Valdemar defende nome para vice de Flávio Bolsonaro e explica apoio a Ciro
3 veículos de esquerda · 4 veículos de centro · 1 veículo de direita

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O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, defendeu a senadora Tereza Cristina como vice na chapa de Flávio Bolsonaro e detalhou alianças do partido no Nordeste, incluindo apoio a Ciro Gomes. No dia seguinte, o ministro Flávio Dino, do STF, determinou o bloqueio de R$119,2 milhões em bens de Costa Neto, por suspeita de direcionamento irregular de emendas parlamentares por meio de servidores da Câmara dos Deputados. Flávio Bolsonaro saiu em defesa do dirigente, classificando a ação da Polícia Federal como seletiva, enquanto a defesa de Valdemar contestou as premissas da decisão.
Veículos de esquerda destacaram que a crise em torno de Valdemar Costa Neto expõe fragilidades na base de apoio de Flávio Bolsonaro: PP e União Brasil estariam próximos de retirar apoio à pré-candidatura, motivados pelo ressentimento de Ciro Nogueira com o caso do Banco Master e pela prisão de um aliado indicado por Flávio ao Senado.
Veículos de direita enfatizaram o direito de defesa de Valdemar Costa Neto e a tese de que a Polícia Federal age de forma seletiva contra adversários do governo Lula, dando amplo espaço ao argumento de que a atuação de um presidente partidário junto a deputados é natural e legítima na democracia.
8 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: falácia identificada.
Todos os lados confirmam que o STF bloqueou R$119,2 milhões em bens de Valdemar Costa Neto por suspeita de direcionamento irregular de emendas parlamentares, e que Flávio Bolsonaro saiu publicamente em defesa do dirigente, classificando a ação da PF como seletiva.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo partido, viveram dias de turbulência na articulação da chapa para 2026. Na quinta-feira (9), Costa Neto defendeu, em entrevista à BandNews TV, que a senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura, seja a vice de Flávio, e detalhou o avanço de alianças do PL no Nordeste, incluindo o apoio à candidatura de Ciro Gomes no Ceará. No dia seguinte, sexta-feira (10), a crise se instalou: o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou o bloqueio de R$119,2 milhões em bens de Valdemar Costa Neto, sob suspeita de que o dirigente tenha direcionado emendas parlamentares mesmo sem mandato no Congresso Nacional.
Segundo a Polícia Federal, na Operação Transparência, Valdemar teria contado com a ajuda de servidores da Câmara dos Deputados, entre eles Mariângela Fialek e Garigham Amarante, para atribuir a deputados federais a condição formal de solicitantes de indicações que, na prática, partiam dele. Cerca de R$104 milhões das verbas suspeitas já teriam sido efetivamente pagos. Flávio Bolsonaro saiu em defesa do presidente do partido nas redes sociais, classificando a decisão de Dino como parte de uma "perseguição seletiva" da PF contra adversários do governo Lula, e citou a apuração sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, como exemplo de suposta leniência da corporação. A defesa de Valdemar, pelos advogados Marcelo Ávila de Bessa e Thiago Fleury, chamou a decisão de baseada em "premissas frágeis" e negou qualquer vantagem pessoal ao dirigente.
A cobertura de centro, representada por CNN Brasil, Folha de S.Paulo e Band, relatou a investigação e a defesa com peso equivalente, incluindo o contraponto da apuração sobre Lulinha citada pelo próprio Flávio para sustentar sua tese de perseguição. Já veículos de esquerda, como Revista Fórum e Diário do Centro do Mundo, destacaram que a crise ocorre em meio ao enfraquecimento da aliança do PL: PP e União Brasil estariam próximos de retirar o apoio à pré-candidatura de Flávio, motivados pelo ressentimento de Ciro Nogueira, ex-Casa Civil de Bolsonaro, com o caso do Banco Master, e pela prisão de Márcio Canella, indicado de Flávio ao Senado pelo Rio de Janeiro, alvo de operação da PF por suposta lavagem de dinheiro em postos de combustível. Por outro lado, a cobertura de direita, com o Estadão, enfatizou o histórico da destinação de emendas do chamado orçamento secreto, revelado pelo próprio jornal em 2021, e deu amplo espaço à argumentação de que a atuação de um presidente partidário junto a parlamentares é natural e legítima no sistema democrático.
O que ainda não se sabe é se PP e União Brasil vão de fato formalizar a ruptura antes das convenções partidárias, marcadas para começar em 20 de julho, nem se a indicação de Tereza Cristina para vice resistirá ao desgaste das alianças. Também não há decisão final da Justiça sobre eventual responsabilidade criminal de Valdemar Costa Neto no esquema de emendas, que segue sob apuração da Polícia Federal.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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