Flávio Bolsonaro reúne apoiadores no Rio e em BH na véspera do segundo turno
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Mais sobre Flávio Bolsonaro
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Briefing
O que importa para você
- O segundo turno é no domingo, 25 de outubro, entre Flávio Bolsonaro e Lula.
- No primeiro turno, Flávio teve 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%.
- Propaganda de rua como caminhadas e carreatas é permitida só até as 22h de sábado.
Onde os lados concordam
- Centro e direita concordam que Flávio Bolsonaro fez atos em Belo Horizonte e no Rio na véspera do segundo turno.
- Ambos registram a presença de Nikolas Ferreira e de aliados, e que ele não discursou em BH.
O que ainda está incerto
- Não há estimativa independente do público dos atos.
- A campanha de Lula não comentou os eventos de Flávio nas coberturas disponíveis.
Na véspera do segundo turno, o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, encerrou a campanha com uma motociata em Belo Horizonte e o ato Bloco do 22, no Rio. A cobertura de centro e de direita mostra aliados, números do primeiro turno e lacunas sobre o público.
Na véspera do segundo turno da eleição presidencial, o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, fez atos de encerramento de campanha em duas capitais. De manhã, esteve em Belo Horizonte, e à tarde, na praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A votação está marcada para domingo, 25 de outubro, e a cobertura disponível vem de veículos de centro e de direita. Até o momento, veículos de esquerda não publicaram reportagem sobre os atos.
A cobertura de centro relatou que Flávio reuniu milhares de apoiadores no Rio, ao lado da esposa, Fernanda Bolsonaro, e de aliados, no evento chamado 'Bloco do 22'. Segundo o relato, o senador usou colete à prova de balas, como de costume. Compareceram o governador do Rio, Douglas Ruas, o senador Carlos Jordy, o ex-procurador Deltan Dallagnol e o deputado federal Nikolas Ferreira. As imagens foram distribuídas pela própria campanha.
Em Belo Horizonte, a concentração estava marcada para as 9h, e Flávio chegou à Praça do Papa por volta das 11h30. De cima de um caminhão, acompanhou a motociata que seguiu pela Avenida Brasil até a Praça da Liberdade. As duas coberturas convergem num ponto: o candidato não discursou nem falou com a imprensa na capital mineira. Também concordam na lista de aliados, com destaque para Nikolas Ferreira e para o governador de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo.
A cobertura de direita enfatizou a dimensão da mobilização, ao dizer que o candidato arrastou multidão. Registrou ainda a presença do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, dos senadores eleitos Guilherme Derrite e Domingos Sávio e do ex-governador mineiro Romeu Zema. Destacou que Nikolas Ferreira agitou o ato, puxou músicas e reforçou a promessa de que Jair Bolsonaro subiria a rampa do Palácio do Planalto com o filho no dia da posse. Segundo esse relato, Nikolas carregou um caixão com a inscrição PT, chutou um boneco inflável de Lula e anunciou comemoração da vitória na Praça Sete. Manifestantes rezaram o Pai Nosso, terminado com 'livrai-nos do PT', e ergueram bandeiras dos Estados Unidos e de Israel. Uma criança foi fotografada com farda militar e fuzil de brinquedo.
O mesmo relato lembra o placar do primeiro turno: Flávio teve 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%. Em Minas Gerais, foram 48,24% contra 43,33%, ou 5.777.548 votos para Flávio e 5.188.936 para o presidente. A mobilização veio depois do último debate presidencial, na noite de sexta-feira, 23.
No mesmo sábado, Lula iniciou seus atos em Copacabana e seguiria para a Avenida Paulista, em São Paulo, com caminhada prevista para as 16h. Os dois candidatos concentraram as agendas em São Paulo, Rio e Minas Gerais, os três maiores colégios eleitorais. Pela lei eleitoral, caminhadas, carreatas e passeatas são permitidas até as 22h de sábado.
O que ainda não se sabe: nenhuma das coberturas traz estimativa independente do tamanho do público, e a campanha de Lula não foi ouvida sobre os atos de Flávio. Também não há dado sobre o impacto da mobilização no resultado de domingo.
Fontes
Senador reuniu milhares de apoiadores na Barra da Tijuca nesta sexta (24/10), na véspera do 2º turno. Ato teve nomes do Bolsonarismo

Candidato do PL realizou um dos últimos atos de campanha na capital mineira neste sábado, 24, e seguirá para o Rio de Janeiro
