Vídeo de Jair Bolsonaro produzido com IA para convenção do PL vai ao TSE
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A convenção nacional do PL, em 25 de julho, oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência e exibiu um vídeo produzido com inteligência artificial que simulava um pronunciamento de Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado. A gravação, que se identificava como conteúdo artificial, criticava a prisão e pedia apoio ao filho. O caso corre em duas frentes: no STF, o ministro Alexandre de Moraes cobrou esclarecimentos sobre eventual autorização do ex-presidente, e a defesa respondeu que não houve; no TSE, sob relatoria do presidente da Corte, a federação de PT, PV e PCdoB pede remoção do vídeo, proibição de novas veiculações e multa por propaganda antecipada. Advogados eleitorais divergem sobre a existência de ilícito. Uma semana depois, outra convenção do partido, em Santa Catarina, voltou a exibir gravação com voz e imagens do ex-presidente, sem confirmação sobre o uso de IA.
Esquerda
Para a leitura da esquerda, o episódio é uma tentativa organizada de burlar uma decisão judicial. Um ex-presidente condenado por tentativa de golpe de Estado, proibido de se manifestar politicamente e de receber visitas, teve imagem e voz recriadas por inteligência artificial para pedir votos diante de milhares de pessoas e de transmissões ao vivo com alcance nacional.
Centro
A convenção nacional do PL, em 25 de julho, oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência e exibiu um vídeo produzido com inteligência artificial que simulava um pronunciamento de Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado.
Direita
Na leitura da direita, o caso mistura duas coisas distintas: uma inovação tecnológica de campanha e a permanente disputa sobre os limites do Judiciário na eleição. A campanha sustenta que não houve deepfake porque o próprio vídeo avisava, na primeira frase, tratar-se de simulação por inteligência artificial, e que a resolução do TSE mira o engano do eleitor, não o uso declarado da tecnologia.
25 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O título afirma que houve uso de novo vídeo apesar da proibição de Moraes, enquanto o corpo esclarece que o ministro questionou e advertiu, sem proibir novas exibições, e que não há confirmação de uso de IA no material. O enquadramento de reincidência e a ênfase nos ataques ao Judiciário e na condição de condenado do ex-presidente configuram leitura de esquerda.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
O núcleo factual é correto, mas o texto adiciona camadas interpretativas que desqualificam a tese da defesa: fala em estratégia de desvinculação, afirma que o argumento transforma a medida restritiva em peça da própria defesa e sublinha o que ficaria em aberto. Esse enquadramento de suspeição sobre o campo conservador e a ênfase no cumprimento da ordem judicial caracterizam a leitura de esquerda.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés ao centro
Registro de convenção com reprodução de discursos entre aspas e descrição do palanque. O veículo não endossa as afirmações de gestão, mas também não as verifica; ausência de vocabulário valorativo mantém o enquadramento factual.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O relato é correto e cauteloso quanto à autenticidade da voz, mas a seleção editorial privilegia o discurso do candidato sobre libertar o ex-presidente e os condenados de 8 de janeiro, reproduzido em bloco e sem contraponto, além de destacar a passagem emocional sobre o atentado de 2018. Essa hierarquia de citações caracteriza inclinação ao campo conservador.
Perspectivas omitidas
A convenção nacional do PL realizada em São Paulo no dia 25 de julho oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República e exibiu, diante de milhares de pessoas e de transmissões ao vivo, um vídeo produzido com inteligência artificial que simulava um pronunciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele cumpre prisão domiciliar humanitária após ser condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e está proibido de se manifestar politicamente, inclusive por meio de terceiros. Na gravação de 46 segundos, o avatar começa avisando que não é o próprio ex-presidente, afirma estar preso e calado por uma decisão que classifica como injusta e arbitrária, e pede aos apoiadores que recebam o filho de braços abertos como candidato.
Em poucos dias, a peça se transformou em objeto de duas frentes judiciais. No Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal, deu 48 horas para que a defesa esclarecesse se houve autorização do ex-presidente para o uso de sua imagem e de sua voz. O ministro descreveu dois cenários: se tivesse autorizado, haveria nova transgressão às medidas cautelares, com risco de reversão da prisão domiciliar para o regime fechado; se não tivesse, caberia apurar a responsabilidade da campanha e do partido pelo uso de conteúdo sintético. Em 29 de julho, os advogados protocolaram petição afirmando que ele não autorizou nada e que sequer poderia ter sido consultado, já que está com visitas suspensas e proibido de encontrar o filho. No dia seguinte, o candidato repetiu a versão em transmissão pela internet. Na outra frente, a federação formada por PT, PV e PCdoB apresentou representação no Tribunal Superior Eleitoral, sob relatoria do presidente da Corte, pedindo a remoção do vídeo, a proibição de novas veiculações e multa por propaganda antecipada, punição fixada em lei entre 5 mil e 25 mil reais.
A cobertura de centro concentrou-se na reconstrução técnica do caso: descreveu o conteúdo do vídeo, transcreveu a resolução de 2024 que veda o uso de conteúdo sintético para favorecer ou prejudicar candidatura ainda que haja autorização, e registrou que os advogados eleitorais consultados se dividem sobre a existência de ilícito, com avaliação predominante de que uma eventual punição ficaria em multa e retirada do material, sem cassação. Veículos de esquerda destacaram outro ângulo: o de que a tecnologia teria servido para contornar uma ordem judicial, ampliando o alcance de um condenado justamente onde ele estava proibido de falar, e sublinharam que a negativa de autorização deixa em aberto quem encomendou e produziu a peça. Veículos de direita enfatizaram a tese jurídica da campanha, segundo a qual não há deepfake quando o próprio vídeo avisa que é simulação, e a denúncia de que o Judiciário estaria interferindo na disputa; parte da cobertura conservadora, porém, criticou o próprio candidato, avaliando que a convenção girou em torno da figura paterna e de um avatar, sem apresentação de propostas de governo.
O episódio ganhou um segundo capítulo em 1º de agosto, quando a convenção estadual do partido em Santa Catarina, que oficializou candidaturas ao governo e ao Senado na presença do presidenciável, voltou a exibir um vídeo com voz e imagens do ex-presidente. O diretório estadual afirmou em nota que o áudio é autêntico, gravado em evento público de 2019, e que não houve manipulação digital. Não há confirmação independente sobre a origem do material.
O que ainda não se sabe é decisivo para o desfecho. Nenhuma fonte identificou quem encomendou, produziu e pagou o vídeo exibido na convenção nacional. Não há data marcada para a decisão do Tribunal Superior Eleitoral nem para a manifestação do ministro relator no Supremo sobre a resposta da defesa. Também permanece em aberto se a narração usada na convenção catarinense foi ou não gerada por inteligência artificial e se ela será alvo de novo questionamento judicial.

