Cristiano Zanin nega liminar e CPI do Banco Master fica parada com 41 assinaturas
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O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, negou em 22 de setembro de 2026 o pedido de liminar do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) que pretendia obrigar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a dar andamento ao requerimento de criação da CPI do Banco Master. O relator afirmou que, para questionar judicialmente a omissão de um presidente de Casa Legislativa, é preciso prova pré-constituída e inequívoca, e que os documentos anexados não permitem essa conclusão em juízo preliminar. Zanin também considerou que o novo requerimento parece ser desdobramento de um pedido anterior sobre os mesmos fatos, e não fato novo. A decisão não encerra o caso: Alcolumbre foi notificado a prestar informações, a Advocacia-Geral da União e a Procuradoria-Geral da República devem se manifestar e o pedido poderá ser reavaliado.
Pelo prisma do controle institucional e da responsabilização de quem exerce poder, a decisão é tratada como novo revés na tentativa de investigar a relação entre ministros do Supremo e Daniel Vorcaro.
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Toda a cobertura registra os mesmos fatos: a liminar foi negada por falta de prova de omissão da Presidência do Senado, o requerimento com 41 assinaturas segue sem leitura desde 9 de março de 2026, e a decisão não encerra o processo, que ainda passará por informações de Davi Alcolumbre, pela Advocacia-Geral da União e pela Procuradoria-Geral da República.
A CPI que investigaria a relação de ministros do Supremo com Daniel Vorcaro continua no papel. Cristiano Zanin negou a liminar que obrigaria Davi Alcolumbre a ler o requerimento protocolado em março com 41 assinaturas, por falta de prova de omissão, mas manteve o processo aberto e pediu explicações ao Senado antes de decidir de novo.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, negou na terça-feira, 22 de setembro de 2026, o pedido de liminar apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) para obrigar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a dar andamento ao requerimento de criação da CPI do Banco Master. O requerimento foi protocolado em 9 de março de 2026 e reúne 41 assinaturas, acima do mínimo constitucional de 27 senadores, mas segue sem leitura em plenário quase seis meses depois, com status de aguardando encaminhamento.
O objeto da comissão é apurar possíveis relações pessoais, financeiras ou de outra natureza entre os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, além de eventuais reflexos desses vínculos sobre a atuação funcional dos magistrados. Zanin, sorteado relator do mandado de segurança na véspera, escreveu que quem alega ato omissivo de presidente de Casa Legislativa precisa apresentar prova pré-constituída e inequívoca da omissão inconstitucional, e que os documentos anexados não permitem essa conclusão neste exame preliminar. O relator também apontou que o próprio senador reconheceu a existência de um requerimento anterior sobre o mesmo caso, de objeto mais amplo, e avaliou que o novo pedido parece constituir desdobramento daquele mesmo conjunto de fatos, e não fato novo.
A cobertura de centro relatou que a decisão não encerra o processo. Zanin determinou a notificação de Alcolumbre para prestar informações, deu ciência à Advocacia-Geral da União e encaminhará o caso à Procuradoria-Geral da República antes de reavaliar o pedido, que somente depois poderá chegar ao colegiado. Esses veículos também detalharam o desenho da comissão pretendida, com 11 titulares, seis suplentes, prazo de funcionamento de 120 dias e limite de despesas de R$ 50 mil, e lembraram que existem sete iniciativas em tramitação no Congresso para investigar o banco, todas dependentes da leitura do requerimento pela presidência da respectiva Casa. Na Câmara, uma comissão exige 171 assinaturas; no Senado, 27; uma comissão mista exige os dois quóruns ao mesmo tempo.
Veículos de direita enfatizaram o caráter de revés político da decisão e a resistência da cúpula do Congresso a qualquer comissão sobre o caso, tratando a paralisação como proteção institucional a ministros do Supremo. Nessa cobertura ganharam relevo a nota do senador Alessandro Vieira, que falou em tentativa de empurrar os escândalos para debaixo do tapete, e a leitura de que a negativa contrasta com o entendimento histórico da própria Corte de que a criação de CPI é prerrogativa das minorias parlamentares. Nenhum veículo de esquerda integrou este conjunto de cobertura, e por isso não há enquadramento de esquerda a atribuir sobre a decisão.
Os dois campos presentes convergem nos fatos centrais: a liminar foi negada por ausência de prova de omissão, o processo permanece aberto e o requerimento continua sem leitura. Convergem também no contexto. A crise interna no Supremo se abriu depois da revelação de pelo menos 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Alexandre de Moraes, e em 15 de setembro o tribunal interrompeu, por pedido de vista de Flávio Dino, o julgamento sobre a forma de tramitação dos procedimentos que envolvem Moraes e André Mendonça, com placar parcial de 4 a 3. A divergência está na ênfase: a cobertura de centro trata o caso como exigência processual de prova, enquanto a de direita o trata como blindagem de autoridades. Em nota, Vieira classificou a decisão como decepção, disse que juntará novas informações e citou como precedente a ordem do Supremo que determinou a instalação da CPI da Pandemia, em 2021.
O que ainda não se sabe é quando Alcolumbre responderá ao Supremo e qual explicação dará sobre o tratamento conferido aos requerimentos, se Zanin reverá o entendimento depois das manifestações do Senado, da Advocacia-Geral da União e da Procuradoria-Geral da República, e qual é a situação real de tramitação do requerimento anterior citado na decisão. Também não há consenso documentado sobre o número de apoios: parte da cobertura registra 35 assinaturas iniciais e parte informa 41 apoios já formalizados. Nenhuma das reportagens traz manifestação da presidência do Senado sobre a decisão.
Mensagens no celular de Daniel Vorcaro, periciado pela PF, mostram mensagem de Chiquinho Feitosa (ex-cunhado de Gilmar Mendes) relatando jantar com ministro do STF Cristiano Zanin. Leia no Poder360.

