Allyson Bezerra e Cadu Xavier disputam 2º turno pelo governo do Rio Grande do Norte
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O candidato apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cadu Xavier, chega ao segundo turno no Rio Grande do Norte praticamente empatado com Allyson Bezerra, do União Brasil, e disputa em 25 de outubro a continuidade de oito anos de governos do PT em um reduto petista do Nordeste, diante de um adversário investigado por desvios na saúde pública.
Allyson Bezerra, do União Brasil, e Cadu Xavier, do PT, que se apresenta como Cadu de Lula, vão disputar o segundo turno da eleição para governador do Rio Grande do Norte. Com todas as urnas apuradas, Allyson teve 36,94% dos votos válidos e Cadu, 36,16%. Álvaro Dias, do PL, ficou em terceiro. A nova votação está marcada para 25 de outubro.
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As coberturas convergem nos fatos: Allyson Bezerra, do União Brasil, liderou o primeiro turno por margem inferior a um ponto sobre Cadu Xavier, do PT, e Álvaro Dias, do PL, ficou em terceiro.
Allyson Bezerra, do União Brasil, terminou o primeiro turno com 36,94% dos votos válidos, contra 36,16% de Cadu Xavier, do PT. Os dois voltam às urnas em 25 de outubro, numa disputa que decide se o PT mantém oito anos de governo no Rio Grande do Norte. Álvaro Dias, do PL, ficou em terceiro.
Allyson Bezerra, do União Brasil, e Cadu Xavier, do PT, vão disputar o segundo turno da eleição para governador do Rio Grande do Norte. O primeiro turno foi realizado no domingo, 4 de outubro, e nenhum dos candidatos alcançou mais da metade dos votos válidos. A nova votação está marcada para 25 de outubro.
Com todas as urnas apuradas, Allyson Bezerra teve 36,94% dos votos válidos, e Cadu Xavier, que se apresenta como Cadu de Lula, ficou com 36,16%. A diferença entre os dois é de menos de um ponto percentual. Em terceiro lugar ficou Álvaro Dias, do PL, ex-prefeito de Natal, com cerca de 26,8% dos votos na apuração parcial divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Os demais candidatos somaram menos de um por cento cada.
Os dois finalistas representam projetos distintos. Cadu Xavier tenta dar continuidade a um período de oito anos de governos do PT no estado, sob Fátima Bezerra, e manter a influência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um dos redutos petistas do Nordeste. Ele foi escolhido como candidato depois que o vice-governador, Walter Alves, do MDB, desistiu da disputa. Allyson Bezerra é ex-prefeito de Mossoró e, durante a campanha, tentou se dissociar tanto de Lula quanto de Flávio Bolsonaro, do PL, apresentando-se como candidato de gestão.
Entre os veículos de esquerda, a cobertura se limitou ao registro dos números oficiais da apuração e da data do segundo turno, sem enquadramento próprio sobre os candidatos. A cobertura de centro foi além do resultado e contextualizou a campanha. Relatou que Allyson, à frente nas pesquisas, virou o principal alvo dos adversários na reta final, e que um vídeo com suposta conversa sobre divisão de propina, no qual ele é citado como possível beneficiário, circulou nas redes sociais. Também registrou que Lula e Cadu tentaram associar Allyson ao bolsonarismo, enquanto o PL lançou candidatura própria, apoiada pelo senador Rogério Marinho. Veículos de direita não cobriram a disputa potiguar até o momento.
A cobertura de centro informou ainda que Allyson é investigado na Operação Mederi, deflagrada em janeiro de 2026 para apurar desvio de recursos públicos e fraudes em licitações da área de saúde de prefeituras potiguares, incluindo Mossoró. Ele nega participação em esquema criminoso.
O que ainda não se sabe é para onde irão os votos de Álvaro Dias e do PL, que somaram mais de um quarto do eleitorado e podem decidir o segundo turno. Também não há informação sobre a origem do vídeo que circulou nas redes, nem sobre novos desdobramentos da Operação Mederi antes da votação de 25 de outubro.
Até as 20h49, 94,33% das urnas haviam sido totalizadas no estado.
Ex-prefeito de Mossoró do União Brasil busca se descolar de Lula e do bolsonarismo
