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O Ministério Público do Trabalho firmou um Termo de Ajuste de Conduta com os influenciadores Viih Tube e Eliezer, encerrando em definitivo o reality show "As Patroas", que colocava 11 empregados domésticos da casa do casal em provas por dinheiro, prêmios e redução de jornada. O acordo, anunciado em 29 de julho de 2026, prevê pagamento de R$ 350 mil por dano moral coletivo, remoção do conteúdo em até 48 horas e uma série de obrigações de conduta, com multa em caso de descumprimento.
O Ministério Público do Trabalho fechou um Termo de Ajuste de Conduta com os influenciadores digitais Viih Tube e Eliezer que encerra em definitivo o reality show "As Patroas" e obriga o casal a pagar R$ 350 mil por dano moral coletivo. O anúncio foi feito em 29 de julho de 2026, semanas depois de o programa provocar forte reação nas redes sociais. O conteúdo colocava 11 empregados domésticos da própria residência do casal, entre babás, cozinheira e motorista, para competir por dinheiro, prêmios materiais e redução de jornada de trabalho.
Toda a cobertura converge sobre os termos do acordo. Além do pagamento, o casal se comprometeu a retirar do ar, em até 48 horas, qualquer conteúdo que exponha trabalhadores a situações humilhantes; a não produzir novos programas do gênero, mesmo com consentimento dos funcionários; a não exigir nem incentivar a participação de empregados em produções semelhantes; e a não retaliar quem se recuse a participar ou denuncie irregularidades. Também terá de publicar três vídeos com conteúdo educativo sobre os direitos dos empregados domésticos. Em caso de descumprimento, o acordo prevê multa de R$ 50 mil por cláusula violada e mais R$ 5 mil por trabalhador afetado. O estopim da crise foi uma prova em que os participantes procuravam moedas escondidas em locais como vasos sanitários e lixeiras; apenas o primeiro episódio chegou a ir ao ar antes de ser retirado.
A cobertura de centro deu peso à fala da procuradora responsável pelo caso, para quem o consentimento do trabalhador não autoriza a exposição de sua imagem a situações humilhantes, e registrou que o acordo nasceu do diálogo entre o órgão e os influenciadores, que teriam demonstrado compreender a gravidade do episódio. Essa cobertura também informou que houve tentativa de ouvir o casal após o acordo, sem resposta até a publicação, e relembrou a defesa apresentada pelos dois quando a polêmica estourou: a de que o programa era roteirizado, contava com participação consensual e pretendia provocar debate sobre a precarização do trabalho e a escala 6x1, seis dias de trabalho para um de folga.
Veículos de direita trataram o desfecho sobretudo como multa aplicada a celebridades, com foco na punição individual e no encerramento do caso, sem estender a discussão à regulação do trabalho doméstico nem ao alcance da atuação do órgão. Nenhum veículo de esquerda integrou este recorte de cobertura até agora; a leitura característica desse campo enfatizaria a assimetria de poder entre patrão e empregado dentro de casa, o fato de o descanso ter sido oferecido como prêmio de competição em vez de direito, e a necessidade de fiscalização permanente em vez de acordo pontual.
O que ainda não se sabe é o destino concreto dos R$ 350 mil pagos a título de reparação coletiva: nenhuma das matérias detalha fundo ou entidade beneficiária. Também não está claro se os 11 trabalhadores continuam empregados pelo casal, se receberão qualquer reparação individual além do valor coletivo, e se o episódio terá desdobramento adicional na esfera trabalhista. Os influenciadores, procurados depois da assinatura do acordo, não haviam se manifestado até a publicação das reportagens.
Toda a cobertura relata os mesmos fatos centrais: o acordo com o Ministério Público do Trabalho encerra o programa em definitivo, fixa R$ 350 mil por dano moral coletivo, obriga a remoção do conteúdo em até 48 horas e registra que a investigação começou após a repercussão de uma prova considerada humilhante. Ninguém contesta que os participantes eram empregados domésticos da casa do casal.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
O texto reproduz os termos do TAC com precisão e cita a procuradora do Trabalho como fonte principal, sem vocabulário valorativo próprio. Registra também a versão anterior do casal, de que o conteúdo era roteirizado e visava ao debate sobre a escala 6x1. O enquadramento acompanha o órgão público, mas sem editorializar.
Perspectivas omitidas
Texto de agência com estrutura factual clássica: o que foi acordado, quanto, por quê, e o que dizem as partes. Registra a tentativa frustrada de ouvir o casal e reproduz declarações anteriores dos dois, inclusive o reconhecimento parcial das críticas por parte de um deles. Não há vocabulário valorativo nem enquadramento de lado.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O corpo disponível é apenas o lede de uma coluna de opinião, interrompido antes de qualquer argumentação. Os fatos descritos (TAC, encerramento do programa, 11 empregados) são neutros e não sustentam leitura ideológica. O único sinal de enquadramento é o título tratar o valor como multa, e não como reparação por dano moral coletivo, o que é fraco demais para fixar um lado.

Termo inclui retirada dos conteúdos publicados nas redes sociais e encerramento definitivo de "As patroas".
O Ministério Público do Trabalho fechou Termo de Ajuste de Conduta com os influenciadores Viih Tube e Eliezer, encerrando de forma definitiva o reality show As Patroas. O programa reunia 11 empregados domésticos do casal em disputas por dinheiro, redução de jornada e prêmios, e havia sido investigado após a repercussão de uma dinâmica em […]

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Perspectivas omitidas



