
Aliado de Flávio desiste de ir a audiência nos EUA após fala machista sobre mulheres
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O influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo desistiu de comparecer pessoalmente à audiência do USTR, nos Estados Unidos, sobre a proposta de tarifa de 25% aos produtos brasileiros. Ele disse que o foco da semana deve ser a participação de Flávio Bolsonaro, prevista para terça-feira. A desistência ocorreu após a repercussão de um vídeo em que Figueiredo afirmou que as mulheres 'votam muito mal' e atacou Michelle Bolsonaro. Flávio repudiou as falas e disse que o aliado não integra sua campanha. Em comentário escrito ao USTR, Figueiredo pediu que Trump adie a decisão sobre as tarifas e substitua a sobretaxa por sanções individuais da Lei Magnitsky contra ministros do STF.
4 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Texto do ICL enfatiza o teor machista da fala, o ataque a Michelle e a acusação de Lula de que Flávio seria 'traidor da pátria', enquadrando a articulação nos EUA como ação contra a soberania nacional — vocabulário e ênfase alinhados à esquerda. Fatos, porém, são corretamente atribuídos (Folhapress).
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Reprodução do texto da Folhapress em registro factual e neutro, com atribuição equilibrada das falas de Figueiredo, Flávio, Lula e dos bolsonaristas. Sem vocabulário valorativo carregado.
Veículos com viés à direita
Coluna Radar da Veja com foco no rearranjo interno da chapa bolsonarista no Rio após operação da PF; enquadramento de accountability institucional e viés de ordem, com valorização de Felipe Curi (ex-secretário de segurança). Ângulo distinto dos demais artigos do cluster.
O influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo anunciou que não comparecerá pessoalmente à audiência promovida pelo governo dos Estados Unidos sobre a proposta de tarifa de 25% aos produtos brasileiros. A participação dele estava prevista para segunda-feira. Segundo Figueiredo, o foco da semana deve ser a ida de Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência, que exporia no segundo dia de audiência, na terça-feira. Em vez de participar presencialmente, ele optou por enviar comentários por escrito ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR.
A desistência veio logo após a repercussão de um vídeo em que Figueiredo afirmou que as mulheres 'votam muito mal' e fez ataques a Michelle Bolsonaro. A ex-primeira-dama havia dito ter sido desrespeitada e maltratada por Flávio. As declarações geraram temor de desgaste com o eleitorado feminino, e Flávio declarou 'repudiar veementemente' as falas, afirmando que Figueiredo não faz parte de sua campanha, embora seja alguém que, segundo ele, 'ajuda muito nos Estados Unidos'.
Os quatro veículos que cobriram o caso convergem sobre a espinha dorsal dos fatos: a fala machista, a desistência da audiência, o repúdio de Flávio e o conteúdo do comentário protocolado no USTR. Nesse documento, Figueiredo pede que o governo Trump adie qualquer decisão sobre as tarifas até depois das eleições brasileiras de outubro e defende que as sobretaxas sejam substituídas por sanções individuais da Lei Magnitsky contra ministros do Supremo Tribunal Federal, entre eles Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. A investigação do USTR foi instaurada em julho de 2025 e mira desde as tarifas brasileiras sobre etanol até o Pix, que o governo americano acusa o Banco Central de favorecer de forma discriminatória. A decisão final cabe ao presidente Donald Trump.
As ênfases, porém, se separam. Veículos de esquerda destacaram o teor machista da fala e o ataque a Michelle, enquadrando a articulação de aliados de Bolsonaro nos Estados Unidos como pressão contra a soberania nacional e como tentativa de reverter, por meio de sanções, o julgamento de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe. Nessa leitura ganha peso a frase de Lula, que chamou Flávio de 'traidor da pátria' após o anúncio da tarifa. A cobertura de centro, feita a partir de despacho da Folhapress e de apuração própria da Folha, relatou os mesmos fatos em registro factual, dando paridade à crítica de Lula e à réplica bolsonarista de que o tarifaço seria fruto da má relação do próprio governo Lula com Washington.
Veículos de direita enfatizaram um ângulo distinto: o desgaste interno da chapa bolsonarista no Rio de Janeiro após uma sequência de operações da Polícia Federal. A cobertura à direita relatou que o PL já discute rifar Márcio Canella da disputa ao Senado, após ele ser alvo da Operação Unha e Carne, para não associar o sobrenome Bolsonaro, cuja suplente seria Rogéria Bolsonaro, a um recente alvo da PF. O nome de Felipe Curi, ex-secretário de segurança, avança como substituto, e a desistência anterior de Cláudio Castro, que liderava as pesquisas, é lembrada como outra baixa da mesma empreitada.
O que ainda não se sabe é se Donald Trump aplicará ou não a tarifa de 25% sobre os produtos brasileiros, já que a decisão depende de consulta ao setor privado e não tem prazo definido. Também permanece em aberto o real impacto eleitoral das falas de Figueiredo sobre o eleitorado feminino e a definição final da chapa bolsonarista ao Senado pelo Rio.
Todos os lados relatam que Paulo Figueiredo fez uma fala machista, atacou Michelle Bolsonaro, desistiu de comparecer à audiência do USTR e que Flávio Bolsonaro repudiou as declarações e disse que o aliado não integra sua campanha.

Pré-candidato ao Senado tendo a mãe do presidenciável como suplente, Márcio Canella deve ser rifado da chapa bolsonarista

Paulo Figueiredo desistiu de comparecer à audiência do governo dos EUA sobre a tarifa de 25% aos produtos brasileiros. A sessão seria hoje (6)


Paulo Figueiredo diz que foco deve ser a participação do pré-candidato à Presidência, prevista para terça
Texto factual da Folha com atribuição precisa e equilibrada; expõe tanto a crítica de Lula quanto a tese bolsonarista de que o tarifaço decorre da postura de Lula com Washington. Registro neutro.
Perspectivas omitidas


