Estudantes da Universidade Federal Fluminense iniciaram atos pró-Lula em Niterói
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Veículos de esquerda contaram o ato de 5 de outubro em Niterói pelo motivo dos estudantes: o medo de cortes na universidade pública caso Flávio Bolsonaro vencesse. O texto confirma que a proposta de tirar as universidades do Ministério da Educação constava do plano de governo do PL, lembra o contingenciamento de até 30% das verbas no governo de Jair Bolsonaro e situa os atos na campanha pela reversão do resultado do primeiro turno.
A cobertura de centro reconstitui como três estudantes de direito da Universidade Federal Fluminense decidiram, na noite de 4 de outubro, fazer um ato após o primeiro turno, em que Flávio Bolsonaro teve 47,03% contra 45,16% de Lula. O texto registra que a ideia inicial era marcar posição, que Niterói teve 15 atos pró-Lula nos 21 dias de segundo turno e que os estudantes prometem seguir nas ruas.
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2 fontes políticas
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Veículos com viés à direita
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Na noite do primeiro turno, com Flávio Bolsonaro à frente de Lula, três estudantes de direito da Universidade Federal Fluminense decidiram fazer um ato em Niterói. A passeata de 5 de outubro reuniu centenas de pessoas e foi seguida por outras: a cidade somou 15 atos pró-Lula até o segundo turno.
Na noite de 4 de outubro, depois do primeiro turno da eleição presidencial, três estudantes de direito da Universidade Federal Fluminense, a UFF, combinaram num grupo de mensagens fazer um ato em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O senador Flávio Bolsonaro, do PL, tinha terminado a primeira rodada com 47,03% dos votos, à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, com 45,16%.
O protesto aconteceu na segunda-feira, 5 de outubro, numa noite chuvosa. A ideia inicial era uma reunião interna na Faculdade de Direito, no bairro do Ingá, com a bandeira antifascista criada pelos alunos em 2018. Os participantes não couberam no pátio e saíram em passeata, passando pela reitoria, em Icaraí. Os estudantes ouvidos dizem que não esperavam a repercussão, que veio com a circulação dos vídeos.
As duas coberturas convergem nos fatos principais: o ato partiu de alunos de direito, reuniu centenas de pessoas, foi seguido por outros e terminou com os estudantes celebrando a vitória de Lula no segundo turno. Ambas registram a promessa do grupo de continuar mobilizado e lembram Fernando Santa Cruz, aluno da universidade desaparecido na ditadura.
A cobertura de centro reconstituiu a origem do ato a partir da mensagem enviada às 21h45 e registrou que, segundo um dos organizadores, a intenção era marcar posição, não começar um movimento. O texto informa que o grupo fez mais dois atos e que Niterói teve 15 atos pró-Lula nos 21 dias de segundo turno. Também conta que a bandeira de 2018 foi retirada por fiscais do Tribunal Regional Eleitoral naquele ano e recolocada por liminar, e traz o elogio do reitor eleito, Roberto Salles.
Veículos de esquerda destacaram o motivo dos estudantes. Eles viam Flávio Bolsonaro como ameaça à educação pública, citando a proposta de tirar as universidades do Ministério da Educação, que o texto confirma ter constado do plano de governo do PL. A matéria lembra o contingenciamento de até 30% das verbas das federais no governo de Jair Bolsonaro e relata, pela voz de um participante, que ovos foram arremessados de sacadas contra a passeata. Situa ainda os atos numa onda que chegou ao centro do Rio e a Brasília e que passou a buscar votos nulos e eleitores ausentes.
Nenhum veículo de direita cobriu o caso no conjunto analisado. Nas duas coberturas, só falam estudantes e apoiadores da mobilização; nenhum texto ouve eleitores ou a campanha de Flávio Bolsonaro. As matérias também divergem na grafia dos nomes de dois organizadores.
Até a manhã de 30 de outubro, quando saíram as matérias analisadas, nenhuma delas apresentava dado que medisse o efeito dos atos estudantis sobre o resultado do segundo turno. O título da cobertura de centro fala em impulso à vitória, mas o corpo do texto atribui aos atos apenas uma melhora da esquerda no estado do Rio.
Protesto convocado logo após o primeiro turno, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, deu início a uma série de manifestações nas ruas pela reeleição de Lula.
Alunos do curso de Direito da universidade fizeram a primeira manifestação, que desencadeou a avalanche de atos e melhorou o resultado no segundo turno contra Flávio Bolsonaro
