A nova edição da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada em 3 de julho de 2026, mapeou a imagem das principais lideranças políticas do Brasil e apontou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), como o nome com a pior avaliação: 90% dos entrevistados afirmam ter uma percepção negativa do senador. Na sequência aparecem o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), ambos com 88% de imagem negativa.
Do outro lado do ranking, integrantes do Poder Executivo aparecem mais bem posicionados. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a imagem positiva, com 46% de avaliação favorável, à frente do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que registra 45% de aprovação. Ainda assim, mesmo o político mais bem avaliado tem maioria de rejeição: 54% dos entrevistados dizem ter imagem negativa de Lula.
A cobertura de centro relatou os números com foco na metodologia: o levantamento integra o monitoramento Latam Pulse, iniciativa da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg para acompanhar indicadores políticos, econômicos e sociais em sete países da América Latina. Foram ouvidos 4.999 eleitores entre os dias 26 e 30 de junho, por recrutamento digital aleatório, com margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04582/2026.
Os veículos que enquadraram os dados por uma ótica de esquerda destacaram o contraste entre o desgaste das cúpulas do Congresso e a resiliência do Executivo, lendo a liderança de Lula na imagem positiva como sinal de que a agenda social do governo preserva uma base de apoio popular. Já veículos de direita enfatizaram que a maioria dos brasileiros reprova o presidente, apesar de ele liderar o indicador positivo, e leram a alta rejeição às lideranças estabelecidas — incluindo o retorno de Aécio Neves às articulações do PSDB para 2026 — como espaço para renovação no próximo ciclo eleitoral.
O que os diferentes lados convergem é no diagnóstico central: as lideranças do Legislativo concentram os maiores índices de rejeição, enquanto o Executivo aparece relativamente melhor avaliado, num cenário de insatisfação difusa com a classe política a menos de um ano das eleições de 2026.
O que ainda não se sabe é como esses índices de imagem se traduzem em intenção de voto, já que a pesquisa mede percepção e não preferência eleitoral direta. Também não há, no material divulgado, recorte por região, faixa de renda ou escolaridade que permita entender a distribuição da rejeição e da aprovação entre diferentes perfis do eleitorado.