
A dois dias do fim do prazo para convenções, Romeu Zema segue sem candidato a vice
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A dois dias do fim do prazo legal das convenções partidárias, em 5 de agosto de 2026, o candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, seguia sem vice definido, mesma situação do senador Flávio Bolsonaro. Depois de negociações frustradas com nomes de fora da legenda, o ex-governador de Minas Gerais optou por uma chapa formada apenas por quadros do próprio partido e escolheu o senador Eduardo Girão, do Ceará, que era pré-candidato ao governo estadual. O registro das candidaturas na Justiça Eleitoral vai até 15 de agosto.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
A dois dias do fim do prazo legal das convenções partidárias, em 5 de agosto de 2026, o candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, seguia sem vice definido, mesma situação do senador Flávio Bolsonaro.
Direita
Na leitura de quem parte de uma perspectiva liberal-conservadora, a opção por uma chapa formada apenas por quadros do próprio partido é coerência, não fraqueza: em vez de negociar cargos por tempo de rádio e televisão, o candidato do Novo manteve o critério de escolher um vice ficha limpa e alinhado à agenda de redução do Estado.
5 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
Texto curto e descritivo, construído sobre citação direta do candidato em sabatina pública e sobre a regra interna aprovada na convenção do partido. Sem adjetivação e sem hierarquização ideológica das fontes.
Perspectivas omitidas
Apuração factual e datada, com números de pesquisa e projeções internas do partido. As avaliações ideológicas aparecem entre aspas, atribuídas à legenda; o redator não as endossa, mas também não confronta a acusação contra o Supremo.
Perspectivas omitidas
Texto de apuração com paridade entre as cinco chapas mais bem posicionadas, sem vocabulário valorativo. Declarações críticas (Alckmin sobre urnas, Kassab sobre a 'República podre') são atribuídas em citação direta, sem endosso do redator.
Perspectivas omitidas
Reportagem factual ancorada em declaração direta do senador Eduardo Girão à própria redação, com percentuais de pesquisa atribuídos ao instituto e datas verificáveis. Não há vocabulário valorativo nem enquadramento favorável a qualquer campo.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar do veículo ter perfil editorial à direita, o texto é predominantemente descritivo: lista chapas de todo o espectro, inclusive PSTU, PCO, PCB e UP, sem vocabulário ideológico. O único acento de enquadramento está na ênfase aos atritos internos do campo conservador, insuficiente para caracterizar viés.
Perspectivas omitidas
A dois dias do fim do prazo legal para as convenções partidárias, marcado para 5 de agosto de 2026, o candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, ainda não havia definido quem ocuparia a vaga de vice em sua chapa. O ex-governador de Minas Gerais foi oficializado candidato em convenção nacional realizada em 27 de julho, mas o encontro terminou sem qualquer indicação do segundo nome. A mesma indefinição atingia o senador Flávio Bolsonaro, do PL, deixando dois dos cinco presidenciáveis mais bem posicionados nas pesquisas sem chapa completa.
A questão não era protocolar. A legislação eleitoral exige que quem encabeça a chapa apresente um candidato a vice, e o pedido de registro sem esse nome é indeferido pela Justiça Eleitoral. O prazo das convenções terminava em 5 de agosto e o registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral vai até 15 de agosto.
A cobertura de centro relatou, com concordância entre as redações, o mesmo conjunto de fatos: as demais chapas competitivas já estavam fechadas, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao lado de Geraldo Alckmin, Ronaldo Caiado com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, e Renan Santos com o militar da reserva Aroldo Medina. Também houve convergência sobre o histórico das negociações frustradas do candidato do Novo. Ele chegou a elogiar publicamente o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa como possível companheiro de chapa, sem que as conversas avançassem, e tentou atrair o empresário Geraldo Rufino, filiado ao Podemos, que acabou lançado candidato ao Senado por São Paulo. Dirigentes do partido atribuíram a dificuldade de coligação à estratégia de outras legendas, que priorizaram a disputa por cadeiras na Câmara dos Deputados e optaram pela neutralidade na eleição presidencial.
Na terça-feira, 4 de agosto, o quadro se resolveu. O candidato afirmou em sabatina promovida por uma empresa de educação executiva que a definição sairia até quarta-feira e que o mais provável era escolher alguém da própria legenda. Horas depois, o senador Eduardo Girão, do Ceará, foi escolhido para a vaga. Girão era pré-candidato ao governo estadual e teria de abrir mão dessa disputa. Em nota, o partido afirmou que ele demonstrou coragem e integridade para enfrentar o que chamou de abuso de poder e censura em Brasília.
É nesse ponto que as ênfases da cobertura se separam. Veículos de direita destacaram os atritos internos do campo conservador como pano de fundo do impasse, incluindo o desgaste entre o candidato mineiro e o senador do PL após a divulgação de áudios envolvendo um ex-banqueiro, e a disputa em Minas Gerais em torno de uma candidatura própria ao governo estadual. A cobertura de centro concentrou-se na mecânica eleitoral: o efeito do vice sobre o tempo de propaganda gratuita, a busca por eleitores que não votariam na cabeça de chapa e os percentuais de intenção de voto, que colocavam o candidato do Novo entre 2% e 3% no primeiro turno, contra 41% do presidente e 37% do senador do PL em um dos levantamentos citados. Veículos de esquerda não integraram este recorte de cobertura, e nenhuma leitura desse campo é atribuída aqui.
Os textos também registraram que a campanha presidencial do Novo tem objetivo declarado no Congresso: ampliar a bancada e superar a cláusula de barreira, meta não alcançada em 2022. Segundo projeção interna citada na cobertura, o partido teria cerca de 1.250 candidatos neste ano, aumento expressivo em relação ao pleito anterior.
O que ainda não se sabe é se o senador escolhido formalizará a desistência da disputa estadual e como fica o palanque do partido no Ceará, cuja convenção estava marcada para a mesma noite. Também segue em aberto se a legenda usará a autorização aprovada em convenção para homologar alterações na chapa até 15 de agosto, e quem ocupará a vaga de vice na chapa do senador do PL, cujo anúncio estava previsto para o último dia do prazo.
O prazo das convenções termina em 5 de agosto e o registro no Tribunal Superior Eleitoral vai até 15 de agosto: chapa sem vice tem o pedido indeferido. A escolha do vice altera o tempo de propaganda gratuita no rádio e na TV que cada candidatura terá em outubro. Se o senador escolhido deixar a disputa no Ceará, o eleitor cearense perde uma das opções ao governo estadual.
As ênfases se separam no diagnóstico do impasse. Veículos de direita destacam os atritos internos do campo conservador, incluindo o desgaste com o senador do PL e a disputa pelo governo de Minas Gerais. A cobertura de centro trata o caso como mecânica eleitoral, focando em tempo de propaganda, cálculo de votos e percentuais de pesquisa.
Toda a cobertura registra os mesmos fatos centrais: o prazo das convenções terminava em 5 de agosto, a lei exige vice sob pena de indeferimento do registro, as negociações do Novo com nomes de fora da legenda fracassaram e a solução foi uma chapa formada apenas por quadros do partido, com o senador Eduardo Girão.
Não se sabe se o senador formalizará a desistência da candidatura ao governo do Ceará nem como fica o palanque estadual do partido. Também segue em aberto se a legenda usará a autorização interna para alterar a chapa até 15 de agosto e quem será o vice na chapa do senador do PL.

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