
Davi Alcolumbre resiste a pautar impeachment de Moraes e aponta 109 pedidos
8 veículos de centro · 2 veículos de direita
Toque num lado para ler o resumo dele.
Alguém precisa ver os dois lados disso?
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.

8 veículos de centro · 2 veículos de direita
Toque num lado para ler o resumo dele.
Alguém precisa ver os dois lados disso?
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que existem 109 pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal protocolados no Congresso e que esse volume não é normal, mas não disse se dará andamento a algum deles. A declaração veio depois que o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal com mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Pela Constituição, cabe exclusivamente ao presidente do Senado arquivar ou admitir a denúncia, e nenhum ministro do Supremo foi afastado por esse caminho na história do país.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que existem 109 pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal protocolados no Congresso e que esse volume não é normal, mas não disse se dará andamento a algum deles.
Direita
O Senado tem em mãos 109 pedidos de impeachment contra ministros do Supremo e um presidente de Casa que se recusa a analisar qualquer um deles, incluindo os que envolvem seu aliado pessoal Alexandre de Moraes.
10 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
O texto relata a proposta de paralisar as votações sem aderir a ela nem contestá-la: usa verbos neutros (defendeu, afirmou, condicionou), reproduz as falas entre aspas e contextualiza que a reação ocorre após a divulgação das mensagens apreendidas pela Polícia Federal. Não há vocabulário valorativo próprio do redator, o que sustenta o enquadramento factual.
Perspectivas omitidas
O texto reproduz com destaque a acusação do senador e, na sequência, apresenta o dado que a relativiza: os repasses do mesmo empresário ao filme sobre o ex-presidente e a omissão do orador sobre esse ponto. O contraponto é factual e atribuído, não editorializado, o que mantém o artigo no centro apesar da carga política das falas citadas.
Perspectivas omitidas
O texto dá espaço equivalente às cobranças dos senadores da oposição e à réplica do presidente do Senado, e acrescenta dados verificáveis dos dois lados: o contrato de R$ 131 milhões envolvendo o escritório da mulher do ministro e os repasses ao filme pedidos pelo senador que lidera a cobrança. A observação de que o cobrador evita responder sobre a própria relação com o empresário é factual e atribuída.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar do perfil editorial do veículo, o artigo distribui o ônus entre os dois lados: descreve os indícios contra o ministro e, com o mesmo peso, os repasses do empresário ao filme sobre o ex-presidente e o pedido de nulidade do relatório feito pela Procuradoria-Geral da República. O julgamento é do conteúdo, e o conteúdo é factual.
Davi Alcolumbre afirmou que existem 109 pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal protocolados no Congresso e se recusou a comentar as mensagens entre Alexandre de Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Como a decisão de dar andamento cabe só ao presidente do Senado, o impasse expõe o limite prático do mecanismo de responsabilização de ministros.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), resistiu à pressão para abrir um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e afirmou que há 109 pedidos de afastamento de ministros da Corte protocolados no Congresso. “A minha percepção é que tem 109 pedidos, isso não é normal. São 109 solicitações no Congresso a respeito dos 10 ministros”, disse ao deixar o Senado na terça-feira, 1º de setembro de 2026. Questionado sobre as mensagens trocadas entre Moraes e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, respondeu apenas: “Eu não achei nada, eu não devo achar nada”.
A cobrança se intensificou depois que o ministro André Mendonça, relator do caso do Banco Master no Supremo, retirou o sigilo de um relatório de 218 páginas produzido pela Polícia Federal a partir do celular de Vorcaro, apreendido na Operação Compliance Zero. O material aponta encontros e trocas de mensagens entre o empresário e o ministro, um pedido para que Moraes intercedesse junto ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e indica que Vorcaro perguntou se deveria deixar o país dias antes de ser preso. A própria corporação registrou que a análise não tem caráter exaustivo, porque foi feita no prazo de 72 horas, e que parte das mensagens usou o recurso de visualização única, o que impede reconstituir as respostas.
