Renan Santos ataca o STF e diz que, eleito, não cumpriria decisão que julgar ilegal
Resumo da cobertura
O candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, intensificou os ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) depois da sessão de 15 de setembro que manteve, por 4 votos a 3, separadas as análises sobre as condutas dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça no caso Banco Master. Em sabatina no dia seguinte, disse que o Brasil vive 'um não Estado de direito', afirmou que, eleito, não cumpriria decisões judiciais que considerasse ilegais e defendeu o afastamento de Moraes. No Paraná, propôs o fim das decisões monocráticas no STF.
2 veículos de centro · 1 veículo de direita
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Veículos com viés ao centro
- MetrópolesRenan Santos critica sessão do STF sobre Moraes: "Que pizza horrorosa"Candidato do Missão reagiu no X após STF manter separadas as análises sobre Moraes e Mendonça e suspender julgamento com pedido de vista
Análise editorial
Usa a frase 'Que pizza horrorosa' no título, mas o corpo é descritivo: reproduz o post, detalha o placar de 4 a 3, os votos de cada ministro, o pedido de vista de Flávio Dino e a regra de até 90 dias. Sem adjetivação própria do redator.
- Qualidade argumentativa
- 55/100
- Manipulação emocional
- 15/100
- Clickbait
- 35/100
- Fontes citadas
- 2
Perspectivas omitidas
- Não explica o que está em apuração sobre a conduta de Moraes em relação a Daniel Vorcaro
- Não traz reação de ministros ou de outros candidatos à fala de Renan Santos
- G1No Paraná, Renan Santos critica 'super shows' com cachês milionários e diz que Brasil deve exportar 'lifestyle'Passagem do candidato do Missão pelo estado faz parte dos compromissos de campanha na disputa pela Presidência da República.
Análise editorial
Relato de agenda em Londrina, Maringá e Cascavel com aspas longas. O próprio texto aponta que o candidato 'não deu exemplos' dos eventos que cortaria, o que mostra distanciamento crítico sem tomar partido.
- Qualidade argumentativa
- 47/100
- Manipulação emocional
- 5/100
- Clickbait
- 15/100
- Fontes citadas
- 1
Perspectivas omitidas
- Não traz resposta de Sergio Moro às críticas
- Não informa quanto dinheiro público vai hoje para grandes shows
Veículos com viés à direita
- VejaRenan Santos critica STF e diz que Brasil vive ‘um não Estado de direito’Candidato do Missão à Presidência afirma que o país vive uma “ficção” institucional e defende mudanças na relação entre os PoderesMatéria: Centro
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Análise editorial
Veículo de linha editorial à direita, mas o texto é relato da sabatina: registra a pergunta sobre insegurança jurídica e a resposta do candidato, a negação de proposta de ditadura e a defesa do afastamento de Moraes, sem endosso ou crítica do redator.
- Qualidade argumentativa
- 44/100
- Manipulação emocional
- 10/100
- Clickbait
- 10/100
- Fontes citadas
- 1
Perspectivas omitidas
- Não especifica quais decisões judiciais o candidato consideraria ilegais
- Não ouve juristas ou o STF sobre a proposta de descumprir decisões
- Não detalha o mecanismo pelo qual o Senado participaria do afastamento de Moraes
Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, reagiu à sessão do STF que manteve separadas as análises sobre Moraes e Mendonça no caso Banco Master. Em sabatina, disse que, eleito, não cumpriria decisões que julgasse ilegais e defendeu o afastamento de Moraes.
O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, elevou o tom contra o Supremo Tribunal Federal, o STF, em uma sequência de declarações entre 15 e 16 de setembro. Em sabatina transmitida na quarta-feira, dia 16, ele afirmou que o Brasil vive "um não Estado de direito", mas uma "ficção", e disse que, se eleito, não cumpriria decisões judiciais que considerasse ilegais.
O estopim foi a sessão do STF da noite de terça-feira, dia 15. O plenário discutia se deveriam ser analisadas em conjunto as condutas do ministro Alexandre de Moraes, em relação ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e do ministro André Mendonça, na condução do caso Banco Master. Por 4 votos a 3, prevaleceu a manutenção das análises separadas. O presidente do tribunal, Edson Fachin, votou assim e foi acompanhado por Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Moraes votaram pela análise conjunta. Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques se declararam suspeitos. O ministro Flávio Dino pediu vista e suspendeu o julgamento, que pelas regras da corte pode ficar parado por até 90 dias. Pouco depois, Renan Santos escreveu nas redes sociais: "Que pizza horrorosa. Isso aqui virou um não país."
Na sabatina do dia seguinte, o candidato detalhou a posição. Disse que recorreria à Advocacia-Geral da União para avaliar decisões judiciais e que não as acataria quando entendesse que cumpri-las seria praticar um ato ilegal. Questionado sobre o risco de insegurança jurídica, respondeu que "não existe segurança jurídica no Brasil". Rejeitou a ideia de que defender um Executivo mais forte seja proposta de ditadura, declarou ser "um democrata institucionalista" e defendeu o afastamento de Moraes, com participação do Senado.
No mesmo dia, em agenda no Paraná, Renan Santos levou o tema à campanha. Em Londrina, disse que o Judiciário "necessita urgentemente de uma reforma" e propôs o fim das decisões monocráticas, aquelas tomadas por um único ministro, a proibição de escritórios ligados a ministros do STF e o fim do que chamou de controle da corte sobre o Parlamento pelo foro privilegiado. Também prometeu cortar o financiamento público de grandes shows com cachês milionários, sem citar exemplos, e criticou Sergio Moro, candidato do PL ao governo do estado, por se aliar a Flávio Bolsonaro.
A cobertura de centro concentrou-se no relato factual: o placar da sessão, as regras do pedido de vista e as propostas de campanha, registrando inclusive que o candidato não especificou quais eventos cortaria. A sabatina foi promovida por um veículo de linha editorial à direita, cujo texto relatou as falas sem endossá-las e deu espaço à pergunta sobre insegurança jurídica. Até o momento, não houve cobertura de veículos de esquerda sobre as declarações.
Ainda não se sabe quais decisões judiciais o candidato consideraria ilegais, nem como resolveria um impasse entre a Presidência e o Judiciário. Também não há data para a retomada do julgamento no STF após o pedido de vista de Flávio Dino.
Briefing
O que importa para você
- Renan Santos, candidato do Missão, diz que como presidente deixaria de cumprir decisões judiciais que considerasse ilegais, após consulta à Advocacia-Geral da União.
- Propostas para o Judiciário: fim das decisões monocráticas no STF, proibição de escritórios ligados a ministros e limites ao foro privilegiado.
- O julgamento sobre Moraes e Mendonça no caso Banco Master está suspenso por pedido de vista, que pode durar até 90 dias.
O que ainda está incerto
- Quais decisões judiciais o candidato trataria como ilegais e quem arbitraria o impasse com o Judiciário.
- Quando o STF retomará o julgamento após o pedido de vista de Flávio Dino.
- Quais grandes shows seriam atingidos pelo corte de financiamento público.
Fontes

Candidato do Missão reagiu no X após STF manter separadas as análises sobre Moraes e Mendonça e suspender julgamento com pedido de vista

Candidato do Missão à Presidência afirma que o país vive uma “ficção” institucional e defende mudanças na relação entre os Poderes

Passagem do candidato do Missão pelo estado faz parte dos compromissos de campanha na disputa pela Presidência da República.



