
Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.

Pesquisa Datafolha divulgada em 25 de junho de 2026 mostra que 79% dos brasileiros apoiam a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, o menor índice desde o início da série histórica em 2003. O levantamento ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios, com margem de erro de dois pontos, e foi registrado no TSE. O tema voltou à pauta após a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovar, por 44 votos a 18, uma PEC sobre o assunto.
A redução da maioridade penal de 18 para 16 anos voltou ao centro do debate nacional com a divulgação, em 25 de junho de 2026, de uma pesquisa Datafolha que mostra apoio de 79% dos brasileiros à medida. Outros 17% se declaram contrários, 3% não souberam responder e 1% se disse indiferente. O levantamento ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em 139 municípios, entre os dias 17 e 18 de junho, com margem de erro de dois pontos percentuais. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09956/2026 e custou 307,6 mil reais, financiados pelo grupo Folha da Manhã.
A cobertura de centro relatou que, embora elevado, o índice de 79% é o menor desde o início da série histórica, em 2003, quando o apoio era de 84%. O pico ocorreu em 2015, com 87%, e o número vem caindo desde então. Ao mesmo tempo, a parcela contrária cresceu: eram 11% em 2015 e passaram a 17% agora. As reportagens de centro também detalharam o efeito jurídico concreto da proposta: hoje o artigo 228 da Constituição estabelece que menores de 18 anos são inimputáveis e respondem por legislação especial. Se a mudança for aprovada, pessoas a partir de 16 anos passariam a responder criminalmente como adultos.
O tema ganhou novo fôlego porque tramita no Congresso a PEC 32 de 2015, de autoria do deputado Gonzaga Patriota, do PSB de Pernambuco. Após anos parada, a proposta recebeu parecer favorável do deputado Coronel Assis, do PL de Mato Grosso, e foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara por 44 votos a 18. Agora cabe ao presidente da Câmara, Hugo Motta, criar uma comissão especial para debater o texto. Para entrar em vigor, a PEC ainda precisa de 308 votos em dois turnos no plenário e, depois, da aprovação do Senado. O texto mantém a maioridade civil em 18 anos e não altera direitos políticos, como o voto facultativo aos 16.
Veículos de direita enfatizaram o tamanho do apoio popular e o detalhe de que, entre os favoráveis, 61% defendem que a redução valha para qualquer tipo de crime, enquanto 39% restringiriam a medida a crimes hediondos. Para essa cobertura, o resultado é mandato claro da sociedade por mais rigor contra a criminalidade e contra a sensação de impunidade, e cabe ao Congresso converter essa vontade em lei. Já a leitura de esquerda, ainda que sem presença direta no conjunto de reportagens deste caso, costuma destacar que a queda contínua do apoio sinaliza dúvidas crescentes sobre a eficácia do encarceramento de adolescentes, que a medida recai de forma desproporcional sobre jovens pobres e negros e que direitos constitucionais de proteção à infância não deveriam ser definidos por pesquisa de opinião.
O que ainda não se sabe é se Hugo Motta dará prioridade à criação da comissão especial, qual será o calendário de votação no plenário e se a proposta reúne os 308 votos necessários. Também permanece em aberto o desenho final do texto, sobretudo se a regra alcançaria qualquer crime ou apenas os hediondos, ponto em que a própria opinião pública aparece dividida.
Esquerda, centro e direita reconhecem que a maioria da população (79%) apoia a redução da maioridade penal e que a PEC foi aprovada na CCJ da Câmara e segue em tramitação.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Cobertura factual neutra: apresenta o número (79%), contextualiza a série histórica (queda desde os 87% de 2015), detalha quem é contra (17%) e explica o efeito jurídico concreto da mudança no artigo 228 da Constituição, sem vocabulário valorativo carregado.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Veículo de direita. O texto é majoritariamente factual e bem documentado (margem, amostra, registro TSE, valor), mas o enquadramento favorece a pauta de endurecimento penal: destaca o apoio amplo (79%), o critério de 'qualquer crime' (61%) e a citação ao artigo 'Condenados por educar' da própria revista, reforçando a leitura pró-redução.
Perspectivas omitidas

Pesquisa Datafolha mostra que 79% apoiam a redução da maioridade penal, índice mais baixo desde 2003, enquanto a Câmara retoma o debate sobre o tema.

Depois de anos sem avanços, a matéria ganhou novo fôlego em 2026 na Câmara dos Deputados depois de ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça
Reporte para que a equipe revise. Sua contribuição ajuda a melhorar a cobertura.


