Alta do diesel leva 17 republicanos a pedir fim da guerra dos EUA com o Irã
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
- Valor EconômicoAlta dos combustíveis leva republicanos a se distanciarem da guerra no Irã antes das eleiçõesTrump tem sustentado que, apesar das próximas eleições poderem dar aos democratas o controle do Congresso, a votação não influencia suas decisões sobre o conflito no Oriente Médio(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- UOLRepublicanos pedem fim da guerra com o Irã antes das eleiçõesRepublicanos pedem fim da guerra com o Irã antes das eleições UOL Notícias(abre em nova aba)
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Veículos com viés à direita
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Briefing
O que importa para você
O galão de gasolina nos Estados Unidos chegou a cerca de US$ 4,50, alta de US$ 0,40 no mês, e o diesel a aproximadamente US$ 6,50, com aumento de quase 60% desde o fim de fevereiro, o que pressiona transporte, agricultura e preços de alimentos. O Estreito de Ormuz, rota crucial do comércio mundial de petróleo, segue no centro da disputa, e a eleição que pode dar o Congresso aos democratas ocorre em 3 de novembro.
Onde os lados divergem
A cobertura de esquerda enquadra o episódio como conflito entre o poder de guerra do Executivo e a vontade do eleitorado, com ênfase na aprovação de 34% aos ataques e no voto de parlamentares para exigir autorização do Congresso. A cobertura de centro trata o mesmo movimento como cálculo de campanha, destaca que candidatos como Michael Whatley e Ken Paxton seguem alinhados à Casa Branca e registra que economistas não endossam a tese de que o fim da guerra derrubaria o preço da energia. Veículos de direita não cobriram o caso no conjunto analisado.
Onde os lados concordam
Todas as coberturas convergem em três pontos: a alta dos combustíveis desde o início do conflito é o motor do recuo republicano, ao menos parte dos candidatos do partido em disputas acirradas passou a pedir o fim da guerra, e Donald Trump sustenta publicamente que a eleição de 3 de novembro não interfere nas suas decisões sobre o Irã.
O que ainda está incerto
Não há prazo para uma negociação com o Irã nem detalhamento do conteúdo da proposta iraniana recusada. Também não se sabe quando o Estreito de Ormuz voltaria a operar normalmente, quanto do preço dos combustíveis recuaria com o fim da guerra, nem se novas votações no Congresso reuniriam votos para limitar as operações antes da eleição.
Com o galão de gasolina perto de US$ 4,50 e o diesel em cerca de US$ 6,50, candidatos e parlamentares do Partido Republicano passaram a pedir o encerramento da guerra contra o Irã a poucas semanas das eleições legislativas. Donald Trump diz que a votação não muda suas decisões e prevê acordo só depois de 3 de novembro.
A menos de seis semanas das eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro, um grupo crescente de parlamentares e candidatos do Partido Republicano passou a defender publicamente o fim da guerra que o país trava contra o Irã. O motivo declarado é econômico. O preço dos combustíveis disparou desde o início do conflito, no fim de fevereiro, e virou o assunto dominante das campanhas em estados decisivos. Um levantamento divulgado em 25 de setembro identificou ao menos 17 republicanos, entre congressistas que buscam a reeleição e candidatos ao Senado e a governos estaduais, que já pediram o encerramento das operações militares.
Os casos mais citados são os de Ashley Hinson, deputada e candidata ao Senado por Iowa, que pediu o fim imediato da guerra e se disse incrivelmente frustrada com o aumento dos custos, e o de Mike Rogers, ex-deputado e candidato ao Senado por Michigan. Rogers presidiu o Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes, apoiou a ofensiva desde o começo e chegou a dizer, em maio, que os americanos ganhavam de todos os lados com ela. Agora grava propaganda eleitoral em supermercado para afirmar que a guerra precisa acabar. Em Wisconsin, o deputado Tom Tiffany, candidato ao governo estadual, defendeu a retirada das tropas, e em Ohio o senador John Husted disse que o conflito precisa terminar o mais rápido possível para que o preço da gasolina caia.
Os números que sustentam a pressão aparecem em toda a cobertura. O galão de gasolina subiu US$ 0,40 apenas neste mês e chegou a cerca de US$ 4,50, enquanto o diesel alcançou aproximadamente US$ 6,50, com alta de quase 60% desde o início dos combates. O encarecimento do diesel se espalha pelo transporte de mercadorias, pelo setor agrícola e pelos preços dos alimentos, o que torna o tema especialmente sensível em estados de peso rural, como Iowa. O presidente Donald Trump, por sua vez, sustenta que a eleição não interfere nas suas decisões sobre o Oriente Médio, afirmou na Assembleia Geral da ONU que poderia aniquilar o Irã e disse ter rejeitado a mais recente proposta iraniana para encerrar os combates e reabrir o Estreito de Ormuz, rota crucial do comércio mundial de petróleo. Em evento partidário em Dallas, no começo de setembro, ele previu que a guerra terminaria pouco depois da votação.
Os veículos de esquerda destacaram o descompasso entre a decisão de guerra e a opinião pública medida: pesquisa Reuters/Ipsos divulgada em 21 de setembro apontou 34% de aprovação aos ataques ao Irã, 32% de aprovação geral ao presidente, o menor índice do mandato, e vantagem democrata de 43% a 35% na preferência para o Legislativo. Essa cobertura organiza o episódio em torno dos limites constitucionais do poder presidencial de conduzir operações militares sem autorização do Congresso, e registra que o recuo é seletivo: Husted pediu o fim da guerra e votou contra a resolução que restringiria os poderes de guerra, e o presidente da Câmara, Mike Johnson, admitiu que encerrar o conflito antes da votação seria politicamente conveniente para o partido.
A cobertura de centro relatou o mesmo movimento pela chave da disputa eleitoral, com ênfase no contraste entre o discurso do presidente e o de candidatos em corridas acirradas, e fez questão de registrar que parte do partido não recuou. Michael Whatley, candidato ao Senado pela Carolina do Norte, mantém o apoio à guerra, e Ken Paxton, candidato pelo Texas, evitou se distanciar da Casa Branca. Essa cobertura também anotou que a avaliação de que o fim do conflito reduziria os custos de energia não é compartilhada de modo geral por economistas, e citou o estrategista republicano Matt Rexroad, para quem muitos candidatos apenas tentam evitar o assunto e destacar outras entregas aos eleitores. Veículos de direita não registraram cobertura própria do episódio no conjunto analisado, e os argumentos favoráveis à continuidade da ofensiva chegam ao leitor pelas falas dos próprios republicanos reproduzidas nas outras coberturas, centradas no objetivo declarado de impedir que o Irã desenvolva uma arma nuclear.
A divisão já apareceu em votação. Em 15 de setembro, os deputados Zach Nunn e Mariannette Miller-Meeks, ambos de Iowa, votaram a favor de uma resolução que exigia autorização explícita do Legislativo para a continuidade dos combates, depois de terem rejeitado medidas semelhantes.
Fontes

Trump tem sustentado que, apesar das próximas eleições poderem dar aos democratas o controle do Congresso, a votação não influencia suas decisões sobre o conflito no Oriente Médio
Republicanos pedem fim da guerra com o Irã antes das eleições UOL Notícias

A menos de seis semanas das eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro, integrantes do Partido Republicano passaram a pressionar o presidente Donald Trump pelo fim da guerra contra o Irã. As manifestações partem de parlamentares e candidatos que disputam eleições e enfrentam o desgaste provocado pela alta […]