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Ancine vê irregularidade em Dark Horse e multa produtora

1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro · 1 veículo de direita

Redação Fuja da Bolha•3 fontes•05/08/2026•atualizado em 12/08/2026•Caso Dark Horse
Ancine vê irregularidade em Dark Horse e multa produtora
Imagem: TVT News

Resumo da cobertura

A Agência Nacional do Cinema autuou em 28 de julho a produtora Go Up Entertainment por ter filmado no Brasil o longa estrangeiro "Dark Horse", sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro, sem comunicar previamente a agência, como exige instrução normativa em vigor desde 2008. A multa prevista vai de R$ 2 mil a R$ 100 mil e será definida pela Superintendência de Fiscalização e Combate à Pirataria. A autuação não impede por si só a estreia, que depende do registro de obra estrangeira pedido pela distribuidora em 22 de junho.

Alguém precisa ver os dois lados disso?

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Como cada lado cobriu

3 fontes políticas

Como decidimos →
Esquerda1 (33%)

Veículos com viés à esquerda

  • TVT NewsAncine vê irregularidade em Dark Horse e multa produtoraAncine autuou a produtora Go Up Entertainment por irregularidades na realização das filmagens do longa-metragem “Dark Horse”
    Análise editorial

    A redação é sóbria e factual, mas a seleção de fatos empilha os elementos de responsabilização do lado bolsonarista: mensagens do senador sobre recursos, roteiro assinado por deputado do PL, instituto com registro desde 2020 que nunca lançou filme, filmagem com equipe estrangeira sem comunicação à agência. O texto trata a fiscalização estatal como 'novo obstáculo' legítimo e não dá espaço equivalente à tese de defesa, o que caracteriza inclinação à esquerda por ênfase regulatória e de accountability, não por vocabulário militante.

    Qualidade argumentativa
    68/100
    Manipulação emocional
    12/100
    Clickbait
    10/100
    Fontes citadas
    4

    Perspectivas omitidas

    • Não registra que a produtora nega as irregularidades no processo administrativo, apenas a alegação de desconhecimento da autuação
    • Não menciona o prazo de defesa e recurso aberto à empresa
Centro1 (33%)

Veículos com viés ao centro

  • O GloboDark Horse: Ancine detecta irregularidade e indica multa para produtoraGo Up foi autuada por filmagem do longa-metragem no Brasil sem conhecimento da agência; punição pode chegar a R$ 100 mil
    Análise editorial

    Texto de coluna investigativa: cita o auto de infração de 28 de julho, a instrução normativa de 2008, o pedido de ROE de 22 de junho e ouve Ancine e a proprietária da produtora. O enquadramento tem carga valorativa em trechos como 'gravação clandestina', 'fundo obscuro' e 'munição para aliados de Lula', mas a apuração é sustentada em documentos e fontes identificáveis, com paridade mínima de resposta. Fica no centro por sustentar cada afirmação com documento ou fonte, sem defender programa de governo nem de oposição.

    Qualidade argumentativa
    74/100
    Manipulação emocional
    25/100
    Clickbait
    30/100
    Fontes citadas
    6

    Perspectivas omitidas

    • Não apresenta a defesa formal da produtora sobre o mérito da infração, apenas a negativa genérica de ciência da autuação
    • Não explica o rito administrativo (prazo de defesa e recurso) que ainda pode reverter a multa
Direita1 (33%)

Veículos com viés à direita

  • Revista OesteAncine abre processo contra produtora do filme Dark HorseAgência investiga supostas irregularidades em obra sobre Jair Bolsonaro; empresa pode ser multada em até R$ 100 mil
    Análise editorial

    O texto adota consistentemente o qualificador 'supostas irregularidades', abre e fecha destacando que a produtora nega e terá prazo de defesa, e reduz o episódio a um procedimento administrativo em curso. Ao suprimir o eixo de financiamento público e a conexão com o senador em campanha, desloca o caso do terreno do escândalo político para o do excesso de exigência burocrática de uma agência reguladora, enquadramento típico do lado direito.