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou na terça-feira (22) um pedido de liminar apresentado pelo senador

Ministro entendeu não haver, neste momento, elementos que justifiquem uma intervenção urgente do STF no Senado, mas pediu manifestação de Alcolumbre, da AGU e da PGR

Ministro considerou insuficientes as provas de omissão, pediu informações a Alcolumbre e deixou aberta a possibilidade de reexaminar o caso.

Ministro do STF considerou que não há elementos suficientes para comprovar omissão da Presidência do Senado na criação da comissão

Ministro do STF diz que ainda não há elementos suficientes para comprovar omissão de Davi Alcolumbre

Ministro do STF entendeu que não havia elementos suficientes para comprovar omissão do Senado; decisão ainda pode ser revista

Ministro afirmou que não foram apresentados elementos suficientes para comprovar uma omissão ilegal na condução dos requerimentos

Comissão visava apurar relação de Daniel Vorcaro com outros ministros do STF. Zanin afirmou que não não ficou comprovada omissão de Davi Alcolumbre

Ministro do STF entendeu que não ficou evidente uma omissão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, ao optar por não instalar a comissão. Leia no Poder360.

Segundo o ministro, não há elementos que justifiquem intervenção do Supremo sobre prerrogativas do Legislativo

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou na terça-feira, 22, o pedido de liminar apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) para obrigar o Senado a dar andamento à CPI do Banco Master. Para o ministro, não ficou demonstrada, neste momento, uma omissão ilegal do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que justificasse a intervenção do Judiciário.
Ministro do STF considerou que pedido do senador não apresentou provas de omissão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, ao tratar do requerimento

Ministro do STF rejeitou mandado de segurança apresentado por Alessandro Vieira, que queria investigar Moraes e Toffoli

O ministro Cristiano Zanin negou determinar a instalação da CPI do Master por não identificar omissão ilegal da Presidência do Senado na análise dos requerimentos.

O ministro do STF afirma que não ficou comprovada omissão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, Vieira anunciou que recorrerá

Ministro do STF afirmou que não há, neste momento, elementos suficientes para comprovar omissão ilegal de Davi Alcolumbre sobre a comissão

Ação foi movida pelo senador Alessandro Vieira para obrigar Alcolumbre a ler requerimento de criação de CPI

Ministro do STF afirmou que não há, neste momento, elementos suficientes para comprovar omissão ilegal de Davi Alcolumbre sobre a comissão

Nesta matéria: viés de centro.