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A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou na Justiça federal da Flórida, nos Estados Unidos, um pedido para encerrar a ação movida pelo grupo Trump Media e pela plataforma Rumble contra o ministro do STF Alexandre de Moraes. O órgão argumenta que decisões da Suprema Corte brasileira não podem ser questionadas por tribunais estrangeiros. As plataformas acusam Moraes de ordenar a suspensão de perfis de brasileiros nos EUA, entre eles o blogueiro Allan dos Santos, e alegam censura.
A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu à Justiça dos Estados Unidos que encerre o processo movido pelo grupo Trump Media e pela plataforma de vídeo Rumble contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. A petição foi protocolada em 15 de junho de 2026 em um tribunal federal da Flórida e anunciada no dia seguinte pelo próprio órgão. O argumento central da AGU é que decisões proferidas pela mais alta corte do Brasil não podem ser questionadas perante tribunais de outros países.
A cobertura de centro relatou os fatos de forma direta: a AGU protocolou a petição, sustentou que a soberania judicial brasileira está em jogo e explicou que o órgão funciona como a advocacia do Estado brasileiro. Segundo a nota oficial, o objetivo é promover a defesa dos interesses do Estado e impedir que juízes estrangeiros apreciem decisões da Suprema Corte. No entendimento da AGU, agentes públicos brasileiros só podem ser alvo do Judiciário de outros países com o consentimento do Estado, consentimento que, segundo o órgão, o Brasil não deu e não dará.
O processo nos Estados Unidos foi aberto pela Rumble e pela Trump Media, que acusam Moraes de determinar a suspensão de perfis de brasileiros residentes nos EUA, entre eles o blogueiro Allan dos Santos. As plataformas alegam que a Constituição americana garante liberdade de expressão irrestrita e que a retirada de postagens configuraria censura. O trâmite já teve outros capítulos: a Justiça norte-americana determinou que Moraes fosse intimado por e-mail após o Superior Tribunal de Justiça negar um pedido para notificá-lo por carta rogatória, instrumento que cabe ao STJ autorizar.
É no enquadramento que as coberturas divergem. Veículos de esquerda, ao republicar a matéria da Agência Brasil sob o selo de soberania, trataram a ação da AGU como defesa legítima do Estado e do Judiciário brasileiro diante de uma ofensiva de empresas ligadas a Donald Trump. Nessa leitura, as suspensões determinadas por Moraes foram medidas contra ataques antidemocráticos ao Supremo, e o recurso à Justiça dos EUA seria uma tentativa de plataformas estrangeiras de escapar do controle do Judiciário nacional. Veículos de direita tendem a enfatizar o outro lado: o argumento das plataformas de que as decisões do ministro restringem a liberdade de expressão e atingem cidadãos no exterior, além de ver no episódio mais um sinal da expansão do poder do STF e da dificuldade de submeter suas decisões a qualquer escrutínio.
O que ainda não se sabe é como a Justiça da Flórida responderá ao pedido de habilitação e de encerramento feito pela AGU, nem se o tribunal americano aceitará a tese de imunidade soberana. Também permanece em aberto o desfecho da intimação de Moraes por e-mail e os próximos passos das plataformas no processo.
Esquerda e centro relatam que a AGU pediu o encerramento da ação na Flórida com base no argumento de que decisões do STF não podem ser revistas por tribunais estrangeiros, e que a ação foi movida por Rumble e Trump Media por causa da suspensão de perfis de brasileiros nos EUA.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Republicado da Agência Brasil com selo 'SOBERANIA'. O enquadramento prioriza a defesa do Estado brasileiro e do STF, qualifica os alvos como acusados de 'ataques antidemocráticos' e apresenta as suspensões como medidas legítimas contra a censura. Tonalidade alinhada à defesa institucional do Judiciário, característica de cobertura à esquerda.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto puramente factual: relata o protocolo da petição da AGU, cita a nota oficial e explica o que é o órgão. Sem vocabulário valorativo nem framing ideológico. Padrão de agência.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta segunda-feira (15) que vai pedir à Justiça dos Estados Unidos para atuar no processo movido pelas redes
Petição foi apresentada a um tribunal da Flórida. Empresas questionam decisões do ministro Alexandre de Moraes relacionadas à atuação de plataformas digitais.
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