Pesquisas eleitorais divulgadas no início de julho de 2026 traçaram o retrato inicial das disputas ao Senado e aos governos estaduais em dois estados, o Paraná e o Rio de Janeiro. Os levantamentos foram registrados no Tribunal Superior Eleitoral e conduzidos por institutos diferentes, com margens de erro entre 1,96 e 2,6 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
No Paraná, o instituto Vox Brasil ouviu 2.000 eleitores entre 29 de junho e 1º de julho. Na corrida ao Senado, o ex-senador Alvaro Dias (MDB) lidera com folga, somando cerca de 40% das intenções de voto. A disputa pela segunda das duas vagas do estado é acirrada: a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT), o ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo) e o deputado Filipe Barros (PL) aparecem tecnicamente empatados dentro da margem. Na disputa pelo governo, a mesma pesquisa mostrou o senador Sergio Moro (PL) à frente em todos os cenários de primeiro e segundo turno. Dias depois, o instituto Paraná Pesquisas divulgou novo levantamento no estado e apontou que, quando Alvaro Dias deixa de ser apresentado, o presidente da Assembleia, Alexandre Curi (Republicanos), assume a liderança.
No Rio de Janeiro, os institutos Paraná Pesquisas e Prefab Future colocaram a deputada federal Benedita da Silva (PT) na frente da corrida ao Senado. O ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), que teve a inelegibilidade suspensa pelo STF, e Márcio Canella (União Brasil) aparecem em empate técnico pela segunda vaga.
A cobertura de centro, como a do Poder360, da CNN Brasil, da Band e da Banda B, concentrou-se na descrição factual dos números, dos cenários e da metodologia de cada pesquisa. Veículos de esquerda, como a CartaCapital, destacaram a competitividade de candidaturas do PT, sobretudo a liderança de Benedita da Silva no Rio e a presença de Gleisi Hoffmann entre as primeiras colocadas no Paraná. Uma leitura de direita enfatizaria o favoritismo de Sergio Moro ao governo paranaense e a vantagem de nomes ligados à agenda anticorrupção, lidos como sinal de rejeição ao PT no estado; até o momento, porém, o cluster não reúne cobertura de veículos de perfil declaradamente de direita sobre estes levantamentos.
O que ainda não se sabe: as pesquisas são retratos de um momento muito anterior ao pleito, com índices altíssimos de eleitores indecisos ou que pretendem votar em branco ou nulo, o que torna os cenários voláteis. A definição das candidaturas, as convenções partidárias e as alianças ainda podem alterar profundamente o quadro.