TSE: Kassio sugere selo para premiar institutos de pesquisas eleitorais
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, propôs em reunião com institutos de pesquisa a criação de um Selo Acurácia Eleitoral para reconhecer empresas com maior aderência aos resultados das urnas. A proposta surge após o TSE suspender uma pesquisa da AtlasIntel e abriu prazo para sugestões de critérios. A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa criticou a ideia, argumentando que levantamentos medem intenção de voto no momento da coleta, não previsões. O debate ocorre em meio à disputa presidencial de 2026, com números da Quaest e contestações de partidos.
Veículos de esquerda enfatizaram a reação crítica do setor de pesquisas à proposta do TSE, tratada como um equívoco técnico da Justiça Eleitoral. Para a ABEP, exigir que uma pesquisa 'acerte' o resultado é confundir ciência com bola de cristal, já que levantamentos medem a intenção de voto no momento da coleta.
Veículos de direita enquadraram o episódio pela desconfiança em relação às pesquisas desfavoráveis à oposição e pela suspeita de uso da máquina pública pelo governo Lula. A cobertura repercutiu a fala do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que disse ter levantamentos internos com diferença de dois a três pontos, muito menor do que a apontada pela Quaest, que dá a Lula vantagem sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Todos os lados reconhecem que o TSE, sob Kassio Nunes Marques, propôs um selo de acurácia para institutos de pesquisa e que a medida gerou forte reação do setor.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, propôs a criação de um Selo Acurácia Eleitoral para reconhecer os institutos de pesquisa que mais se aproximarem dos resultados das urnas em outubro. A ideia foi apresentada em reunião com representantes de 16 institutos, marcada para discutir novas balizas de divulgação após o TSE suspender uma pesquisa de intenção de voto da AtlasIntel para a Presidência. Segundo o ministro, o selo valorizaria as boas práticas e o aperfeiçoamento técnico das pesquisas. O tribunal abriu prazo até 17 de julho para receber sugestões de critérios, e a proposta ainda passará por votação.
A cobertura de centro, como a da Agência Brasil e da BBC, relatou os fatos com equilíbrio: descreveu a proposta, reservou espaço à crítica das entidades e contextualizou o debate mais amplo sobre por que as pesquisas parecem 'errar'. A BBC lembrou que, em 2022, Quaest e Datafolha chegaram a apontar vantagem de treze a dezessete pontos de Lula sobre Jair Bolsonaro no segundo turno, ao passo que a diferença nas urnas foi de cerca de dois pontos, para ilustrar como intenção de voto e resultado final não são a mesma coisa.
Veículos de esquerda destacaram a reação do setor de pesquisas, tratando a proposta como um equívoco técnico da Justiça Eleitoral. A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa afirmou que exigir que um levantamento 'acerte' o resultado é confundir ciência com bola de cristal, já que a sondagem mede a intenção de voto no momento em que é realizada. A entidade alertou ainda para um 'incentivo perverso': institutos sem rigor metodológico poderiam acompanhar as pesquisas de empresas sérias e ajustar seus números na reta final para seguir o consenso. Preocupa, nesse enquadramento, que a Justiça Eleitoral assuma o papel de árbitro da qualidade a partir de um critério considerado equivocado.
Veículos de direita enfatizaram a desconfiança em relação a pesquisas desfavoráveis à oposição e a suspeita de uso da máquina pública pelo governo. A partir de uma pesquisa Quaest que deu a Lula 45% contra 37% de Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou ter levantamentos internos com diferença de apenas dois a três pontos e sugeriu que os institutos se tornaram 'o inimigo da vez' de candidatos prejudicados. Valdemar também acusou o marketing do governo de se confundir com a Secretaria de Comunicação, comandada pelo ministro Sidônio Palmeira.
O que ainda não se sabe é quais serão os critérios técnicos definitivos do selo, se a proposta será de fato aprovada em votação e como a Justiça Eleitoral responderá às objeções dos institutos. Também permanecem sem resposta pública as acusações de uso da máquina pública dirigidas ao governo.
Presidente do PL se reuniu com coordenador da campanha de Flávio e afirmou ter levantamentos que divergem de diagnóstico da Quaest

Pesquisas de intenção de voto apresentam limitações e nem sempre vão refletir o resultado das urnas. Apesar disso, elas são extremamente importantes.


Exigir que um levantamento 'acerte' o resultado é confundir ciência com bola de cristal, criticou associação
