Bradesco, Itaú e Santander elevam juros do financiamento imobiliário
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
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Como decidimos →A cobertura de centro detalhou os reajustes de Bradesco, Itaú e Santander no financiamento imobiliário, com as taxas antes e depois de cada banco, as justificativas enviadas em nota, que apontam a alta dos juros futuros, e o silêncio da Caixa Econômica Federal, que lidera as contratações e alegou período de silêncio antes do balanço. Uma especialista ouvida disse que os aumentos surpreendem, porque a Selic está em queda, e recomendou comparar o Custo Efetivo Total entre bancos.
A cobertura de direita veio numa nota curta, baseada em informação de outro veículo, centrada no Santander: a taxa a partir de 12,49% ao ano mais TR desde 30 de outubro, seguindo Bradesco e Itaú. O texto destacou as consequências do crédito mais caro, com parcelas maiores, exigência de renda mais alta e possível efeito sobre o mercado imobiliário e a construção civil.
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Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
A cobertura de centro e a de direita relatam que Bradesco, Itaú e Santander elevaram as taxas do financiamento imobiliário e ligam o movimento à alta dos juros futuros, que encarece o crédito.
Bradesco, Itaú e Santander elevaram as taxas do financiamento imobiliário entre 26 e 30 de outubro. No Bradesco, a taxa principal foi de 11,99% para 15% mais TR ao ano. Os bancos citam a alta dos juros futuros, e a Caixa Econômica Federal não informou se fará reajuste.
Bradesco, Itaú e Santander, três dos maiores bancos privados do país, elevaram as taxas de juros do financiamento imobiliário na última semana de outubro. O Bradesco aplicou a nova tabela na segunda-feira, 26 de outubro. O Itaú seguiu na quinta-feira, 29. O Santander passou a ofertar as novas condições na sexta-feira, 30.
A cobertura de centro detalhou os números. No Bradesco, a taxa principal passou de 11,99% mais a Taxa Referencial, a TR, para 15% mais TR ao ano. No Itaú, a taxa mínima foi para 12,95% ao ano, e chega a 14,85% mais TR para quem não é correntista. No Santander, a oferta, que podia ser encontrada a 11,69% mais TR, passou a partir de 12,49% mais TR. Juntos, os três bancos responderam por cerca de 55% do valor financiado para compra de imóveis entre janeiro e setembro, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança, a Abecip.
Os dois lados que cobriram convergem na causa apontada: a alta dos juros futuros, que encarece a captação dos bancos. A cobertura de centro registrou que o rendimento dos títulos brasileiros de cinco anos subiu de 12,87% para 15,39% após as eleições, e que os juros futuros podem subir mesmo com a Selic em queda. A taxa básica teve em setembro a quinta redução consecutiva. A advogada Daniele Akamine, especialista em mercado imobiliário, disse que os aumentos surpreendem, mas fazem sentido do ponto de vista do banco, e estimou um reajuste acima de 3% ao ano para a maioria dos clientes.
A diferença entre os lados está no recorte. A cobertura de centro reproduziu as notas dos bancos, ouviu a especialista e ofereceu orientações ao comprador, como comparar o Custo Efetivo Total, o índice de correção e o sistema de amortização. Veículos de direita publicaram uma nota curta, baseada em informação de outro veículo, centrada no Santander, e enfatizaram as consequências: parcelas maiores, exigência de renda mais alta e possível efeito sobre o mercado imobiliário e a construção civil. Esse texto não trouxe as taxas anteriores nem a posição dos bancos. Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso no conjunto analisado.
Até a manhã de 30 de outubro, quando saíram as matérias analisadas, a Caixa Econômica Federal, que lidera com folga as contratações para compra de imóveis, não havia informado se também reajustaria as taxas. O banco disse estar em período de silêncio antes da divulgação do balanço. Também não estava claro se outros bancos seguiriam o movimento.
Maiores bancos privados do país apontaram a alta dos juros futuros como justificativa. A Caixa, líder em financiamento de imóveis, está em período de silêncio antes de seu balanço.

Banco eleva taxas para 12,49% ao ano, mais TR, seguindo reajustes anunciados por Bradesco e Itaú O Santander confirmou nesta