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Novo material uniu áudios e imagens antigas do ex-presidente, além de vídeos em que Jair Bolsonaro, aparentemente, aparece em um campo e abraçado com pessoas em paisagem com montanhas

Nova peça foi exibida antes da entrada de Flávio Bolsonaro em evento que confirmou a candidatura de Jorginho Mello

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O ex-vereador e candidato ao Senado por Santa Catarina participou neste sábado (1º.ago.2026) do evento do partido. Leia no Poder360.

No sábado passado, presidenciável exibiu vídeo gerado por inteligência artificial que simulava a imagem e a voz do ex-presidente, provocando questionamento do ministro do STF Alexandre de Moraes

Senador diz que não há nada de errado com a legislação enquanto caso é julgado por STF e TSE

Advogados eleitorais se dividem sobre ilícito eleitoral e afastam risco de cassação da candidatura no momento

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Senador argumentou que a resolução do TSE trata apenas sobre propaganda eleitoral, que ainda não começou oficialmente, e que não é possível controlar a tecnologia

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Segundo apuração do analista de Política da CNN Teo Cury, uso de IA e pedido de votos podem ser questionados no TSE e no STF

Advogados alegam que prisão domiciliar e restrições de visita impediam qualquer consulta prévia ao ex-presidente sobre a gravação.

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Advogados devem afirmar ao STF que decisão de usar gravação partiu da campanha do senador e do PL

Vice na chapa, Gilberto Kassab diz que evento do presidenciável do PL ‘fugiu dos objetivos’ esperados pela sociedade

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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou nesta quarta-feira (29) uma petição no Supremo Tribunal Federal negando que ele tenha autorizado o uso de
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, será o relator da ação que questiona o vídeo produzido com inteligência artificial para simular um pronunciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, exibido durante a convenção nacional do PL que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. A ação de autoria do PT, PCdoB e PV, argumenta que o vídeo fez referência direta ao cargo em disputa e fez pedido explícito de voto, além de reforçar que as regras do TSE proíbem o uso de conteúdo sintético para favorecer uma candidatura. No Central Meio de hoje, o advogado especialista em Direito […]

O Partido dos Trabalhadores (PT), por meio de seu presidente nacional, Edinho Silva, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um

Vídeo de IA de Bolsonaro em convenção do PL motiva ações no TSE e STF, com especialistas alertando para riscos de multas e revogação da prisão domiciliar.

