Kassio Nunes Marques diz que 90% das urnas estão prontas para o primeiro turno
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Briefing
O que importa para você
- Primeiro turno no domingo, 4 de outubro; eventual segundo turno em 25 de outubro, para presidente e governador.
- No Rio Grande do Sul, locais de votação podem mudar por causa das chuvas: vale conferir a seção antes de sair.
- Há locais de votação de reserva e rotas alternativas previstos em caso de evento climático.
Onde os lados concordam
- Cerca de 90% das urnas estão prontas, segundo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral.
- Seca no Norte e chuvas no Rio Grande do Sul são os principais riscos logísticos.
- O TSE criou uma sala de situação climática para apoiar os tribunais regionais.
O que ainda está incerto
- Em quais estados estão as urnas que ainda não ficaram prontas.
- Quantas seções podem mudar de endereço e em quantos municípios as Forças Armadas serão acionadas.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, afirmou que cerca de 90% das urnas eletrônicas estão prontas para o primeiro turno de 4 de outubro. O tribunal criou uma sala de situação climática para lidar com a seca na região Norte e as chuvas no Rio Grande do Sul, que podem afetar o acesso às seções.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, informou na terça-feira, 29 de setembro, que cerca de 90% das urnas eletrônicas estão prontas para as eleições de 2026. O anúncio foi feito durante a sessão plenária da corte, a poucos dias do primeiro turno, marcado para o domingo, 4 de outubro.
Segundo o ministro, a Justiça Eleitoral enfrentou desafios logísticos e climáticos para levar os equipamentos às seções em um país de dimensões continentais. Ele citou a seca em cidades da região Norte e as fortes chuvas em municípios do Rio Grande do Sul, onde locais de votação podem ser alterados. "A seca na região Norte nos preocupa, porque os rios são vias de acesso. Se eles secam, precisamos de ajuda das Forças Armadas para instalar as seções eleitorais", afirmou.
Para lidar com esses riscos, o tribunal criou uma sala de situação climática, que trabalha com os Tribunais Regionais Eleitorais na prevenção e no auxílio a problemas durante a votação. Mais de 158 milhões de eleitores estão aptos a escolher presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais. Um eventual segundo turno, para presidente e governador, está marcado para 25 de outubro, quando nenhum candidato obtiver mais da metade dos votos válidos, sem contar brancos e nulos.
A cobertura foi essencialmente factual e convergente. Veículos de esquerda e de direita relataram o anúncio em tom de centro, sem enquadramento ideológico, apoiados na fala do ministro. A diferença esteve no grau de detalhe. A cobertura publicada por um veículo de esquerda, de agência pública, destacou a citação direta sobre a seca e a dependência dos rios como vias de acesso, o que coloca em primeiro plano as comunidades isoladas do Norte. Já a cobertura de um veículo de direita enfatizou que mais de 90% das urnas já estavam preparadas, que parte delas já havia sido enviada aos locais de votação e que a regulamentação prevê medidas de contingência, como locais de votação de reserva e rotas alternativas para o transporte de materiais. Esse texto também descreveu a Sala Nacional de Situação Climática como uma estrutura que reúne informações meteorológicas e hidrológicas para enfrentar enchentes, deslizamentos e queimadas.
Ainda não se sabe em quais estados estão as urnas que faltam ser preparadas, nem quantas seções podem mudar de endereço por causa do clima. Também não foi informado em quantos municípios as Forças Armadas serão de fato acionadas para viabilizar a votação.
Fontes
Tribunal criou sala de situação climática para ajudar os tribunais regionais eleitorais na prevenção e no auxílio a problemas nos dias de votação.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, informou nesta terça-feira (29) que mais de 90% das