Tribunal Superior Eleitoral recebe 51.395 denúncias de propaganda irregular
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Pela ótica da proteção do eleitor e do espaço público, o balanço do Pardal mostra cidadãos usando um canal gratuito e sigiloso para fiscalizar campanhas. As 51.395 denúncias revelam o peso do material espalhado nas ruas e da desinformação digital, e reforçam o papel do Estado e da Justiça Eleitoral em garantir uma disputa limpa.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que o aplicativo Pardal recebeu 51.395 denúncias de propaganda irregular desde o início da campanha das eleições gerais de 2026. São Paulo lidera, seguido por Bahia, Minas Gerais e Pernambuco. Cerca de 27% das denúncias viraram processos, e um levantamento no banco de dados do tribunal aponta mais de 20 mil ações por propaganda irregular, 34% acima de 2022.
Pela ótica do controle institucional e da responsabilidade individual de cada candidato, os números mostram um sistema de fiscalização que funciona, mas também um volume crescente de judicialização. As 51.395 denúncias e as mais de 20 mil ações indicam disputa acirrada entre partidos, que usam a Justiça Eleitoral como arena contra rivais.
6 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
O Tribunal Superior Eleitoral contabiliza 51.395 denúncias de propaganda irregular feitas pelo aplicativo Pardal desde o início da campanha de 2026. São Paulo lidera, a maior parte das queixas envolve material em vias públicas, e os processos por propaganda já superam 20 mil, 34% acima de 2022.
A Justiça Eleitoral recebeu 51.395 denúncias de propaganda irregular desde o início da campanha das eleições gerais de 2026. Os registros chegaram pelo Pardal, aplicativo gratuito criado pelo Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, para que eleitores comuniquem possíveis infrações. Até agora, cerca de 27% dessas denúncias foram transformadas em processos.
São Paulo lidera o ranking, com 10.388 denúncias. Em seguida aparecem Bahia, com 5.969, Minas Gerais, com 4.635, e Pernambuco, com 3.505. Os menores volumes estão em Tocantins, Roraima e Piauí. O tipo mais comum de ocorrência, com 43,78% do total, é a propaganda irregular em vias públicas. Depois vêm as peças em propriedade particular, como pinturas de muros fora do padrão, e a publicidade em bens públicos, permitida durante a campanha só em situação excepcional e com autorização da Justiça Eleitoral. Há também queixas sobre internet, jornais, rádio, televisão e adesivos de carro acima do tamanho permitido.
Para usar o aplicativo, o eleitor entra com a senha do e-Título ou da plataforma Gov.br. A identidade do denunciante fica em sigilo, e é possível anexar fotos, vídeos, áudios e links. Casos fora do escopo do Pardal são encaminhados ao Ministério Público Eleitoral ou ao Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral.
Em Minas Gerais, o Tribunal Regional Eleitoral registrou 3.737 denúncias em 332 municípios, com Belo Horizonte à frente. Candidatos a deputado estadual são os mais denunciados. O presidente do tribunal mineiro, desembargador Carlos Henrique Perpétuo, afirmou que material irregular visível é retirado de imediato e que a infração pode gerar multa e até a cassação do candidato.
Um levantamento no banco de dados aberto do TSE ampliou o retrato. Até a semana passada, havia 20.442 processos por propaganda irregular, 34% a mais do que no mesmo período de 2022, apesar de o número de candidatos ter caído. Pela primeira vez, o tribunal etiqueta ações por uso de inteligência artificial, com 523 casos, e por deepfake, com 229. O Partido Liberal, o PL, é o mais processado, e também o que mais aciona a Justiça. O Partido dos Trabalhadores, o PT, e o PL denunciaram cada um 154 peças por uso irregular de inteligência artificial.
A cobertura foi essencialmente factual nos três campos. Veículos de esquerda reproduziram o balanço da agência pública, com ênfase no serviço ao eleitor e no funcionamento do aplicativo. A cobertura de centro foi além dos números oficiais: trouxe o recorte mineiro, com relatos de moradores incomodados com a sujeira nas ruas, e a análise do crescimento da judicialização, inclusive por deepfake. Veículos de direita também republicaram o texto da agência, destacando que só parte das denúncias virou processo.
Ainda não se sabe quantas denúncias resultaram em multa ou cassação, nem qual é a divisão exata dos processos por partido, já que o banco do TSE não indexa filiação partidária. Também segue sem resposta o que explica o salto de ações em relação a 2022.
Número é 34% maior do que nas eleições de 2022; mais de 500 casos têm relação com inteligência artificial, e pelo menos 200 são acusações de

A Justiça Eleitoral já recebeu mais de 51 mil denúncias de propaganda irregular nas eleições de 2026. Os registros foram feitos por meio do aplicativo Pardal, ferramenta criada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que eleitores possam comunicar possíveis infrações durante a campanha. São Paulo lidera o número de denúncias, com mais de 10 mil ocorrências. Na sequência aparecem Bahia, Minas Gerais e Pernambuco. Já os menores volumes foram registrados em Tocantins, Roraima e Piauí.
O principal tipo de ocorrência (43,78%) está relacionada a propagandas irregulares ou fora dos padrões em vias públicas

São Paulo, Bahia, Minas Gerais e Pernambuco são os estados com maior número de notificações

São Paulo lidera ranking com 10,3 mil denúncias pelo aplicativo Pardal.
Com mais de 3,7 mil denúncias de propaganda irregular em MG, candidatos a deputado estadual lideram queixas que podem resultar em cassação pelo TRE.
