Davi Alcolumbre resiste a pautar impeachment de Moraes e aponta 109 pedidos
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que existem 109 pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal protocolados no Congresso e que esse volume não é normal, mas não disse se dará andamento a algum deles. A declaração veio depois que o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal com mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Pela Constituição, cabe exclusivamente ao presidente do Senado arquivar ou admitir a denúncia, e nenhum ministro do Supremo foi afastado por esse caminho na história do país.
O Senado tem em mãos 109 pedidos de impeachment contra ministros do Supremo e um presidente de Casa que se recusa a analisar qualquer um deles, incluindo os que envolvem seu aliado pessoal Alexandre de Moraes.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: falácia identificada.
Todas as coberturas registram os mesmos fatos: há 109 pedidos de impeachment de ministros do Supremo parados no Congresso; a decisão de arquivar ou admitir cada denúncia é exclusiva do presidente do Senado; Davi Alcolumbre é aliado próximo de Alexandre de Moraes; e o relatório da Polícia Federal indica encontros e mensagens entre o ministro e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Davi Alcolumbre afirmou que existem 109 pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal protocolados no Congresso e se recusou a comentar as mensagens entre Alexandre de Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Como a decisão de dar andamento cabe só ao presidente do Senado, o impasse expõe o limite prático do mecanismo de responsabilização de ministros.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), resistiu à pressão para abrir um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e afirmou que há 109 pedidos de afastamento de ministros da Corte protocolados no Congresso. “A minha percepção é que tem 109 pedidos, isso não é normal. São 109 solicitações no Congresso a respeito dos 10 ministros”, disse ao deixar o Senado na terça-feira, 1º de setembro de 2026. Questionado sobre as mensagens trocadas entre Moraes e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, respondeu apenas: “Eu não achei nada, eu não devo achar nada”.
A cobrança se intensificou depois que o ministro André Mendonça, relator do caso do Banco Master no Supremo, retirou o sigilo de um relatório de 218 páginas produzido pela Polícia Federal a partir do celular de Vorcaro, apreendido na Operação Compliance Zero. O material aponta encontros e trocas de mensagens entre o empresário e o ministro, um pedido para que Moraes intercedesse junto ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e indica que Vorcaro perguntou se deveria deixar o país dias antes de ser preso. A própria corporação registrou que a análise não tem caráter exaustivo, porque foi feita no prazo de 72 horas, e que parte das mensagens usou o recurso de visualização única, o que impede reconstituir as respostas.
Toda a cobertura converge em pontos objetivos. A decisão de dar ou não andamento a um pedido de impeachment de ministro do Supremo cabe exclusivamente ao presidente do Senado; nenhum integrante da Corte foi afastado por esse caminho na história do país; e Alcolumbre é aliado próximo de Moraes, que intermediou sua reaproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na terça-feira, o partido Novo e o senador Carlos Viana (PSD-MG) protocolaram novos requerimentos, e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) propôs paralisar as votações da Casa até que o ministro renuncie ou seja afastado.
Veículos de direita enfatizaram a omissão do Legislativo e o acúmulo de indícios contra o ministro, destacando que Moraes teria editado a versão final de um contrato de R$ 131 milhões entre o escritório de sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, e o Banco Master, e registrando que o presidente do Senado se recusou a comentar o caso e preferiu tratar da medida provisória sobre a taxa das blusinhas. A cobertura de centro deu peso ao procedimento e ao contraponto: explicou que a denúncia pode ser apresentada por qualquer cidadão, descreveu as etapas do rito previsto na Constituição e na Lei do Impeachment e registrou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência e principal cobrador do afastamento, pediu recursos ao mesmo banqueiro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. Foi esse o argumento que Alcolumbre usou na quarta-feira para rebater a pressão, ao dizer que “pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme”. Nenhum veículo de esquerda aparece entre as fontes reunidas nesta cobertura; a leitura que esse campo tende a dar aos mesmos fatos é a de retaliação ao ministro que conduziu o julgamento do ex-presidente, combinada com a cobrança de que a apuração da relação entre poder financeiro e autoridades alcance também os parlamentares beneficiados pelo Banco Master.
Ainda não se sabe se Alcolumbre vai arquivar ou admitir algum dos pedidos, nem em que prazo, e ele não indicou intenção de decidir. Também não há resposta pública de Moraes ao conteúdo das mensagens. A Procuradoria-Geral da República pediu a nulidade do relatório, sob o argumento de que a ordem para identificar o destinatário das mensagens excedeu os limites da competência do relator, e o alcance real da relação entre o ministro e o empresário segue em apuração.
Ofensiva ocorre após a divulgação de mensagens entre Daniel Vorcaro e o ministro do STF.

Ele também criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por ter se reaproximado do presidente Lula após intermediação de Moraes

Presidente do Senado reagiu às cobranças da oposição para abrir processo contra o ministro do STF e mencionou valores prometidos por Vorcaro para um filme sobre Jair Bolsonaro



A declaração aconteceu após o senador ter sido questionado sobre a revelação das mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes

A Constituição Federal determina que cabe ao Senado processar e julgar integrantes da Corte por crimes de responsabilidade.

Presidente do Senado, porém, evitou dizer se dará andamento aos processos; fala se deu após PF revelar mensagens entre Vorcaro e Moraes. Leia no Poder360.

Oposição cobra impeachment de ministro do STF após revelação de mensagens de Daniel Vorcaro

Presidente do Senado se negou a comentar o relatório da PF que trouxe supostas conversas entre Moraes e Vorcaro