    Qualidade argumentativa
    56/100
    Manipulação emocional
    18/100
    Clickbait
    15/100
    Fontes citadas
    3

    Perspectivas omitidas

    • Omite as mensagens do senador Flávio Bolsonaro ao dono do Banco Master sobre financiamento do filme
    • Omite o repasse de R$ 2 milhões em emendas ao instituto presidido pela produtora e o acompanhamento do STF
    • Não menciona o pedido de esclarecimentos da agência à empresa pública municipal de cinema

A Agência Nacional do Cinema autuou a produtora Go Up Entertainment por ter filmado no Brasil o longa-metragem "Dark Horse", inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, sem comunicar previamente a agência. O auto de infração foi emitido em 28 de julho pela Superintendência de Fiscalização e Combate à Pirataria e descreve a conduta em termos diretos: produzir no Brasil uma obra cinematográfica estrangeira sem informar o órgão regulador. A punição prevista varia de R$ 2 mil a R$ 100 mil, e a definição do valor cabe à mesma superintendência, que ainda precisa concluir a análise.

A regra descumprida não é nova. Instrução normativa em vigor desde 2008 determina que produções internacionais rodadas em território brasileiro fiquem sob responsabilidade de uma empresa registrada na agência, encarregada de comunicar a filmagem e entregar documentos como cópia do contrato, plano de filmagem e dados dos profissionais estrangeiros contratados. Nada disso foi apresentado no caso de "Dark Horse", filme falado em inglês, com direção e elenco majoritariamente norte-americanos, em que o ator Jim Caviezel interpreta Jair Bolsonaro e o roteiro é assinado pelo deputado federal Mario Frias.

A cronologia é comum às três coberturas. A agência enviou ofícios à produtora em fevereiro e março cobrando a comprovação da comunicação. Só em 17 de julho as empresas envolvidas encaminharam um memorando reconhecendo, para fins de resposta à exigência administrativa, que parte da obra havia sido realizada no Brasil. Antes disso, em 22 de junho, a distribuidora protocolara o pedido de registro de obra estrangeira, documento indispensável para a exploração comercial do filme. O plano de lançamento é ambicioso, com exibição em pelo menos 650 salas e cópias dubladas espalhadas pelo país. A autuação, por si só, não barra a estreia, mas o registro segue pendente. A agência afirmou que não antecipa conclusões sobre processo em curso, e a produtora nega irregularidade.

As divergências aparecem no que cada lado escolhe destacar. Veículos de esquerda enfatizaram o acúmulo de questionamentos em torno do dinheiro e da estrutura do projeto: a empresa autuada nunca lançou filme algum, e a mesma responsável preside um instituto com registro na agência desde 2020 que também nunca estreou uma obra. A cobertura de centro acrescentou documentos sigilosos e relatos de bastidores, segundo os quais técnicos consideram a infração grave por se tratar de um set montado na maior cidade do país, com equipamentos e equipe, e não de uma captura isolada de imagens; nessa apuração aparecem ainda o pedido de esclarecimentos à empresa pública municipal de cinema de São Paulo, denúncias de violação da legislação trabalhista, o repasse de R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao instituto e o vínculo do caso com a campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro, após virem à tona mensagens em que ele cobrava recursos do dono do Banco Master. Veículos de direita enfatizaram o caráter ainda suposto da irregularidade, o direito de defesa e recurso da empresa e o fato de que a agência não concluiu o mérito, deixando de fora o eixo do financiamento e a conexão com a disputa eleitoral.

A proprietária da produtora afirmou não ter recebido a autuação e disse que tudo o que era preciso fazer para produzir foi feito, incluindo avisar autoridades brasileiras, mencionando tratativas iniciais com um sindicato paulista sem especificar qual. Uma das coberturas registra que a agência tentou esclarecimentos em duas ocasiões e não obteve resposta.

O que ainda não se sabe é o desfecho. Não há definição sobre o valor da multa nem sobre a data em que a superintendência decidirá, tampouco sobre o resultado do pedido de registro que destrava o lançamento comercial. Também não foi esclarecido se a empresa pública municipal chegou a ser informada das gravações na capital paulista, nem qual será o conteúdo da defesa administrativa da produtora.

Briefing

O que importa para você

  • A estreia comercial de um lançamento planejado para pelo menos 650 salas depende do registro de obra estrangeira, ainda pendente na agência.
  • A multa a ser fixada vai de R$ 2 mil a R$ 100 mil, com decisão prevista para este mês.
  • Está em jogo a fiscalização sobre R$ 2 milhões em emendas parlamentares destinadas a um instituto que nunca lançou filme.

