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O ministro Cristiano Zanin, do STF, arquivou nesta sexta-feira o inquérito que investigava o ministro Og Fernandes, do STJ, por suspeita de participação em um esquema de venda de decisões judiciais. Relator do caso, Zanin acolheu a manifestação da Procuradoria-Geral da República, que concluiu não haver indícios mínimos de crime. A investigação é um desdobramento da Operação Sisamnes, que apura um suposto mercado de sentenças no STJ. Os inquéritos contra os ministros Moura Ribeiro e Marco Buzzi seguem abertos.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta sexta-feira, 31 de julho de 2026, o arquivamento do inquérito que investigava o ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, por suspeita de participação em um esquema de venda de decisões judiciais. Relator do caso, Zanin acolheu a manifestação da Procuradoria-Geral da República, que havia concluído, na véspera, não existirem indícios mínimos para sustentar a continuidade da apuração. A investigação é um desdobramento da chamada Operação Sisamnes, da Polícia Federal, que apura um suposto mercado de sentenças no STJ envolvendo empresários, advogados, magistrados e intermediários.
A cobertura de centro relatou os fatos de forma detalhada: as suspeitas surgiram da análise de dados extraídos do celular do advogado Roberto Zampieri, assassinado a tiros em Cuiabá, em dezembro de 2023. Segundo a Polícia Federal, o material apontava que o então chefe de gabinete de Og Fernandes, Rodrigo Falcão de Oliveira Andrade, poderia atuar como intermediário entre interesses privados e decisões judiciais. Os investigadores mencionaram movimentações financeiras atípicas. Após quase um ano de apuração, com quebras de sigilo bancário e fiscal, a PGR afirmou que não se formou uma linha segura vinculando as operações identificadas a decisões proferidas pelo ministro.
Há pontos em que todos os veículos convergem. A decisão seguiu o parecer da PGR; o procurador-geral Paulo Gonet sustentou que não emergiu fato indicando recebimento de vantagem indevida em razão da função; e os inquéritos contra os ministros Moura Ribeiro e Marco Buzzi seguem abertos. Zanin registrou que não cabe ao relator substituir o titular da ação penal para formular juízo de oportunidade e conveniência sobre o mérito da investigação, sobretudo quando o próprio Ministério Público afirma não ter identificado elementos suficientes.
As ênfases da cobertura variaram. Veículos de esquerda destacaram o argumento de que a apuração, ainda que prolongada e com todas as diligências deferidas, não produziu prova de crime, valorizando o respeito ao devido processo legal e à prerrogativa do Ministério Público. Veículos de direita enfatizaram o ângulo do controle institucional: uma investigação sobre venda de sentenças, nascida de movimentações financeiras atípicas e de um empréstimo de 92,6 mil reais, foi encerrada sem denúncia, enquanto os autos permaneceram sob sigilo e outras apurações contra magistrados continuam. A cobertura de centro detalhou a fundamentação técnica, incluindo o argumento da PGR de que as decisões do ministro foram invariavelmente contrárias ao grupo empresarial supostamente beneficiado.
O que ainda não se sabe: o desfecho dos inquéritos que permanecem abertos contra Moura Ribeiro e Marco Buzzi, os rumos da denúncia apresentada em maio contra o lobista e demais acusados na Operação Sisamnes, e o conteúdo integral dos autos, que Zanin manteve sob sigilo. O gabinete de Og Fernandes não se manifestou até a publicação das reportagens.
Todos os lados reconhecem que Zanin apenas seguiu o parecer da PGR, que não encontrou provas de vantagem indevida, e que os inquéritos contra outros dois ministros do STJ seguem abertos.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Apesar de o veículo ter perfil de esquerda, o texto relata os fatos de forma direta, cita a PGR e Gonet e reproduz a fundamentação de Zanin sem carga valorativa; enquadramento factual, próximo do CENTER.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Cobertura factual e detalhada: cita PGR, PF, Gonet, nomes dos investigados e a fundamentação técnica do arquivamento. Sem vocabulário valorativo; paridade de fontes. CENTER claro.
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Veículo de perfil à direita, mas o texto é técnico-factual: detalha a fundamentação da PGR (decisões contrárias ao grupo Brennand, empréstimo de R$ 92,6 mil) e o histórico da Operação Sisamnes. Enquadramento predominantemente factual, apesar da digressão inicial sobre Zanin.

Cristiano Zanin arquivou inquérito sobre possível venda de decisões envolvendo Og Fernandes após a PGR apontar falta de elementos.

A decisão ocorre após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que indicou que não há elementos suficientes de crimes contra o magistrado do STJ

Ministro do STF seguiu parecer da PGR, que solicitou o arquivamento do caso apontando não ter identificado elementos indiciários mínimos a justificar o prosseguimento da persecução

PGR concluiu que diligências não encontraram indícios mínimos para justificar a continuidade da investigação contra Og Fernandes
Reporte para que a equipe revise. Sua contribuição ajuda a melhorar a cobertura.
Texto factual e equilibrado: relata a decisão, a origem das suspeitas (celular de Zampieri), a atuação do ex-chefe de gabinete e a conclusão da PGR, com citação direta do despacho. CENTER.
Perspectivas omitidas
Perspectivas omitidas


