Zema acusa Alcolumbre de travar CPI do Banco Master e pede sua saída do Senado
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Resumo da cobertura
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Como decidimos →O candidato à Presidência Romeu Zema, do Partido Novo, voltou a cobrar do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a instalação da CPI do Banco Master, em agenda de campanha em Jaguariúna, no interior de São Paulo, em 24 de setembro de 2026. Zema afirmou que Alcolumbre está "envolvido até o pescoço" com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master e preso na Operação Compliance Zero, e defendeu a escolha de um novo presidente para a Casa. Uma CPI no Senado depende de 27 assinaturas, e o candidato diz que o requerimento do Novo já reuniu 53. O Congresso acumula ao menos sete pedidos de investigação sobre o caso. Alcolumbre nega ter recebido valores no Brasil ou no exterior e diz que vai processar quem faz as acusações.
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As duas coberturas registram o mesmo núcleo: Romeu Zema cobrou publicamente a instalação da CPI do Banco Master e defendeu a escolha de um novo presidente do Senado, atribuindo a Davi Alcolumbre a responsabilidade pelo travamento da investigação.
Em agenda de campanha no interior de São Paulo, o candidato do Partido Novo à Presidência cobrou a instalação da CPI do Banco Master e disse que o Senado precisa de um novo presidente. O requerimento do partido teria 53 assinaturas, acima das 27 exigidas. Davi Alcolumbre nega ter recebido valores do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e anuncia medidas judiciais.
O candidato à Presidência da República Romeu Zema, do Partido Novo, voltou a pressionar publicamente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil, pela instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o Banco Master. Em agenda de campanha em Jaguariúna, no interior de São Paulo, em 24 de setembro de 2026, o ex-governador de Minas Gerais disse que o Senado precisa de um novo presidente e acusou Alcolumbre de estar, nas palavras dele, envolvido até o pescoço com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, preso na Operação Compliance Zero. A frase que fechou a declaração foi direta: temos uma eleição, se ele não fizer por bem, vai ter que fazer por mal.
A cobrança tem lastro em números de regimento. A abertura de uma CPI no Senado depende de pelo menos 27 assinaturas de senadores. Na Câmara dos Deputados, são necessários 171 signatários. Uma comissão mista, formada por parlamentares das duas Casas, exige os dois números ao mesmo tempo. Segundo Zema, o requerimento protocolado pelo próprio Partido Novo já reuniu 53 assinaturas, acima do mínimo, e por isso a instalação teria deixado de ser escolha política. O Congresso Nacional acumula ao menos sete pedidos de abertura de investigação relacionados ao caso.
A cobertura de centro relatou também o contraponto. A proposta de delação premiada apresentada pela defesa de Vorcaro inclui a informação de repasses ao presidente do Senado: US$ 30 milhões, cerca de R$ 155 milhões na cotação atual, valor que teria sido depositado em conta no exterior e depois transferido como contrapartida por apoio a uma demanda de interesse do Banco Master, em operação que teria sido intermediada por Augusto Lima, ex-sócio do ex-banqueiro. Alcolumbre afirma que as informações são absolutamente falsas, que jamais recebeu valores no Brasil ou no exterior e que adotará todas as medidas judiciais cabíveis, nas esferas cível e criminal, contra quem faz as acusações e deve apresentar as provas que diz possuir. A mesma cobertura registra que, em março, o senador Eduardo Girão, candidato a vice na chapa de Zema, protocolou ação no Conselho de Ética do Senado contra Alcolumbre por alegada omissão ao não pautar pedidos de CPI e de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.
As divergências de cobertura aparecem no que cada lado escolheu colocar em primeiro plano. Veículos de direita enfatizaram o ângulo eleitoral e institucional da fala, apresentando-a como defesa, por um candidato à Presidência, da escolha de um novo presidente para o Senado, com a frase de efeito no título e sem a resposta do acusado. A cobertura de centro deu mais espaço ao mecanismo, às contas de assinaturas e à negativa formal de Alcolumbre, tratando os repasses sempre no condicional, porque partem de uma proposta de delação e não de decisão judicial. Não há, no conjunto de fontes reunido para esta história, cobertura de veículos de esquerda sobre o episódio, de modo que o contraponto habitual desse lado, que costuma deslocar o foco da disputa pelo comando da Casa para o prejuízo de correntistas e para o custo público de um banco sob suspeita, não está representado por nenhuma matéria própria.
O que ainda não se sabe é decisivo. Não há informação sobre se e quando Alcolumbre pautará algum dos sete requerimentos, nem qual deles teria prioridade. A contagem de 53 assinaturas é atribuída ao próprio candidato e não foi confrontada com a lista oficial protocolada. Também segue aberto o estágio da proposta de delação de Vorcaro, se ela foi ou não homologada, e nenhuma das partes apresentou publicamente documento que comprove ou afaste o repasse citado. Por fim, não há definição sobre o andamento da ação no Conselho de Ética do Senado contra o presidente da Casa.
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Romeu Zema (Novo) voltou a pressionar Davi Alcolumbre (União-AP) pela abertura de investigação do Caso Master no Senado