Onde os lados divergem

  • Esquerda e centro tratam o caso como parte de um conjunto maior de questionamentos sobre financiamento, emendas parlamentares e a campanha do senador Flávio Bolsonaro.
  • Direita restringe o episódio a uma irregularidade formal ainda suposta, com direito a defesa e recurso.
  • Centro dá peso a relatos de bastidores sobre gravidade da infração e denúncias trabalhistas; direita omite esse eixo e destaca a negativa da produtora.

Onde os lados concordam

Todos os lados registram os mesmos fatos: o auto de infração de 28 de julho, a exigência legal de comunicação prévia para produções estrangeiras filmadas no Brasil, a faixa de multa de R$ 2 mil a R$ 100 mil, o pedido de registro de obra estrangeira protocolado em junho e o fato de que a autuação, isoladamente, não impede a estreia do filme.

O que ainda está incerto

  • Não há definição sobre o valor da multa nem data confirmada da decisão da superintendência.
  • Não se sabe se a empresa pública municipal de cinema de São Paulo foi informada das filmagens na capital.
  • O conteúdo da defesa administrativa da produtora e o desfecho do pedido de registro seguem em aberto.
Política NacionalExecutivo FederalCinemaCaso Dark HorseAncineMário Frias

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Fontes

Espectro: Direita
Ancine abre processo contra produtora do filme Dark Horse
Ancine abre processo contra produtora do filme Dark Horse

Agência investiga supostas irregularidades em obra sobre Jair Bolsonaro; empresa pode ser multada em até R$ 100 mil

Revista OesteRevista Oeste
Espectro: Centro
Dark Horse: Ancine detecta irregularidade e indica multa para produtora
Dark Horse: Ancine detecta irregularidade e indica multa para produtora

Go Up foi autuada por filmagem do longa-metragem no Brasil sem conhecimento da agência; punição pode chegar a R$ 100 mil

O GloboO Globo
Espectro: Esquerda
Ancine vê irregularidade em Dark Horse e multa produtora
Ancine vê irregularidade em Dark Horse e multa produtora

Ancine autuou a produtora Go Up Entertainment por irregularidades na realização das filmagens do longa-metragem “Dark Horse”

TVT NewsTVT News

Esquerda

1 fonte

A fiscalização estatal alcançou um projeto cinematográfico ligado ao entorno político de Jair Bolsonaro. A produtora rodou cenas em São Paulo sem comunicar a agência reguladora, contrariando regra que existe justamente para dar transparência a produções estrangeiras, proteger o trabalho no setor audiovisual e permitir controle público sobre quem filma no país. O caso se soma a questionamentos sobre o dinheiro que sustenta o filme, incluindo mensagens do senador Flávio Bolsonaro a um banqueiro e emendas parlamentares destinadas a um instituto que nunca lançou nenhuma obra.

Centro

1 fonte

A Agência Nacional do Cinema autuou em 28 de julho a produtora Go Up Entertainment por ter filmado no Brasil o longa estrangeiro "Dark Horse", sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro, sem comunicar previamente a agência, como exige instrução normativa em vigor desde 2008.

Direita

1 fonte

Uma agência reguladora federal abriu processo contra a produtora de um filme sobre Jair Bolsonaro por uma exigência formal de comunicação prévia, e o desfecho pode travar na burocracia a estreia de um lançamento planejado para centenas de salas.

Leia em seguida

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  1. 28 de jul. de 2026, 00:00
    Ancine emite auto de infração contra a Go Up Entertainment por produzir obra estrangeira no Brasil sem comunicar a agência
    oglobo.globo.comtvtnews.com.brrevistaoeste.com
  2. 17 de jul. de 2026, 00:00
    Produtora e distribuidora enviam memorando à Ancine reconhecendo que parte da obra foi filmada em território brasileiro
    oglobo.globo.comtvtnews.com.br
  3. 22 de jun. de 2026, 00:00
    Distribuidora protocola pedido de Registro de Obra Estrangeira para lançar "Dark Horse" nos cinemas brasileiros
    oglobo.globo.comtvtnews.com.br

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