Toda a cobertura converge em pontos objetivos. A decisão de dar ou não andamento a um pedido de impeachment de ministro do Supremo cabe exclusivamente ao presidente do Senado; nenhum integrante da Corte foi afastado por esse caminho na história do país; e Alcolumbre é aliado próximo de Moraes, que intermediou sua reaproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na terça-feira, o partido Novo e o senador Carlos Viana (PSD-MG) protocolaram novos requerimentos, e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) propôs paralisar as votações da Casa até que o ministro renuncie ou seja afastado.
Veículos de direita enfatizaram a omissão do Legislativo e o acúmulo de indícios contra o ministro, destacando que Moraes teria editado a versão final de um contrato de R$ 131 milhões entre o escritório de sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, e o Banco Master, e registrando que o presidente do Senado se recusou a comentar o caso e preferiu tratar da medida provisória sobre a taxa das blusinhas. A cobertura de centro deu peso ao procedimento e ao contraponto: explicou que a denúncia pode ser apresentada por qualquer cidadão, descreveu as etapas do rito previsto na Constituição e na Lei do Impeachment e registrou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência e principal cobrador do afastamento, pediu recursos ao mesmo banqueiro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. Foi esse o argumento que Alcolumbre usou na quarta-feira para rebater a pressão, ao dizer que “pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme”. Nenhum veículo de esquerda aparece entre as fontes reunidas nesta cobertura; a leitura que esse campo tende a dar aos mesmos fatos é a de retaliação ao ministro que conduziu o julgamento do ex-presidente, combinada com a cobrança de que a apuração da relação entre poder financeiro e autoridades alcance também os parlamentares beneficiados pelo Banco Master.
Ainda não se sabe se Alcolumbre vai arquivar ou admitir algum dos pedidos, nem em que prazo, e ele não indicou intenção de decidir. Também não há resposta pública de Moraes ao conteúdo das mensagens. A Procuradoria-Geral da República pediu a nulidade do relatório, sob o argumento de que a ordem para identificar o destinatário das mensagens excedeu os limites da competência do relator, e o alcance real da relação entre o ministro e o empresário segue em apuração.
Todas as coberturas registram os mesmos fatos: há 109 pedidos de impeachment de ministros do Supremo parados no Congresso; a decisão de arquivar ou admitir cada denúncia é exclusiva do presidente do Senado; Davi Alcolumbre é aliado próximo de Alexandre de Moraes; e o relatório da Polícia Federal indica encontros e mensagens entre o ministro e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Ofensiva ocorre após a divulgação de mensagens entre Daniel Vorcaro e o ministro do STF.

Ele também criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por ter se reaproximado do presidente Lula após intermediação de Moraes

Presidente do Senado reagiu às cobranças da oposição para abrir processo contra o ministro do STF e mencionou valores prometidos por Vorcaro para um filme sobre Jair Bolsonaro



A declaração aconteceu após o senador ter sido questionado sobre a revelação das mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes

A Constituição Federal determina que cabe ao Senado processar e julgar integrantes da Corte por crimes de responsabilidade.

Presidente do Senado, porém, evitou dizer se dará andamento aos processos; fala se deu após PF revelar mensagens entre Vorcaro e Moraes. Leia no Poder360.

Oposição cobra impeachment de ministro do STF após revelação de mensagens de Daniel Vorcaro

Presidente do Senado se negou a comentar o relatório da PF que trouxe supostas conversas entre Moraes e Vorcaro
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
O enquadramento é de cobrança de responsabilidade institucional sobre o Supremo e sobre a omissão do Senado: começa pelo verbo reclamou, empilha os indícios contra o ministro (contrato de R$ 131 milhões, encontro na véspera da prisão) e fecha com a cena em que o presidente do Senado prefere tratar da medida provisória. É a ênfase típica de accountability contra o Judiciário, com escolha de cena que carrega juízo implícito.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas



