Donald Trump diz que vai falar com Lula e volta a chamar eleição de vergonha
3 veículos de centro · 1 veículo de direita

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Veículos de centro relataram que Donald Trump disse, em 29 de outubro, que vai conversar com Luiz Inácio Lula da Silva, mas voltou a chamar a eleição brasileira de vergonha, sem apresentar provas. Os textos registraram que foi a quinta crítica dele ao pleito e lembraram a queda de 13,88% do Ibovespa no primeiro pregão após o segundo turno. Uma coluna de análise descreveu a postura de Trump como ambígua e relatou a orientação do Itamaraty de não tensionar a relação.
O único veículo de direita do conjunto publicou cobertura factual das declarações de Donald Trump, destacando a frase em que ele diz que Luiz Inácio Lula da Silva lhe pediu para não tomar partido. O texto retomou a carta em que Flávio Bolsonaro se apresentou como líder do Brasil a partir dos Estados Unidos e não mencionou a queda da bolsa a que o presidente americano se referiu.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
4 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
A cobertura de centro e a de direita concordam que Donald Trump disse que vai conversar com Luiz Inácio Lula da Silva, chamou a eleição de vergonha sem apresentar provas, afirmou que Lula lhe pediu para não tomar partido e evitou dizer quem considera o vencedor legítimo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que pretende conversar com Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito em 25 de outubro, mas chamou a eleição de vergonha pela quinta vez, sem apresentar provas. Ele citou a reação do mercado e não disse quando fará a ligação.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quinta-feira, 29 de outubro, que pretende conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, reeleito no segundo turno de 25 de outubro contra o senador Flávio Bolsonaro, do PL. Na mesma fala, Trump voltou a criticar o processo eleitoral brasileiro e chamou a eleição de vergonha, sem apresentar provas de irregularidade.
Questionado por jornalistas sobre quem considera o vencedor legítimo da disputa, o republicano evitou responder. Disse que Lula lhe pediu para não tomar partido e que ele não tomou. Também não informou quando pretende fazer a ligação.
A cobertura de centro relatou que esta foi a quinta vez que Trump questionou a condução da eleição presidencial brasileira. Na segunda-feira, 26 de outubro, ele já havia dito, sem provas, que a votação parecia ter sido fraudada, embora afirmasse manter boa relação com Lula. Ao falar em vergonha, Trump acrescentou que o mercado respondeu ao resultado. Os textos de centro lembraram que, no primeiro pregão após o segundo turno, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 13,88%, a maior queda diária desde março de 2020, e o dólar subiu 8,21%, fechando a R$ 5,40.
Uma coluna de análise de centro situou a fala no quadro diplomático. Segundo o texto, Trump age com ambiguidade: não reconheceu formalmente a vitória de Lula, mas declarou que quer conversar com ele e parabenizá-lo. A coluna relatou que a orientação do Itamaraty, o Ministério das Relações Exteriores, é não estressar a relação, preservar as negociações comerciais e dar tempo a Washington. O mesmo texto apontou como termômetro um possível encontro entre o chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, à margem da reunião de chanceleres do G20 em Atlanta, ainda sem confirmação.
O veículo de direita do conjunto publicou cobertura factual, centrada nas declarações. Destacou a frase em que Trump diz ter sido solicitado por Lula a não tomar partido e registrou que a fala ocorreu antes de ele embarcar para um comício na Carolina do Sul. O texto relembrou que, na noite de quarta-feira, 28 de outubro, Trump havia dito que não se envolveria na eleição brasileira, minutos depois de Flávio Bolsonaro se autoproclamar líder do Brasil a partir dos Estados Unidos. Segundo a matéria, Flávio primeiro se declarou presidente eleito numa carta e depois trocou a expressão, além de agradecer ao presidente da Argentina, Javier Milei, e a Trump pela ajuda na saída do país.
Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso no conjunto analisado.
Entre as coberturas, os textos de centro deram peso à queda da bolsa e ao histórico de críticas de Trump, enquanto o texto de direita não mencionou a reação do mercado e deu mais espaço à carta de Flávio. A coluna de centro foi a única a tratar da estratégia do governo brasileiro e de uma reportagem de jornal americano segundo a qual um funcionário da Casa Branca providenciou o avião usado pelo senador.
Até a madrugada de 30 de outubro, quando saiu o texto mais recente analisado, não havia data marcada para a conversa entre os dois presidentes, Trump não havia reconhecido formalmente a vitória de Lula e não estava confirmado o encontro entre Mauro Vieira e Marco Rubio. Nenhuma das matérias registrou resposta oficial do Palácio do Planalto às novas críticas.
A proteção de Trump assegura a Flávio Bolsonaro condições para atuar do exterior, embora não lhe restitua automaticamente a autoridade perdida entre os aliados


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