Davi Alcolumbre mira indulto a Bolsonaro em troca de apoio à reeleição no Senado
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pretende propor um indulto ou uma anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em troca do apoio da direita à sua reeleição no comando da Casa em 2027, segundo dois aliados. O plano também busca conter a pressão da nova bancada de direita pelo impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, principalmente Alexandre de Moraes. Alcolumbre quer primeiro pedir ao presidente Lula um indulto humanitário e, se não houver acordo, trabalhar por uma anistia no Congresso.
A cobertura à esquerda destaca que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, trata a liberdade de Jair Bolsonaro, condenado e preso por participação numa tentativa de golpe de Estado, como moeda de troca para garantir votos na própria reeleição.
A cobertura à direita apresenta a articulação de Davi Alcolumbre como uma negociação política em que o indulto ou a anistia a Jair Bolsonaro abriria espaço para reduzir o conflito entre o Senado e o Supremo Tribunal Federal.
5 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Todos os lados relatam, com base em dois aliados, que Davi Alcolumbre quer oferecer indulto ou anistia a Jair Bolsonaro em troca de apoio da direita à reeleição no Senado e do fim da pressão pelo impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pretende pedir a Lula um indulto humanitário a Jair Bolsonaro e, se não houver acordo, articular uma anistia no Congresso. Em troca, quer apoio da direita para se reeleger em 2027 e o abandono do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá, pretende propor um indulto ou uma anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL, em troca do apoio da direita à sua reeleição no comando da Casa em 2027. A informação foi atribuída a dois aliados do senador. O movimento também busca conter a pressão pelo impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.
A nova bancada de direita, que toma posse em fevereiro, foi eleita com discurso de ataque ao Supremo e de defesa do afastamento de ministros, principalmente Alexandre de Moraes, relator do processo que condenou Bolsonaro. Alcolumbre é contra o impeachment e quer envolver os três Poderes no que chama de pacificação do país depois da eleição presidencial.
O roteiro descrito pelos aliados tem duas etapas. Primeiro, Alcolumbre quer conversar com o presidente Lula, do PT, para defender um indulto humanitário a Bolsonaro, que está preso desde agosto de 2025 pela participação numa tentativa de golpe de Estado. O indulto depende só do presidente da República. O tema não foi tratado no primeiro encontro dos dois, na segunda-feira, 26 de outubro, logo após a votação. Se Lula recusar, Alcolumbre promete trabalhar por uma anistia no Congresso. Aliados dizem que o texto teria efeito apenas penal, para tirar Bolsonaro da prisão domiciliar sem devolver a ele a elegibilidade. Hoje ele está inelegível até pelo menos 2060.
Em troca, Alcolumbre quer o compromisso da direita de abandonar o impeachment de ministros do Supremo e priorizar uma reforma do Judiciário. Ao menos 49 dos 81 senadores da nova legislatura defendem o impeachment, mas são necessários 54 votos para afastar um magistrado. Um aliado afirma que o primeiro passo é o Supremo reconhecer a constitucionalidade da lei que reduziu as penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, suspensa desde maio por decisão de Moraes.
Na disputa pela presidência do Senado, Alcolumbre conta com a esquerda e o centro, votos insuficientes para vencer. Rogério Marinho, do PL do Rio Grande do Norte, e Tereza Cristina, do PP de Mato Grosso do Sul, apostam na maioria eleita pela direita. O PL terá a maior bancada, com 29 senadores. A votação é secreta.
A cobertura de centro reproduziu a apuração com os números de bancada e registrou a reação da senadora Damares Alves, do Republicanos do Distrito Federal, que descartou qualquer acordo e classificou como asquerosa a ideia de trocar vidas por poder. Veículos de esquerda republicaram o mesmo relato e destacaram no título a troca de perdão por votos, mantendo a referência à condenação por golpe. Veículos de direita trataram o caso como urgente, explicaram a diferença entre indulto e anistia e descreveram a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil como viagem aos Estados Unidos, sem mencionar a condenação do ex-presidente.
Ainda não se sabe qual é a posição de Lula sobre o indulto humanitário nem se o Supremo vai validar a lei da dosimetria. Também não está claro como um texto de anistia separaria os efeitos penais dos eleitorais, ponto em que há divergência entre juristas, nem quando Alcolumbre pretende apresentar a proposta, que aliados dizem depender dos desdobramentos da fuga de Flávio Bolsonaro.
Presidente do Senado quer conversar com Lula para conceder um perdão humanitário ao ex-presidente


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), avalia articular um indulto ou uma anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)

Alcolumbre pretende propor indulto ou anistia a Bolsonaro e negociar apoio da direita para se reeleger presidente do Senado. Saiba mais sobre o plano.

(Folhapress) - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), vai propor um indulto ou anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em troca do
