Alfredo Gaspar, vice de Flávio Bolsonaro, é acusado de estupro em processo que está parado no STF aguardando manifestação da PGR
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Flávio Bolsonaro anunciou em 5 de agosto de 2026, no último dia do prazo das convenções, o deputado Alfredo Gaspar como candidato a vice-presidente, formando uma chapa só com filiados do PL depois que PP, União Brasil, Republicanos e Podemos optaram pela neutralidade. Gaspar é ex-promotor, foi secretário de Segurança Pública de Alagoas e relator da CPMI do INSS, cujo relatório, rejeitado pela comissão, pediu mais de 200 indiciamentos, incluindo a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva. No mesmo dia, a PGR pediu diligências à Polícia Federal sobre uma denúncia de estupro de vulnerável apresentada contra ele em março por dois parlamentares; o caso está com o relator no STF, que aguarda parecer da PGR. Gaspar nega e diz ser vítima de perseguição política.
A escolha de Alfredo Gaspar como vice expõe o isolamento da candidatura de Flávio Bolsonaro e coloca na chapa presidencial um parlamentar alvo de denúncia por estupro de vulnerável, apresentada por dois congressistas no dia em que ele leu o relatório da CPMI do INSS.
Flávio Bolsonaro fechou chapa com Alfredo Gaspar, ex-promotor de Justiça com 24 anos de Ministério Público, ex-secretário de Segurança Pública e relator da CPMI do INSS, perfil que reforça as duas bandeiras centrais da campanha: combate à corrupção e enfrentamento do crime organizado.
17 fontes políticas
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O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, anunciou na quarta-feira, 5 de agosto de 2026, o deputado federal Alfredo Gaspar, de Alagoas, como seu candidato a vice-presidente. A definição saiu no último dia do prazo das convenções partidárias, depois que PP, União Brasil, Republicanos e Podemos recusaram entrar na coligação e optaram pela neutralidade na disputa presidencial. O resultado é uma chapa formada apenas por filiados do PL. No mesmo dia do anúncio, veio a público que a Procuradoria-Geral da República pediu diligências à Polícia Federal sobre uma denúncia de estupro de vulnerável protocolada contra Gaspar em março. O pedido de investigação está no Supremo Tribunal Federal, com o ministro Gilmar Mendes, que aguarda a manifestação da Procuradoria para decidir se autoriza a abertura de inquérito. Gaspar nega as acusações, afirma ser vítima de perseguição política e diz possuir exame de DNA que o inocenta.
Toda a cobertura converge sobre o perfil e o cálculo político da escolha. Gaspar tem 55 anos, atuou 24 anos no Ministério Público de Alagoas, foi procurador-geral de Justiça e secretário de Segurança Pública no governo estadual de Renan Filho, e foi o segundo deputado federal mais votado do estado em 2022. Ganhou projeção nacional como relator da CPMI do INSS, comissão que investigou descontos indevidos em aposentadorias e pensões. Seu relatório final, rejeitado pela própria comissão, pediu mais de 200 indiciamentos, entre eles a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. A leitura comum é que a escolha serve para manter o escândalo do INSS e as investigações sobre Lulinha no centro da campanha, reforçar o discurso de segurança pública e abrir palanque no Nordeste, região onde o candidato do PL enfrenta sua maior desvantagem. Há convergência também sobre dois efeitos colaterais: a saída de Gaspar da corrida ao Senado em Alagoas facilita a eleição do ex-presidente da Câmara Arthur Lira, e a chapa terminou sem nenhuma mulher, apesar de meses de promessa pública em sentido contrário.
As ênfases divergem. Veículos de esquerda colocaram a acusação de estupro de vulnerável no centro da notícia, trataram o anúncio como sinal de crise e isolamento da candidatura e destacaram que a denúncia, apresentada por dois parlamentares governistas em 27 de março, segue pendente no Supremo. Esses veículos também deram relevo à publicação do irmão do presidenciável nas redes sociais, segundo a qual, com Gaspar na vice, não compensaria um eventual impeachment. A cobertura de centro relatou o anúncio como movimento eleitoral e ouviu cientistas políticos, que descreveram a escolha como aposta em um nome da política tradicional diante da falta de aliados, e lembrou que o próprio presidenciável carrega desgastes, como os repasses do dono de um banco para financiar um filme sobre o pai. Veículos de direita reproduziram a avaliação de aliados de que a escolha foi serena e bem conduzida, com foco na credencial anticorrupção do vice e na discussão recorrente sobre o vice como seguro contra impeachment, sem tratar da acusação criminal.
Os bastidores relatados indicam que o nome foi fechado a menos de 24 horas do anúncio: uma vereadora de Fortaleza chegou a ser sondada por telefone e a ex-primeira-dama foi consultada, mas alegou precisar cuidar do marido em prisão domiciliar. O nome de Gaspar não foi testado em pesquisas internas do partido. No mesmo dia, um levantamento de intenção de voto mostrou o presidente com 44% contra 39% do senador no cenário nacional, diferença dentro da margem de erro, e vantagem de 64% a 25% no Nordeste em um eventual segundo turno.
O que ainda não se sabe é decisivo. Não há prazo para o parecer da Procuradoria-Geral da República nem para a decisão do ministro relator sobre abrir ou não o inquérito, e o resultado do exame de DNA recolhido em abril não foi divulgado. Também não está claro se a estratégia de explorar o escândalo do INSS converte votos, se a ex-primeira-dama assumirá de fato o papel de principal cabo eleitoral junto ao eleitorado feminino e qual será o efeito prático de uma chapa sem alianças no tempo de propaganda e nos palanques estaduais.

Aproveite e entre para o Clube Meio Eleições: cursos.canalmeio.com.br/clube-meio-eleicoes Hoje, ‘No Pé do Ouvido, com Yasmim Restum, você escuta essas e outras notícias: Deputado alagoano de primeiro mandato, Gaspar foi relator da CPMI do INSS. Anúncio de chapa puro-sangue e masculina acontece depois de Centrão optar por neutralidade. Marcola, ex-assessor de Lula, deixa campanha. Ideb 2025 apresenta avanço, mas ainda fica longe de metas em educação. Modelos de IA da OpenAI e da Anthropic atacam
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