Ala do STF ligada a Alexandre de Moraes descarta revisão da pena de Bolsonaro
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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Como decidimos →A cobertura de centro relatou, em nota de bastidores, que uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) próxima ao ministro Alexandre de Moraes não vê possibilidade de prosperar a revisão criminal pedida pela defesa de Jair Bolsonaro contra a condenação por tentativa de golpe de Estado. O texto registrou que o relator, Kassio Nunes Marques, deu dez dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar e pretende levar o caso ao plenário.
O veículo de direita reproduziu a apuração de bastidores atribuída a um veículo de centro e detalhou o argumento da defesa de Jair Bolsonaro de que a anulação de decisões iniciais derrubaria provas e depoimentos. O corpo ressalvou que a posição da ala do Supremo Tribunal Federal não é decisão formal da Corte, enquanto a manchete afirmou que o STF nega rever a pena.
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As coberturas de centro e de direita concordam que uma ala do Supremo Tribunal Federal próxima a Alexandre de Moraes não vê chance de anular a condenação de Jair Bolsonaro, que o relator Kassio Nunes Marques deu dez dias à Procuradoria-Geral da República e que o caso deve ir ao plenário.
Uma ala do Supremo Tribunal Federal próxima ao ministro Alexandre de Moraes não vê chance de a revisão criminal pedida pela defesa de Jair Bolsonaro anular a condenação por tentativa de golpe. O relator, Kassio Nunes Marques, deu dez dias à Procuradoria-Geral da República e pretende levar o caso ao plenário.
Uma ala do Supremo Tribunal Federal, o STF, próxima ao ministro Alexandre de Moraes, não vê chance de prosperar a revisão criminal pedida pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, do Partido Liberal. Segundo apuração de bastidores, ministros desse grupo rejeitam a possibilidade de que o pedido resulte na anulação da condenação por tentativa de golpe de Estado ou na liberdade do ex-presidente.
A avaliação surge enquanto o relator do pedido, ministro Kassio Nunes Marques, dá os primeiros passos no caso. Na quarta-feira, 28 de outubro, ele concedeu prazo de dez dias para que a Procuradoria-Geral da República, a PGR, se manifeste. O despacho foi assinado na segunda-feira, 26, um dia após o segundo turno da eleição presidencial.
A cobertura de centro relatou que a defesa tenta anular as decisões que deram origem às investigações sobre a tentativa de golpe, o que invalidaria provas e depoimentos do processo. Os advogados também pedem a suspensão da prisão de Bolsonaro enquanto a revisão não for julgada. Nunes Marques já havia sinalizado que não analisaria o caso durante o período eleitoral, para evitar interferência na disputa. O ministro pretende levar a revisão ao plenário, formado pelos 11 integrantes da Corte, e não está descartada uma decisão individual antes sobre o pedido de liberdade, que depois seria submetida aos demais ministros.
Veículos de direita reproduziram essa apuração, atribuindo-a a um veículo de centro, e acrescentaram uma ressalva: a posição atribuída aos ministros próximos a Moraes não representa decisão formal do Supremo nem antecipa o resultado da análise por todos os integrantes da Corte. A diferença mais visível entre as coberturas está na manchete. O texto de direita afirmou no título que o STF nega rever a pena e pôs entre aspas a expressão não vemos margem, que o próprio corpo da matéria não atribui a nenhum ministro. O título de centro limitou a afirmação a uma ala do tribunal. Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso no conjunto analisado.
As duas coberturas convergem nos fatos processuais e também nas lacunas. Nenhuma delas identificou por nome os ministros que compõem a ala citada, e nenhuma trouxe comentário da defesa de Bolsonaro sobre essa avaliação.
Até a tarde de 29 de outubro, quando saíram as matérias analisadas, a PGR ainda não havia se manifestado, não havia data para o julgamento no plenário e não se sabia se Nunes Marques decidiria sozinho, antes disso, sobre o pedido de suspensão da prisão.
Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) próxima ao ministro Alexandre de Moraes não acredita que a tentativa da defesa

Nunes Marques deu dez dias para manifestação da PGR sobre pedido de revisão penal