Condição de ser o escolhido do pai oferece base firme para ir ao segundo turno, mas obstáculo para que o candidato se constitua como uma persona política singular
O título usa a expressão cerco de Moraes, de carga dramática, mas o corpo é rigoroso: afirma que não foi possível confirmar o uso de IA na nova gravação, cita a decisão do ministro entre aspas e recupera outros processos com datas. Predomina o registro factual.
Perspectivas omitidas
Traz a versão oficial do partido citada na íntegra, descreve o vídeo com cautela ao dizer que as imagens aparentavam ter sido geradas por IA, registra a ausência de manifestação da campanha e reproduz as falas dos irmãos sem endosso. Comparações históricas polêmicas aparecem como citação atribuída, não como voz do veículo.
Perspectivas omitidas
Registro sóbrio: afirma que não há informação sobre a origem do áudio, recupera o episódio da convenção nacional e lista as candidaturas aprovadas. Discursos aparecem entre aspas, sem adjetivação do veículo.
Perspectivas omitidas
Formato de transcrição documental: o veículo não interpreta nem comenta, apenas identifica o evento e reproduz a fala completa. A carga ideológica é do orador, não do texto jornalístico, o que sustenta a classificação factual, ainda que a ausência total de contexto reduza a qualidade.
Perspectivas omitidas
Atribui todas as avaliações ao candidato com verbos neutros, transcreve o teor do vídeo de 46 segundos e organiza as duas frentes, no TSE e no STF, com precisão. O veículo não adere nem refuta a tese jurídica exposta, o que o mantém no registro factual.
Perspectivas omitidas
Registra explicitamente que os advogados eleitorais ouvidos se dividem sobre a existência de ilícito, cita a resolução do TSE na íntegra, expõe o pedido dos partidos e a réplica da campanha, e quantifica a multa prevista em lei. É o padrão de cobertura factual com paridade entre as partes.
Perspectivas omitidas
Relato direto da live com citações entre aspas, seguido da recapitulação da resposta da defesa e da advertência do ministro. Sem adjetivos do redator e sem hierarquia valorativa entre as versões.
Perspectivas omitidas
Reprodução fiel das falas do candidato, com blocos separados explicando o vídeo original, a ação do PT no TSE e o questionamento do ministro no STF. O único ponto de inclinação é o parágrafo final, que atribui a ministros não identificados a expectativa de punição.
Perspectivas omitidas
Analisa as duas frentes jurídicas com equilíbrio, reproduz o texto da resolução de 2024, pondera explicitamente que a brecha para punição não significa descumprimento comprovado e informa que os especialistas se dividem. O aviso final de que parte do texto deriva de transcrição de vídeo aumenta a transparência.
Perspectivas omitidas
Estrutura factual: apresenta o argumento da defesa, cita a petição, explica as duas hipóteses abertas por Moraes e recupera a punição anterior de 11 de julho com datas e prazos. Não adere a nenhuma das teses e nomeia o número do processo.
Perspectivas omitidas
Texto econômico e neutro: registra a negativa da defesa, a advertência de Moraes sobre possível inelegibilidade e informa que a campanha do candidato foi procurada e não se manifestou. Ausência de adjetivação e presença de tentativa de contraditório sustentam o enquadramento factual.
Perspectivas omitidas
Apuração de bastidor apresentada com clareza sobre o grau de certeza, com exposição equilibrada dos dois cenários descritos pelo ministro e da leitura de aliados sobre o risco para a campanha. Não há vocabulário valorativo sobre as partes.
Perspectivas omitidas
O veículo transcreve as críticas de um adversário e de seu vice sem endossá-las, mantendo verbos neutros de atribuição e informando o contexto do encontro com empresários de comunicação. O trecho sobre regulação de IA e direitos autorais amplia o escopo sem carga ideológica do redator.
Perspectivas omitidas
Mesma estrutura factual da versão AMP: separa o que é decisão do ministro, o que é tese da defesa e o que é avaliação reservada de aliados, sem tomar partido. A ênfase final na exposição do candidato é apresentada como leitura de terceiros, não do veículo.
Perspectivas omitidas
Texto curto e descritivo: informa que Kassio Nunes Marques será relator, resume o argumento de PT, PCdoB e PV e cita a proibição de conteúdo sintético. Não adjetiva as partes nem adere a uma das teses; boa parte do corpo é chamada para o programa do próprio veículo.
Perspectivas omitidas
Descreve o vídeo com citações diretas, explica o que é deepfake, situa a restrição imposta ao ex-presidente e apoia a análise em advogado eleitoral identificado com titulação. O tom é técnico e evita adjetivos; a limitação está em ouvir apenas um lado da controvérsia jurídica.
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Texto enxuto e preciso: informa que não está claro se a voz foi gerada por IA, descreve as imagens, cita a decisão do ministro entre aspas e registra que a campanha foi procurada e o espaço segue aberto. Sem adjetivação nem hierarquia valorativa.
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
O texto usa o verbo minimizou para caracterizar a fala do candidato e explicita que a tese da defesa pode prejudicá-lo, mas ambas as passagens são conclusões amparadas nas regras descritas, não juízo ideológico. Cronologia precisa e ausência de vocabulário de campo mantêm o artigo no registro factual.
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Conteúdo idêntico ao da versão principal: relato das declarações, contexto da prisão domiciliar e avaliação de que a punição provável seria multa e retirada do conteúdo. Sem enquadramento ideológico do redator.
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar do perfil editorial do veículo, o texto relata a iniciativa do PT em registro descritivo, cita trecho literal da petição e recupera o precedente da carta lida por Flávio. Não há vocabulário valorativo contra nenhum dos lados, o que aproxima o artigo do enquadramento factual.
Perspectivas omitidas
Coluna de crítica liberal-conservadora ao bolsonarismo: cobra do candidato existência política autônoma, mérito próprio e capacidade de liderança, vocabulário típico do campo de direita quando avalia dinastia familiar e fragilidade de alianças. Não defende pauta de proteção social nem crítica ao poder econômico; o eixo é accountability pessoal e institucional.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
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