Uma pesquisa Nexus/BTG Pactual divulgada na segunda-feira, 29 de junho de 2026, mostra empate na avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: 48% dos eleitores aprovam a gestão federal e 48% a desaprovam, a três meses da eleição presidencial. Outros 4% não souberam ou não responderam. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
O instituto entrevistou 2.009 eleitores por telefone entre 26 e 28 de junho. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08521/2026, custou R$ 164.888,89 e foi pago pelo Banco BTG Pactual. Na avaliação qualitativa, somando as faixas, cerca de 38% classificam a administração como ótima ou boa, 18% como regular e 42% como ruim ou péssima.
Os veículos convergem em que o cenário é de estabilidade. A cobertura de centro, do Poder360, relatou que o índice de aprovação repete o resultado da rodada anterior, de 15 de junho, quando a aprovação já estava em 48% e a desaprovação em 47%. O mesmo veículo destacou o contexto da coleta: as entrevistas foram realizadas após a divulgação da operação da Polícia Federal sobre o Banco Master, que atingiu Jaques Wagner, então líder do governo no Senado, e após a circulação de um vídeo de Michelle Bolsonaro com críticas ao senador Flávio Bolsonaro.
Veículos de esquerda, como a CartaCapital, destacaram a estabilidade da aprovação como sinal de resiliência do governo, enfatizando que o patamar de 48% se manteve mesmo diante de um ambiente político turbulento. A leitura à esquerda tende a interpretar o empate técnico como evidência de que a base do presidente segue firme, sustentada por políticas sociais.
Veículos de direita enfatizariam o outro lado do mesmo número: a desaprovação igualmente em 48% e o fato de 42% avaliarem o governo como ruim ou péssimo, ante 38% que o consideram ótimo ou bom. Nessa leitura, o empate revela a fragilidade do petista às vésperas do pleito e o desgaste provocado por sucessivas operações que alcançaram aliados.
O que ainda não se sabe é como esse equilíbrio vai se traduzir em intenção de voto no primeiro turno, qual o efeito de médio prazo das operações em curso sobre a popularidade do governo e se a estabilidade observada se manterá à medida que a campanha de 2026 avança. As matérias também não detalham o recorte regional ou socioeconômico por trás dos números agregados.