Zanin prorroga votação até 19h e votos após as 17h somam 0,03% do total
3 veículos de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
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Levantamentos com dados do Tribunal Superior Eleitoral mostram que poucos votos foram registrados após as 17h no segundo turno de 2026, quando o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, prorrogou a votação até as 19h. Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, que contesta o resultado.
Sob o prisma de controle institucional e transparência, a cobertura destaca que 35.521 registros de votos após as 17h exigem conferência, ressalvando que a existência deles não comprova irregularidade. A decisão de Cristiano Zanin é tratada como controvérsia, e Flávio Bolsonaro questiona o procedimento e pede a anulação.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Levantamentos com dados do Tribunal Superior Eleitoral mostram que 34.330 votos, 0,03% do total, foram registrados após as 17h no segundo turno, quando Cristiano Zanin prorrogou a votação até as 19h. Lula venceu por 4.430.191 votos e Flávio Bolsonaro contesta o resultado.
O segundo turno da eleição presidencial de 2026, realizado no domingo (25), terminou com a reeleição de Lula, do PT, com 51,79% dos votos contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, do PL, uma diferença de 4.430.191 votos. No mesmo dia, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, determinou que as urnas ainda abertas às 17h permanecessem funcionando até as 19h. Levantamentos feitos com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) agora medem quanto essa prorrogação pesou no resultado.
A cobertura de centro relatou que apenas 34.330 votos, ou 0,03% do total, foram registrados após as 17h, segundo registros do tribunal. Outra contagem, que examinou os arquivos de 497.897 seções, identificou 35.521 registros de votos após esse horário. Desses, 30.866 pertencem a seções cujos dados foram conferidos com os boletins de urna, e 4.655 estavam em seções ainda aguardando validação. Em Pernambuco, foram 1.617 votos depois das 17h, o equivalente a 0,02% dos mais de 5,95 milhões computados no estado, e 700 urnas iniciaram o encerramento após as 19h.
Há ainda uma estimativa mais restritiva. O professor do Insper Pedro Burgos, que fez o levantamento a partir dos dados do TSE, afirmou que na maioria das zonas os votos extras ocorreram entre 17h e 17h20, ou seja, de eleitores que provavelmente já estavam na fila. O engenheiro de dados Apolinário Passos contou 5.052 votos nas 7.352 urnas que encerraram só depois das 17h45, corte que ele usa para separar as urnas mantidas abertas pela prorrogação das que apenas atenderam a fila. As duas contagens diferem porque usam metodologias distintas.
Os relatos convergem num ponto: a prorrogação foi pedida pelas duas campanhas. A de Lula pediu o prolongamento em municípios de nove estados atingidos por problemas no transporte público, depois de um primeiro pedido para três cidades baianas. A de Flávio Bolsonaro pediu duas horas a mais em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina, afetados por fortes chuvas. A medida valeu apenas para as seções que ainda estavam abertas, com eleitores aguardando.
As divergências aparecem no enquadramento. Os veículos de direita enfatizaram o total de 35.521 registros após as 17h e o fato de que parte deles ainda aguardava validação, tratando a decisão de Zanin como controvérsia. Ressalvaram, porém, que a existência desses registros, por si só, não comprova irregularidade. A cobertura de centro deu mais peso à comparação entre o volume de votos e a margem de vitória, concluindo que a medida teve impacto ínfimo e não mudaria o resultado. Nenhum veículo de esquerda integra este conjunto de fontes, de modo que não é possível descrever, com base em texto publicado, a ênfase desse campo.
Flávio Bolsonaro disse que é impossível aceitar o resultado, afirmou que pedirá a anulação da eleição e chamou a decisão de mudança da regra do jogo no meio do jogo. Também disse que fiscais do PL teriam sido retirados da sala-cofre do TSE, sem explicar qual seria a irregularidade. O tribunal respondeu que a afirmação é falsa e que a sala-cofre não é aberta à visitação, enquanto a sala de totalização pode ser acompanhada por fiscais de partidos. O deputado Nikolas Ferreira também questionou o resultado. Segundo a cobertura de centro, a decisão de Zanin foi tomada pouco antes do início das apurações, e não depois, como afirmou o parlamentar.
O que ainda não se sabe: se a anulação será de fato pedida e com que fundamento; como serão validados os 4.655 registros ainda pendentes; e qual das contagens, 34.330, 35.521 ou 5.052, será usada pelas partes em eventual contestação formal.
Votação foi prorrogada até as 19h por decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF. Estado registrou 1.617 votos nas últimas duas horas de eleição.


Um levantamento do g1, baseado em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), identificou 35.521 registros de votos para presidente após

Candidato do PL, que contesta resultado, também pediu que eleição fosse até as 19h, mas só em algumas cidades do Sul e Sudeste
