doença por um tubo de ensaio quebrado, ou de que houve acidente de laboratório, atribuídas a um veículo regional russo, que também citou até 200 pessoas em quarentena. Essas informações não foram confirmadas por autoridades.
A cobertura de centro, vinda de uma agência, foi mais factual sobre o risco, destacando a avaliação de risco muito baixo da Organização Mundial da Saúde e a causa de morte oficial indeterminada. Também incluiu um trecho tangencial sobre a previsão de um suposto profeta, sem relevância para os fatos apurados.
Não houve, entre os artigos analisados, cobertura de veículos de esquerda, portanto não é possível descrever um enquadramento próprio desse campo.
O que ainda não se sabe: a causa real da morte de Daria Shipilova, já que as autoridades russas negam que tenha sido peste e falam em pneumonia de origem indeterminada. Não há confirmação oficial sobre acidente de laboratório, quarentenas ou o número de pessoas em observação. Também não se sabe o conteúdo da conversa entre Trump e Putin, nem se ela já ocorreu.
Preocupação cresceu após relatos de que uma funcionária de um instituto especializado na doença na Sibéria morreu

