O Partido Socialista Brasileiro oficializou, na noite de 29 de julho de 2026, em convenção nacional realizada em Brasília, a candidatura de Geraldo Alckmin a vice-presidente na chapa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com a decisão, aprovada com a presença do próprio Lula, a chapa reedita a composição que venceu a eleição de 2022. O partido também aprovou a coligação que reúne PT, PCdoB, PV, PDT, PSol e Rede, tornando-se a segunda legenda a formalizar apoio à reeleição, depois do PDT, que aderiu em 20 de julho.
A cobertura de centro relatou os fatos com precisão: a convenção homologou o nome de Alckmin, detalhou a coligação e o calendário eleitoral, e registrou as falas do ato. Alckmin criticou o governo anterior, defendeu que 'não é possível falar em liberdade querendo derrubar a democracia' e destacou resultados econômicos da atual gestão. Lula, por sua vez, elogiou a lealdade do vice, dizendo que com ele 'nunca vai pensar que vai dormir e vai ter um golpe no dia seguinte', numa referência ao rompimento que levou ao impeachment de Dilma Rousseff em 2016. A trajetória improvável de Alckmin, que disputou a Presidência contra Lula em 2006 pelo PSDB e migrou para o PSB em 2022, foi recuperada como fio central da história.
Veículos de esquerda destacaram a imagem de unidade do campo governista, enquadrando a articulação como uma frente ampla que avança de forma coordenada enquanto a oposição de direita chega dividida à reta final das convenções, sem candidatura única. Nessa leitura, a reedição da chapa simboliza a continuidade do projeto que derrotou o bolsonarismo, e o papel de Alckmin como interlocutor do governo com o empresariado durante o tarifaço dos Estados Unidos reforça a estratégia de diálogo com o centro.
Veículos de direita enfatizaram outro ângulo: a guinada ideológica de um político que passou mais de três décadas no PSDB fazendo oposição ao PT antes de aderir ao campo petista, com ênfase repetida no rótulo 'socialista' agora atribuído ao vice. Parte da cobertura também frisou o tom de confronto do ato, em que Lula chamou o ex-presidente Jair Bolsonaro de 'homicida' pela condução da pandemia e prometeu 'fazer a guerra da narrativa' contra Donald Trump em meio à crise diplomática com os Estados Unidos.
Alguns relatos mais detalhados registraram que a permanência de Alckmin não foi automática: setores do PT chegaram a negociar a vaga de vice com o centrão, especialmente MDB e PSD, em troca de apoio nacional, mas as tratativas não avançaram e o próprio Alckmin resistiu a disputar outro cargo. A aliança PT-PSB também acumulou fricções regionais na definição de palanques em Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal.
O que ainda não se sabe é a composição final da coligação nacional, que depende das convenções dos demais partidos até 5 de agosto, e a oficialização formal da candidatura de Lula, prevista para a convenção do PT em 2 de agosto. O registro das candidaturas na Justiça Eleitoral vai até 15 de agosto, a propaganda começa em 16 de agosto e a eleição está marcada para 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro.