Violência política no segundo turno deixa mortos e feridos entre apoiadores de Lula
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A reta final do segundo turno foi marcada por uma escalada de violência contra eleitores de Lula, com mortes, feridos e espancamentos registrados em vídeo de Minas Gerais a Goiás. A cobertura destaca a vulnerabilidade de quem foi às ruas manifestar apoio ao presidente reeleito e cobra investigação e identificação dos agressores, muitos deles vestidos com cores e símbolos da campanha de Flávio Bolsonaro.
Na véspera e no dia do segundo turno da eleição presidencial de 2026, apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), foram alvo de agressões em diferentes estados.
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As fontes concordam que a vereadora Iara Pimentel foi agredida em carreata pró-Lula em Montes Claros e que o engenheiro Marcelo de Oliveira Rocha foi espancado após ato político em Santos, ambos no sábado, 24 de outubro.
Apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva foram alvo de agressões na reta final do segundo turno de 2026. A vereadora Iara Pimentel foi ferida em Montes Claros, o engenheiro Marcelo de Oliveira Rocha morreu após espancamento em Santos e a Polícia Federal abriu inquérito. Autoria e motivação de vários casos seguem sob investigação.
A reta final do segundo turno da eleição presidencial de 2026 foi marcada por uma série de agressões contra apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), reeleito no domingo, 25 de outubro, sobre Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL). Os casos incluem mortes, feridos e espancamentos em Minas Gerais, São Paulo e Goiás.
Dois episódios aparecem em toda a cobertura. Na noite de sábado, 24, a vereadora Iara Pimentel (PT) foi atingida no rosto durante uma carreata de apoio a Lula em Montes Claros, no norte de Minas Gerais. Os agressores usavam roupas amarelas, carregavam uma bandeira do Brasil e o número 22, associados à campanha de Flávio Bolsonaro. A vereadora foi atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu, e sobreviveu. A Polícia Federal abriu inquérito para identificar os responsáveis. Também no sábado, o engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, foi espancado depois de se afastar de um ato político em Santos, no litoral paulista.
A cobertura de centro relatou os ataques a partir da votação do vice-presidente Geraldo Alckmin, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), em São Paulo. Ao votar, ele lamentou os atos de violência, que atribuiu aos adversários, e disse que as vítimas foram covardemente agredidas por manifestarem opinião política. Na mesma fala, afirmou estar confiante no resultado e comparou a mobilização da campanha às Diretas Já.
Veículos de esquerda destacaram a gravidade e a extensão dos casos. Segundo essa cobertura, Marcelo teve morte encefálica confirmada no domingo, e a família levanta suspeita de motivação política e homofóbica. Em Vargem Alegre, no Vale do Rio Doce, Elisabete Martins Chaves, de 54 anos, morreu atropelada enquanto esperava uma carreata pró-Lula; moradores atribuem o atropelamento a um apoiador de Flávio Bolsonaro. Em Montes Claros, uma criança também teria se ferido. Em Rio Verde, Goiás, vídeos mostram um homem espancado por um grupo com camisetas amarelas após o resultado. Em Florianópolis, uma testemunha acusa policiais militares de atropelar um motociclista durante a comemoração. Há ainda relato de uma mulher esfaqueada no Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo. A mesma cobertura ressalva que boatos de dez mortes em Rio Verde e de outras vítimas não foram confirmados.
Não houve cobertura de veículos de direita entre as fontes reunidas sobre esses episódios, de modo que a leitura desse campo não aparece no material disponível.
O que ainda não se sabe é decisivo. A autoria e a motivação política da maior parte dos casos não foram esclarecidas pelas polícias. Os agressores de Santos não foram identificados, e a ligação do motorista de Vargem Alegre com a campanha adversária depende de comprovação. As polícias de Goiás e de Santa Catarina ainda não apresentaram balanço sobre as denúncias de Rio Verde e Florianópolis, nem a campanha de Flávio Bolsonaro se manifestou sobre as acusações.
Vereadora do PT foi agredida durante carreata em Montes Claros (MG), e engenheiro ambiental foi espancado após ato político em Santos (SP), no sábado (24)

Atropelamento fatal em Minas, vereadora ferida, homem espancado em Goiás e novas denúncias vieram à tona após a eleição
